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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Esteve Jesus entre os Essênios?



Uma questão que convida à reflexão: Jesus esteve ou não no meio da fraternidade Essênia, com o objetivo de preparar-se para os dias de seu apostolado de Amor Universal?

Se esteve, e com essa finalidade, podemos entrever duas possibilidades:

- a primeira nos ditaria que, mesmo um espírito puro e poderoso, condutor do planeta Terra desde os remotos tempos de sua formação (como nos dão a entender Ramatis e Hercílio Maes em, "O Sublime Peregrino"), mesmo um espírito desse gabarito, uma vez imerso na matéria, seria submetido a tal entorpecimento de sua memória e de suas faculdades psíquicas, que necessitaria de auxílio para que despertasse seu magnífico potencial. O entendimento, nesse caso, é que as cortinas de obscuridade que se antepõe ao espírito encarnado são de tal natureza vigorosas que, mesmo os espíritos da mais alta estirpe, não se furtam ao amortecimento das próprias faculdades espirituais, quando no mundo da carne.

- por outro lado, podemos supor o inverso, ou seja, que a imersão no mundo físico não teria tal capacidade de entorpecimento, se o espírito tivesse estatura espiritual suficiente para permanecer desperto, independente de auxílio externo. Segundo essa hipótese, se Jesus buscou a fraternidade essênia com o objetivo de preparar-se para os seus dias de messianismo terrestre, isto só poderia acontecer se Ele ainda não fosse um espírito de tal estatura espiritual! Por isso necessitaria dos essênios: para auxiliá-lo a fazer o que, por si só, Ele próprio não conseguiria. Nesse caso, teríamos de admitir um Jesus bem menos adiantado espiritualmente do que a alma sublime rememorada por Ramatis e Hercílio Maes.

Por outro lado, se admitirmos que Jesus não esteve entre os Essênios, o raciocínio mais simples, nos dirá, então, que se assim o foi, é porque Jesus não precisou desse auxílio. Que guardou em si, desde a juventude, a majestade daquele Reino que proclamava e que não era deste mundo.

Algumas fontes afirmam, no entanto, que os Essênios eram depositários de uma coleção de documentos originais, repletos da antiga sabedoria, inclusive textos escritos por Moisés, livres das adulterações posteriores, introduzidas pelos interesses materiais da classe sacerdotal hebreia. Achados arqueológicos recentes põem a descoberto manuscritos encontrados em grutas nas proximidades do mar morto, de certa forma, corroborando essa hipótese.

Se Jesus esteve entre os essênios para consultar manuscritos originais antes de defrontar-se com a enraizada intransigência farisaica de seu tempo, é algo que não lhe diminui em nada a grandeza espiritual.

Duas fontes psicográficas muito conhecidas apresentam versões diametralmente opostas sobre a interferência essênia na vida de Jesus. Vejamo-las:

O Cristo e os Essênios

(Em "A Caminho da Luz", por Emmanuel/Chico Xavier. Federação Espírita Brasileira. 37a edição. 2008)

Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há quem veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas, antes do seu messianismo de amor e de redenção. As próprias  esferas mais próximas da Terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos estudiosos e desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da Humanidade, a respeito do Salvador de todas as criaturas.

O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.

Harpas Eternas

(por Hilarión de Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez. Editora Pensamento. Volume I. 6a edição, 2000; Volume II. 1a edição, 1996; Volume III. 1a edição, 1993; Volume IV. 1a edição, 1993.)

Harpas Eternas (para detalhes, CLIQUE AQUI), trata da vida do Homem-Luz e trata a fraternidade essênia como organização que efetivamente teria cumprido a tarefa de auxiliar o Mestre a despertar suas faculdades psíquicas, além, é claro, de dar-lhe amplo acesso à documentação da qual era depositária.

Mas, que posição tomar?

Ser espírita, como ser Cristão, inclui - para bem como para conhecer a Verdade - livrar-se de dogmas e de conceitos que não coadunam com o raciocínio transparente.

Ser espírita, como ser Cristão, muita vez nos impulsiona a ler, a estudar, a pesquisar e não aceitar nenhuma obra como Santa ou Sagrada apenas porque esta ou aquela personalidade eminente assim o diz, ou porque esta ou aquela religião assim o estabelece.

Ser espírita, como ser Cristão, é, sob o burilamento incessante da razão, trazer a pedra bruta dos dogmas ancestrais à conformação esplêndida do diamante lapidado da Verdade.

No entanto, a Verdade nem sempre está ao alcance do nosso buril.

Mesmo assim, ser Espírita, como ser Cristão, é, ao lado de tantas bênçãos, a felicidade de não ter de aceitar nenhuma ideia pré-concebida que nos fuja ao crivo da razão; é a possibilidade de pensar paralelamente às escrituras do mundo, inclusive aos mais ilustres textos do espiritismo e do cristianismo, a par de que Jesus não ensinou com nenhum livro de dogmas sob suas mãos...




sábado, 4 de julho de 2015

Harpas Eternas

Harpas Eternas:



Entre as crônicas a respeito da vida de Jesus, existem aquelas que adquiriram maior notoriedade por haverem sido incluídas entre os textos ditos "canônicos" na coleção que conhecemos por "Bíblia".

Esses textos, no entanto, deixam lacunas consideráveis sobre a personalidade, os ensinamentos, a vida, o contexto histórico, a família e as demais personagens que secundaram a passagem do Divino Mestre por nosso planeta. Chega a nós, através desses relatos, algo a respeito de seu nascimento, uma ou duas breves passagens sobre sua infância e, depois, há uma lacuna de duas décadas, quando, então, o "Filho de Deus" ressurge para uma curta permanência entre os hebreus até o término de seus dias de espírito encarnado, no alto do monte "Gólgota", que todos conhecemos.

"Harpas Eternas" é uma obra que pretende preencher diversas dessas lacunas. Sua narrativa detalhada aborda fatos sucedidos desde antes do nascimento do Profeta Nazareno até os 40 dias após o martírio e o sacrifício, no Calvário.

Nessa coleção de quatro volumes, a personalidade luminosa do Homem-Amor é apresentada ao leitor como se este estivesse assistindo a um artista, à medida que ele pinta uma tela. A alma alegre, amorosa e iluminada do enviado de Deus, vai, do nascimento ao desencarne, tomando posse gradativa de todas as suas incomparáveis faculdades psíquicas, como se ornasse, aos poucos, com novas cores e novos tons, a pintura de beleza inefável que foi sua passagem por entre nós, ainda, em nossa maioria, aparentemente distantes de o haver compreendido.

Não tenho dúvidas de que o maior tesouro que nos oferece a obra, é o estreitamento de nossa relação com essa alma sublime que se entregou à imolação por amor à humanidade.

Em "Harpas Eternas" vemos claramente a dedicação da vida messiânica de Jesus a dois objetivos que são, na verdade, um só:

1) colocar à luz do sol as inúmeras adulterações que, no correr dos séculos e na escuridão das trevas, a classe sacerdotal farisaica, cega pela cobiça e pelo poder, havia introduzido como ervas daninhas no terreno aprazível em que deveria frutificar a "lei" de Moisés, verdadeira e simples, resumida no decálogo do Sinai e;

2) substituir essa montanha de prescrições dogmáticas cultuadas até hoje, mas que não visavam, senão, encher de ouro e poder os representantes do Sinédrio judaico, por um único e poderoso ensinamento:

- AMA A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

Mas, como se isso não bastasse, a narrativa é recheada, ainda, de numerosas informações que são como presentes para o espírito investigativo: adentra-se, em pormenores, no mundo da fraternidade Essênia; são tecidas, em minúcias, as relações de afeto entre o Homem-Deus, seus familiares e as pessoas que o amaram e que Ele amava mais ainda, bem como o papel decisivo dessas pessoas no desenrolar dos fatos que chegaram até nós através dos relatos canônicos; é desembaralhado, ante nossos olhos, o intricado panorama político-religioso que resultava na opressão do povo hebreu pelo invasor romano de um lado, mas também pelo seu próprio poder religioso, corrompido, ganancioso e hipócrita, de outro; aclara-se a paisagem dos humores e da perspectiva histórica do povo oprimido que desejava um Messias-Rei, que o libertasse dos poderes tiranos que o dominavam, sem conseguir alcançar as palavras do Mestre, que repetidamente afirmava não ser o Seu reino deste mundo; desvenda, com absoluta clareza, os interesses vis e mundanos responsáveis pelos fatos que culminaram com a crucificação do Filho de Deus...

Harpas Eternas, além de procurar descerrar o véu que de certa forma encobre de mistério os acontecimentos da vida do Homem-Luz, também nos oferece uma visão muito mais próxima e humanizada de personagens que povoam como de relance os evangelhos canônicos. Esse é caso das personalidades de Maria de Nazaré e José, seu esposo, de José de Arimatéia, de Nicodemos, dos chamados "reis magos" (Melchior, Gaspar e Baltazar), de Maria de Mágdalo, a castelã (ou Maria Madalena), entre muitos outros.

Tudo isso e muito mais nos é dado como instrumento para a reflexão.

Agora podemos perguntar de onde virá tanta informação "não oficial"? Por que não nos foi revelada antes? Ela é confiável?

O espírito Hilaríón de Monte Nebo, que psicografa através da médium Josefa Rosalía Luque Alvarez, responde. Sua fonte, afirma, são os "Arquivos da Luz Eterna". Essa é uma referência que o espírito faz ao que, no oriente, no esoterismo e na teosofia é conhecido como "Akasha" ou "Akasa". Esses termos referem-se a registros vivos de tudo que acontece em toda parte. Cada folha que cai, cada ação humana, cada pensamento emitido, tudo isso seria gravado a fogo nesse arquivo intangível que os espíritos que chegaram a um nível de evolução compatível poderiam acessar. E esses arquivos não são lidos, mas, sim, vivenciados pelo consulente, que, então, conhece tudo o que se passou, bem como cada pensamento e cada sentimento envolvidos.

Cabe a nós leitores, somando essas a outras informações das quais disponhamos, analisar e refletir, meditar e buscar, através do Filho, o reencontro com o Pai.

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Edições utilizadas neste blogue:

Harpas Eternas - Volume I
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
6a edição, 2000.

Harpas Eternas - Volume II
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1996.

Harpas Eternas - Volume III
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1993.

Harpas Eternas - Volume IV
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1993.




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Santa Aliança - Os sete ensinamentos iniciais

(Os sete ensinamentos que poderiam ser dados a conhecer às massas que se aproximassem voluntariamente dos núcleos da "Santa Aliança" (1), em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Volume III. Editora Pensamento. São Paulo. 9a edição. 2012)


1 - A imortalidade da alma humana, e seu progresso constante através de múltiplas existências físicas, com o fim de conquistar sua própria felicidade;

2- A Suprema Potência, Deus, é o Bem, é o Amor, é a Justiça, e gravou na própria essência da alma humana o princípio eterno que é a sua única Lei: "Não faças a outro o que não queres que te façam." As dores, os males, as chamadas desgraças ocorridas às criaturas, nãos são castigos dessa Suprema Potência. São apenas conseqüências das transgressões do homem à Divina Lei, não apenas na vida presente, como também numa anterior.

3- Para a Suprema Potência - Deus - não existem seres privilegiados, porque essa afirmação seria uma negação do Amor e da Justiça Divina, a derramar-se por igual sobre toda criatura emanada d'Ele. Há unicamente o Bem, atraído e conquistado através do acerto e da retidão no modo de pensar e de agir.

4- A alma humana é livre para agir bem ou mal. Se age de acordo com o bem, conquista o bem. Se age de acordo com o mal, atrai o mal.

5- A morte destrói tão-só o corpo material, e dá liberdade ao espírito, que continua vivendo ligado, através do Amor, aos que foram em vidas físicas seus afins, amigos ou familiares, aos quais continua prestando apoio e cooperação em toda obra de bem e de justiça. São os anjos tutelares mais íntimos dos quais falam todas as religiões.

6- Sofrimento eterno não existe nem pode existir, porque a eternidade é somente de Deus, que é Bem Supremo, e tudo, absolutamente tudo, há de voltar para Ele. O próprio sofrimento na vida física, continua depois da morte apenas temporariamente, até que a Inteligência sofredora tenha compreendido a causa e aceito os efeitos como meios de reparar o mal causado.

Uma vez reparados os efeitos causados pela má ação praticada, a alma continua seu eterno caminho com maiores facilidades e luzes, em razão da experiência adquirida.

7- Sendo Deus, Amor Supremo, que só pela expansão de seu Amor dá vida a tudo quanto existe, sem nada pedir nem esperar de suas criaturas a não ser que sejam eternamente felizes, deduz-se que as faltas contrárias ao Amor devem ser as que atraem para a alma mais dolorosas conseqüências. Em compensação, as obras de Amor, grandes ou pequenas, são as que atraem maior progresso, maior conhecimento e mais felicidade.

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Minhas Notas:

(1) "Santa Aliança" é o nome dado à associação de pessoas, lideradas por Jesus desde o início de sua vida adulta, a partir dos 21 anos de idade, e cuja função, segundo o Mestre, seria a de difundir entre a população de diversas regiões do mundo, os princípios da Sabedoria Divina, para que o conhecimento da Eterna Verdade libertasse corações e almas das ilusões impostas pela vida material.

Muitos daqueles que se vinculavam à Santa Aliança, no entanto, eram hebreus que esperavam, erroneamente, dessa instituição de fins espirituais e amorosos, que fosse a organização beligerante que os libertaria do jugo romano através das armas e da guerra.



terça-feira, 26 de maio de 2015

Reconstruir


"Reconstruir, através  da fraternidade e do amor, tudo o que o homem destrói, é e será sempre a obra que salvará a humanidade."

(Jesus, em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Volume III. Editora Pensamento. São Paulo. 9a edição. 2012)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A maior obra!

(Jesus aos 20 anos de idade, a Faqui, um jovem egípcio, ante a grandiosidade do templo de Jerusalém. Fonte: "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)



(...) a alma de um homem justo é um templo muito mais digno de Deus que toda esta riqueza que aqui vemos. Maior obra que a de Salomão fazemos nós quando consolamos uma alma humana que sofre, quando elevamos seu nível moral, quando afastamos os obstáculos que impedem seu caminho para a luz, quando despertamos nela o desejo da verdade, de conhecimento e de sabedoria.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Lei muito pequena e muito simples...

(Diálogo entre Jesus e um comandante Romano a quem curara, aos 21 anos de idade. Fonte: "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)



- Nunca pensastes que há um Deus Supremo, Senhor de todas as coisas? - Perguntou Jesus.

- Quero conhecer a lei do teu Deus, Jesus - disse novamente o romano.

- É muito pequena e muito simples:

"Faze com o teu próximo como queres que seja feito contigo. Ama a todos os teus semelhantes; não odeies jamais a ninguém."

- Isto é tudo?

- Tudo, absolutamente.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

A Simplicidade do Cordeiro

(Jesus, a Melchior, uma dos três personagens que ficaram conhecidas como "os três reis magos". Esse diálogo deu-se durante expedição ao Egito, aos 21 anos de idade de Jesus. Fonte: "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)



"Vens seguindo-me desde o berço, juntamente com os grandes amigos Gaspar e Baltasar, até o ponto de haverdes arriscado vossas preciosas vidas por mim.

Tudo isso porque uma voz interior que não silencia nunca vos disse que em mim estaria feita carne a promessa do Senhor para Israel. Se estais ou não com a verdade, somente o tempo dirá. Entretanto, eu não sou mais que um jovem buscador da verdade, que aspira encher sua vida com obras de bem, de justiça e de amor para com os seus semelhantes."


domingo, 26 de abril de 2015

O despertar...



(O Essênio Melkidesec, em reunião em que participava Jesus, então com 18 anos de idade, José de Arimatéia, Nicodemos, Nicolás de Damasco e outros anciãos Essênios. Em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)

"Acontece que a inquietação espiritual por saber a verdade(a) de todas as coisas vem quando o espírito humano ultrapassou a linha divisória entre o consciente desperto e o consciente adormecido. Quando a consciência é despertada para a Eterna e Divina Realidade, já não há nada que a detenha em sua ascensão aos planos elevados, onde há Luz.

Entretanto, quando o consciente ainda está adormecido, não pensa por si mesmo, pois está à vontade, aceitando o que os outros pensaram e sugeriram à Humanidade, quer por ignorância ou talvez porque a julgaram demasiado nova para compreender a verdade em toda sua amplidão soberana."

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(a) o texto da tradução para a língua portuguesa está grafado da seguinte maneira:

"Acontece que a inquietação espiritual por saber a vontade de todas as coisas..."

Como essa frase não tem sentido, consultando-se o original em espanhol, encontra-se:

"Es que la inquietud espiritual por saber la verdad de todas las cosas..."


O Conto da Fonte


(José de Arimatéia, no monte Tabor, em reunião em que participava Jesus, então com 18 anos de idade, Nicodemos, Nicolás de Damasco e anciãos Essênios. Em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)

"Dois homens chegam à fonte para beber. A linfa cristalina e serena reflete suas imagens no límpido da superfície. Ajoelham-se sobre o musgo e inclinam a cabeça até tocar com os lábios a água e bebem. Chegam em seguida outros, montados em animais e, para não molestarem-se em apear, entram com eles, removendo o lodo do fundo, e a água se torna turva.

- Que água mais desagradável a desta fonte! - exclamam eles.

Assim ocorre também com a Divina Sabedoria, fonte de Luz e Verdade eternas. Muitos se aproximam para beber, mas nem todos chegam a Ela com a túnica limpa, e muitos chegam montados nos animais das paixões, dos egoísmos humanos e dos preconceitos que trouxeram de outros ambientes e de outras ideologias."



sábado, 4 de abril de 2015

Dez Mandamentos - Duas versões



A Bíblia de Jerusalém, Editora Paulus. 1a edição. 2002. São Paulo - Brasil. 

Êxodo: 20: 1-17 


Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo: "Eu sou Iahweh teu Deus que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão.

Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem esculpida de nada que se assemelhe ao que existe lá em cima nos céus, ou embaixo na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra.
Não te prostrarás diante desses deuses e não os servirás, porque ao eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento, que puno a iniquidade dos pais sobre os filhos até a terceira geração dos que me odeiam, mas que também ajo com amor até a milésima geração para com aqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
Não pronunciarás em falso o nome de Iahweh teu Deus, porque Iahweh não deixará impune aquele que pronunciar em falso o seu nome.
Lembra-te do dia do sábado, para santificá-lo. Trabalharás durante seis dias, e farás toda a tua obra. O sétimo dia, porém, é o sábado de Iahweh teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu escravo, nem tua escrava, nem teu animal, nem o estrangeiro que está em tuas portas. Porque em seid dias Iahweh fez o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm, mas repousou no sétimo dia; por isso Iahweh abençoou o dia do sábado e o consagrou.
Honra a teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias sobre a terra que Iahweh teu Deus te dá.
Não matarás.
Não cometerás adultério.
Não roubarás.
Não apresentarás um testemunho mentiroso contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença a teu próximo.

Moisés, o Vidente do Sinai . Psicografia de Josefa Rosalía Luque Alvarez. Pelo espírito Hilarión de Monte Nebo. Editora Pensamento. 9a edição. 1999. São Paulo - Brasil (a), (b).


Eu sou o Senhor vosso Deus que vos ama acima de todas as coisas e quer o vosso amor, ilimitada confiança e constante fidelidade.

Eu sou o Senhor vosso Deus, e não tereis deuses em vossa vida porque Eu sou a verdade, a luz e a felicidade perdurável e eterna. Sou vossa origem e vosso fim.

É essa a minha lei única, imutável, invariável e eterna:

1°. Ama-me acima de tudo quanto existes, porque Eu Sou teu Deus e tu és meu filho.
2°. Não tomarás meu nome para falsidade nenhuma, porque Eu Sou a Verdade.
3°. Consograrás a mim um dia na semana e será para descanso de teu corpo e alegria de teu espírito.
4°. Depois de Mim, darás a teus pais as dádivas de tua reverência e do teu amor em todos os dias da tua vida.
5°. Não matarás a nenhum semelhante teu, porque Eu Sou o senhor de toda vida.
6°. Não cometerás adultério nem ato algum que ofenda o pudor e a dignidade humana.
7°. Não tomarás nada alheio sem a vontade do seu dono.
8°. Não levantarás calúnia nem falso testemunho contra teus semelhantes.
9°. Não desejarás os bens alheios nem porás teu desejo em nada que pertença a teu próximo.
10°. Não farás nunca, jamais, o que não queres que seja feito contigo.

Tal é o resumo de toda minha lei.

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Minhas notas:

(a) A versão original é a obra em língua espanhola: Moises, el Vidente del Sinaí. Piscografia de Josfa Rosalía Luque Alvarez. Pelo Espírito Hilarión de Monte Nebo. Editorial Kier S. A. 3a edición. 1981. Buenos Aires - Argentina.

O texto original é transcrito abaixo:

Yo soy el Señor Dios vuestro que os ama sobre todas las cosas y quiere vuestro amor, ilimitada confianza y constante fidelidad.

Yo soy el Señor Dios veustro y no tendréis otros dioses en vuestra vida porque Yo Soy la Verdad, la Luz, el Bien y la Felicidad perdurable y Eterna. Soy vuestro origen y vuestro fin.

Y ésta es mi Ley única, inmutable, invariable y eterna.

1°. Ámame sobre todo cuanto existe porque Yo Soy tu Dios y tú eres mi hijo.
2°. No tomará mi nombre para falsedad ninguna porque Yo Soy la Verdad.
3°. Me consograrás un día en la semana y será para descanso de tu cuerpo y alegría de tu espíritu.
4°. Después de Mí, darás a tus padres los dones de tu reverencia y de tu amor en todos los días de tu vida.
5°. No matarás a ningún semejante tuyo, porque Yo Soy el dueño de toda vida.
6°. No cometerás adulterio ni acto alguno que ofenda el pudor y dignidad humana.
7°. No tomarás nada ajeno sin la voluntad de su dueño.
8°. No levantarás calumnia ni falso testimonio en contra de tus semejantes.
9°. No desearás los bienes ajenos ni pondrás tu deseo en nada que pertenezca a tu prójimo.
10°. No harás, nunca jamás, lo que no quieras que se haga contigo.

Tal es el resumen de toda mi ley.

(b). Como fonte das informações relatadas em "Moisés, o Vidente do Sinai", Hilarión de Monte Nebo faz referência aos "Arquivos de Luz Eterna" que, conforme fica claro em outra obra sua, são o mesmo que se entende na teosofia por registros akásicos ou akáshicos.

terça-feira, 31 de março de 2015

Como compreender?

(De "Moisés, O Vidente do Sinai" - Vol III, por Josefa Rosalía Luque Alvarez/Hilarião de Monte Nebo, 1999, 9a edição. Editora Pensamento. São Paulo)


Como pode compreender a criatura humana, enlouquecida por todas as formas do prazer, da inconsciência, da ignorância e do pessimismo negativo?... Como pode compreender e ler o que dizem as flores ao confundir seus perfumes, e as nuvens ao enredar os matizes de suas cores, e os beijos de luz das estrelas e a eterna harmonia de amor das esferas?...


sexta-feira, 20 de março de 2015

A Chave de Ouro - "Apocalipse do Profeta Antúlio"

(Do "Apocalipse do Profeta Antúlio de Manha Ethel (1)", em "Moisés, O Vidente do Sinai" - Vol II, por Josefa Rosalía Luque Alvarez/Hilarião de Monte Nebo, 1999, 9a edição. Editora Pensamento. São Paulo)



Chave de Ouro: Denomino assim à vontade do ser inteligente que quer galgar os cumes do desenvolvimento espiritual.

A própria natureza que impulsiona à transformação e ao progresso, leva o ser quase instintivamente e em semi-inconsciência pelas fases dos primeiros graus de seu desenvolvimento intelectual, ou seja, até o ponto de discernir o bom do mau, o melhor do pior, o conveniente para si mesmo e o que lhe é prejudicial. Até aqui é a evolução que chamo "caminho em campo aberto", ou seja, para todo ser que já passou do reino animal ao reino humano. Esses caminhos convergem todos para um mesmo ponto, ao silencioso horto fechado, o "Horto dos Enigmas" como o designa a ciência espiritual conhecida até hoje, em cuja porta costuma permanecer a alma humana anos e séculos se não tem a chave de ouro de uma decidida e valorosa vontade.

Ignora a alma humana o que há por detrás do muro infranqueável que fecha a todos os olhares aquele silencioso "Horto dos Enigmas", e muitas vezes prefere entreter-se nos panoramas externos, pradarias floridas, lagos de cristal nos quais se refletem os céus, pássaros e flores nascendo e morrendo, animais pastando na relva, feras rugindo próximo ou longe, homens disputando entre si o domínio de tudo o que existe, fazendo daquela vida uma busca inquieta de algo que lhes é necessário para sua felicidade e que não encontram em parte alguma. Eles apenas percebem que, de tanto em tanto, as portas de bronze se abrem, e uns poucos e às vezes um só penetra no fechado horto que novamente fecha suas portas atrás dele.

"Por que entram? O que buscam ali? São desequilibrados? São loucos?... São despojos humanos sepultando-se vivos? Nada disso. São inteligências chegadas a esse grau de consciência em que as coisas visíveis deixaram já de interessá-los. Os prazeres dos sentidos e todas as sensações próprias do mundo dos desejos deixaram de ter encantos para eles e, tendo forjado em duro crisol a chave de ouro que é ao mesmo tempo conhecimento e amor, penetram valentemente no horto fechado onde ignoram o que encontram, mas que uma voz íntima, vinda do mais profundo de seu mundo interior, lhes assegura que ali está a felicidade e a paz. Ninguém sai para recebê-lo. Silêncio e mais silêncio.

Uma multidão de pequenos caminhos serpenteiam em todas as direções como faixas que, subindo lentamente, foram bordando hieróglifos nas verdes colinas.

No fundo desse panorama feito todo de silêncio e quietude, a branca e austera silhueta de um santuário que, como um recorte de marfim, se destaca sobre um céu de safira e ametista. Qual desses caminhos o levará mais rapidamente ao templo de marfim?... Porque é fora de dúvida que todos eles devem conduzir para lá, O viajante raciocina, pensa, soluça e geme nessa solidão.

Durante sua travessia pelos caminhos em campo aberto ele sentiu muitas vezes labaredas de amor dos grandes seres que lhe pareceram como gigantes comparados com sua pequenez. Era um filósofo, um orador, um grande músico, um poeta inspirado, um pintor famoso, um filantropo enamorado da humanidade, um apóstolo que empurrava multidões em busca do seu progresso e do seu bem-estar.

Ele pensa com amor em algum deles, naquele que mais profundamente vive no mundo de suas recordações. À medida que intensifica seu pensamento, de seu coração flui, como uma fibra de luz, o anelo, o rogo, o amor daquele que necessita auxílio, proteção e ajuda. Na luminosa distância plena de calma e serenidade, ele vê desenhar-se a silhueta transparente e sutil do grande ser de avançada inteligência no qual pensou tão profunda e sentidamente. Ele vê que se aproxima como um astro que segue uma órbita marcada de antemão. Aproxima-se mais, à medida que intensifica sua clamorosa aspiração. Crê sentir que lhe diz:

"-Sou aquele que amas, e porque me amas venho a ti."

Vai prostrar-se para oferecer-lhe sua adoração. E ouve outra vez a íntima voz sem ruído:

"-Não sou Deus, mas uma emanação de Deus sobre ti. Não sou Eu mesmo em toda a realidade da minha atual existência em planos muito mais acima do éter que te envolve. Sou unicamente uma imagem astral criada pelo teu amor e vivificada pelo meu amor que responde ao teu amor. Sou, pois, uma criação tua e minha que perdurará por tanto tempo em teu mundo mental e emotivo como perdurará o teu amor por mim e teu desejo de engrandecer-te e purificar-te seguindo minhas pegadas. Minha personalidade real verás algum dia, mas isso será quando tiveres corrido tanto para cima que possas ensaiar vôos até a morada que a eterna lei me deu por habitação. Agora, ouve-me e escolhe o teu caminho:

A finalidade suprema de toda criatura é chegar até o Criador.

A ciência é um resplendor de Sua infinita sabedoria e, por meio dela, podes aproximar-te d'Ele, se conseguires encontrar entre as sombras de penosas investigações as pegadas radiantes da divindade.

As artes são reflexos da eterna beleza lançados na imensidão da qual podes chegar seguindo aqueles resplendores.

A filantropia ou amor a teus semelhantes é o caminho mais curto, mas é também o mais doloroso.

Poderás avançar por um durante um tempo. Poderás avançar por outro durante épocas mais ou menos longas. Poderás cair muitas vezes abatido pela fadiga ou acovardado pelas dificuldades. Caído e semi-sepultado no lodo do caminho, podes permanecer durante muito tempo. A única coisa que não podes fazer é voltar atrás. A Chave de Ouro que abriu a porta para dar-te passagem ao horto fechado, não abre mais de dentro para fora. Escolhe, pois."

O viajante, cheio de confiança na imagem viva e radiante que leva em seu mundo interior, diz:

"-Quero fazer como fizestes."

Nesse instante a imagem se desvanece diante dele como uma tênue nuvem de ouro e rubi que o vento dissolve em diminutas partículas. Então, vê desenvolver-se nele um novo mistério: sente que foi convertido em dois homens em vez de um. Um é o que permanece dentro do horto fechado para beber a água clara das fontes divinas; e o outro é o que se debate entre as multidões para ensinar-lhes a forjar também a chave de outro que lhes dê acesso ao horto fechado de suas delícias. Seu Ego, seu Eu Superior, despertou plenamente para a consciência do poder e da grandeza a que está destinado e estendeu para seu filho terrestre, o seu Eu Inferior, não já um fio de luz que apenas mantém a união, mas um poderoso braço de fogo divino que seja capaz de mantê-lo em suspenso, com a mente submersa no éter dourado do horto dos enigmas, e com seus olhos percorrendo os caminhos do campo aberto para sentir as ansiedades, dores, extravios e desvios da inconsciente multidão em benefício de cuja redenção quis consagrar a metade de si mesmo.

O homem começa então sua vida semelhante às estrelas que, encontrando-se em grande altura, seguindo sem desvio suas órbitas marcadas a fogo nos abismos siderais, iluminam, não obstante, a vida dos homens e imprimem suas influências astrais poderosas no desenvolvimento das humanidades em geral e dos indivíduos em particular, e isso sem que a maioria deles suspeite sequer que aqueles distantes pontos de luz são cooperadores da eterna lei na obra estupenda da evolução e da perfeita harmonia universal, tanto nas mais ínfimas como nas mais excelsas criações.

Os astros e as almas assemelham-se, em seus começos, como as centelhas de luz emanadas da Eterna Energia em permanente atividade assemelham-se, em seu crescimento, em sua plenitude, em suas longas vidas de solidariedade aos grandes e pequenos globos de cada sistema. No entanto, assombra pensar que as almas têm uma superioridade muito mais excelsa que os astros mais radiantes. Vidas milenares de imensas épocas vivem as esferas que giram no espaço azul; entretanto, elas chegam um dia à decrepitude; sua luz se apaga como um ser que morre, desintegra-se em moléculas que voam no éter até que as grandes inteligências criadoras as arrastam numa nova voragem de correntes poderosíssimas para somá-las a uma nova nebulosa que acabam de esboçar como um bosquejo gigantesco nos abismos ainda vazios do insondável infinito.

São, pois, as almas chegadas à sua plenitude mais perfeita, que criam as nebulosas, universos e astros. Mas os astros não criam almas, das quais são simples moradas temporárias para seu eterno caminho até se refundirem na divindade.

Os globos são as moradas físicas das almas encarnadas. Quem é mais apreciável e amado ante o supremo Criador: a morada ou seus habitantes?

Abisma dolorosamente pensar no infinito valor da alma do homem, emanação excelsa de Deus, e o descuido, abandono e até desprezo a que a maioria dos humanos tem relegada essa centelha divina, cujo glorioso e eterno destino bem poucos são os que chegaram a compreender.

Chegado o espírito do homem ao horto fechado dos conhecimentos superiores, começa sua vida de estrela a iluminar os caminhantes.

No entanto, o espírito do homem é uma estrela com capacidade de pensar e amar, com capacidade de elevar-se por sua vontade a infinitas alturas, como é o Eterno, o Altíssimo, o Absoluto, seu fim supremo e único.

Pensar e amar.

Eis aí as duas excelsas qualidades que tornam o espírito do homem superior às estrelas. Eis aí as duas asas poderosas que lhe deu o Eterno para elevar-se até Ele.

"-Homem que podes pensar e amar, fração vivente do eterno pensamento e do amor eterno!...

Como é possível, dize-me, que sejas capaz de arrastar entre o lodo do caminho a branca esposa do infinito que o espera desde toda a eternidade no palácio encantado da luz que não se apaga, do amor que jamais morre?..."

Incentivado por essas meditações, o viajante do horto fechado busca novamente, chama, soluça e geme temeroso de cair vencido na escuridão dos caminhos tão longos!... A lei da solidariedade universal recolhe suas ânsias profundas e é então quando se fortificam, se estreitam e se engrandecem as alianças eternas entre almas que se encontram nos mesmos caminhos, unificadas pelas mesmas ansiedades, irmanadas por idênticas dores.

Da mesma forma que as conjunções dos astros nos abismos siderais produzem acontecimentos favoráveis à evolução dos globos sobre os quais exercem influência mais ou menos poderosas, os encontros ou alianças de almas irmãs nos planos físicos ou espirituais repercutem nas almas que lhes são afins e com as quais devem reunir-se um dia para realizar obras favoráveis à redenção de humanidades.

Para onde quer que o pesquisador dirija seus olhares, encontra-se com a eterna e indestrutível lei da solidariedade universal.

Quanto mais subimos pela escala infinta dos seres inteligentes, mais grandiosas em sublimes manifestações encontraremos dessas alianças eternas que enlaçam as almas num consórcio divino, num desposório místico gerador de obras magníficas, que às vezes tomam os contornos do estupendo e do maravilhoso, segundo seja o grau de evolução dos espíritos que assim se tenham encontrado.

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Minhas notas:

(1) Antúlio de Manha Ethel: sacerdote e profeta da desaparecida Atlântida. O texto narrado acima é parte do "Apocalipse do Profeta Antúlio de Manha Ethel", redigido pelo seu discípulo e notário Hilkar de Talpaken, em idioma tolsteka e mantido no templo de On, na Mauritânia, ao tempo de Moisés.