(Primeira epístola de Paulo aos Coríntios: capítulo 13 - Extraído da Bíblia "Almeida Revisada e Corrigida", na página de internet Bíblia Online)
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor (1), seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo
que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
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Minhas notas:
(1) Em outra versão da Bíblia em português, a "Bíblia de Jerusalém", a palavra "amor" é substituída pela palavra "caridade".
Blogue dedicado ao conhecimento de que todos necessitamos, mas pelo qual poucos, ainda, se interessam verdadeiramente...
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terça-feira, 28 de julho de 2015
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Jesus anuncia a vinda do Espírito da Verdade
(Jesus aos apóstolos. João 16: 12-15. Bíblia de Jerusalém. Editora Paulus. 1a edição. 9a reimpressão. 2002.)
12 Tenho ainda muito que vos dizer, mas não podeis agora suportar.
13 Quando vier o Espírito da verdade, ele vos guiará na verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas futuras.
14 Ele me glorificará porque receberá do que é meu e vos anunciará.
15 Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse: "ele receberá do que é meu e vos anunciará."
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Vinda do Espírito da Verdade
segunda-feira, 7 de abril de 2014
A Sabedoria Antiga - Introdução - Parte 06 - Judaísmo
<<< VER CAPÍTULO ANTERIOR
Nos livros santos hebraicos esotéricos, a idéia da Trindade não aparece tão claramente, embora a Dualidade seja aparente e o Deus a que se referem seja obviamente o Logos e não o Uno Imanifestado.
"Eu sou o Senhor e outro não há absolutamente; Eu crio a Luz e formo a obscuridade; Eu faço a paz e crio o mal; sou Eu o Senhor que executa todas as coisas." (Isaías. XVVII, 7)
Filon (a), entretanto, expõe mais claramente a doutrina de Logos, e encontramo-la também no quarto Evangelho:
"No princípio era o Verbo (Logos), e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus... Todas as coisas foram feitas por Ele e nada que existe foi feito sem Ele." (S. João, I, 1, 3)
Na Cabala (b), a doutrina do Uno, dos Três, dos Sete e das inumeráveis vidas que daí procedem, se encontra claramente ensinado:
"O mais Antigo dos Antigos, o Desconhecido do Desconhecido, tem forma e ao mesmo tempo não tem forma. Ele tem uma forma pela qual o Universo se mantém. Ao mesmo tempo não tem forma, pois que Ele não pode ser condicionado. E quando no princípio Ele revestiu esta forma (Kether (c), a Coroa, o Primeiro Logos), Ele permitiu saírem de si mesmo nove luzes brilhantes (a Sabedoria e a Voz, formando com Kether a Tríade e depois os Sete Sephiroth (d) inferiores). É o Antigo dos Antigos, o Mistério dos Mistérios, o Desconhecido do Desconhecido. Mas apesar desta forma pela qual Ele se faz conhecer, como o Ancião acima de Tudo, como o Ancião dos Anciões, e como o Mais Desconhecido entre o Desconhecido, permanece desconhecido." (Zohar - The Quabbalah, por Issac Myer, pág, 274-275) (e)
Myer mostra que "forma" não é "o Ancião de todos os Anciões, mas é o Ain Soph". (f)
Mais adiante:
"Há no Altíssimo Três Luzes que se fundem numa única; e elas são a base da Torah, e esta abre a porta a todos..."
"Vinde ver o mistério do Verbo! São estes três degraus e cada um existe por si mesmo e, no entanto, todos são UM; Um existe em Três, sendo Ele a força entre Dois, e Dois nutre o Uno, e o Uno mantém todas as coisas, de todos os lados assim o Todo e Uno." (Ibid, 373, 375, 376)
É inútil dizer que os hebreus ensinavam a doutrina da pluralidade dos Deuses: "Quem é semelhante a Ti, ó, Senhor, entre os Deuses?"
Eles consideravam também uma multidão de seres servidores, subordinados, os "Filhos de Deus", os "Anjos do Senhor", as dez "Coortes Angélicas".
Com relação ao princípio do Universo, o Zohar ensina:
"No começo era a Vontade do Rei, anterior a toda existência manifestada por emanação desta Vontade. Ela desenhou e gravou na Luz suprema e deslumbrante do Quadrante (a Tetractys ou Tétrade Sagrada) (g) as formas de todas as coisas que, de ocultas, deviam tornar-se aparentes e manifestadas." (Myer, The Quabbalah, p. 194, 195)
Nada pode existir que não tenha a imanência da Divindade. No que concerne à Reencarnação, é ensinado que a alma está presente na concepção divina, antes de vir à Terra. Se a alma permanecia completamente pura durante suas experiências e provações, escapava aos renascimentos; mas isto parece ter sido apenas uma possibilidade teórica, porque:
"Todas as almas estão submetidas à revolução (metempsicose, álin b'gil gulah) (h), mas os homens não conhecem absolutamente os caminhos do Ser Santo; que Ele seja abençoado! Eles ignoram a maneira pela qual foram julgados em todos os tempos e antes de terem vindo a este mundo, e após o terem deixado." (Ibid, p. 198)
Traços desta doutrina se encontram nas Escrituras esotéricas, tanto hebraicas como cristãs, como por exemplo na crença de Volta de Elias, etc., mais tarde, em sua reaparição na pessoa de João Batista.
VER PRÓXIMO CAPÍTULO >>>
================
Minhas notas:
(a) Filon de Alexandria: filósofo grego judeu, que estabelece um teoria sobre o Logos, que tenta conciliar o sentido do Logos (o Verbo) nas escrituras sagradas judaicas com a filosofia helenística.
(b) Cabala é uma escola espiritual ocultista, originária do judaísmo, que entende estarem presentes nos cinco primeiros livros do antigo testamento (Torá), as chaves codificadas enviadas por Deus a Moisés e que encerram os segredos do Universo.
(c) Segundo a Cabala, Ain Soph, de um princípio divino imanifestado, que foge à compreensão humana, emanam dez manifestações que compõem a árvore da vida. A primeira dessas manifestações é denominada Kether, a manifestação primordial da Árvore da Vida, ou o primeiro Logos, de onde todas as outras manifestações do logos derivam.
(d) Sephiroth (plural de sephirath). Segundo a Cabala, cada sephirath é uma das manifestações sucessivas de Ain Soph. Ao todo, dele emanam 10 manifestações: a primeira, Kether, que dá origem à segunda, Chochmah (sabedoria, força e energia) e Binah (a manifestação capaz de conter a energia de Chochmah num universo manifesto. Essa seria a Trindade. A partir de Binah ainda se produzem mais sete emanações.
(e) Zohar: conjunto de livros que contêm comentários sobre a Torah. Esse conjunto de livros encerra importantes fundamentos da Cabala.
(f) Ain Soph: princípio universal imanifesto de onde tudo deriva.
(g) Tetractys ou Tétrade Sagrada: concepção Pitagórica, geométrica, que simboliza através de um triângulo constituído por 10 pontos, a evolução do Universo do imanifesto para o manifesto. A figura abaixo é uma representação da Tetractys.
A figura geométrica de Pitágoras é formada por 4 linhas constituídas por número crescente de pontos: (1 ponto: a mônada; 2 pontos: a díade; 3 pontos: a tríade e 4 pontos: a tétrade).
A tétrade, também entendida, dependendo da tradução do grego, como o próprio número quatro, significaria a Divindade.
(h) metempsicose é um termo de origem grega que se refere à transmigração da alma entre diversos corpos. Há interpretações diferentes sobre o uso desse termo. Indianos, egípcios e outros povos antigos acreditavam na transmigração da alma inclusive do corpo humano para o animal. Já Platão utilizava o termo como referência ao que posteriormente se chamou de "reencarnação", mas não acreditava na hipótese da encarnação de um ser humano em corpo animal. O Espiritismo, doutrina reencarnacionista, afirma que o espírito não regride, apenas evolui. Em sintonia com esse argumento, não aceita a hipótese da reencarnação do espírito humano em corpos físicos de animais.
Nos livros santos hebraicos esotéricos, a idéia da Trindade não aparece tão claramente, embora a Dualidade seja aparente e o Deus a que se referem seja obviamente o Logos e não o Uno Imanifestado.
"Eu sou o Senhor e outro não há absolutamente; Eu crio a Luz e formo a obscuridade; Eu faço a paz e crio o mal; sou Eu o Senhor que executa todas as coisas." (Isaías. XVVII, 7)
Filon (a), entretanto, expõe mais claramente a doutrina de Logos, e encontramo-la também no quarto Evangelho:
"No princípio era o Verbo (Logos), e o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus... Todas as coisas foram feitas por Ele e nada que existe foi feito sem Ele." (S. João, I, 1, 3)
Na Cabala (b), a doutrina do Uno, dos Três, dos Sete e das inumeráveis vidas que daí procedem, se encontra claramente ensinado:
"O mais Antigo dos Antigos, o Desconhecido do Desconhecido, tem forma e ao mesmo tempo não tem forma. Ele tem uma forma pela qual o Universo se mantém. Ao mesmo tempo não tem forma, pois que Ele não pode ser condicionado. E quando no princípio Ele revestiu esta forma (Kether (c), a Coroa, o Primeiro Logos), Ele permitiu saírem de si mesmo nove luzes brilhantes (a Sabedoria e a Voz, formando com Kether a Tríade e depois os Sete Sephiroth (d) inferiores). É o Antigo dos Antigos, o Mistério dos Mistérios, o Desconhecido do Desconhecido. Mas apesar desta forma pela qual Ele se faz conhecer, como o Ancião acima de Tudo, como o Ancião dos Anciões, e como o Mais Desconhecido entre o Desconhecido, permanece desconhecido." (Zohar - The Quabbalah, por Issac Myer, pág, 274-275) (e)
Myer mostra que "forma" não é "o Ancião de todos os Anciões, mas é o Ain Soph". (f)
Mais adiante:
"Há no Altíssimo Três Luzes que se fundem numa única; e elas são a base da Torah, e esta abre a porta a todos..."
"Vinde ver o mistério do Verbo! São estes três degraus e cada um existe por si mesmo e, no entanto, todos são UM; Um existe em Três, sendo Ele a força entre Dois, e Dois nutre o Uno, e o Uno mantém todas as coisas, de todos os lados assim o Todo e Uno." (Ibid, 373, 375, 376)
É inútil dizer que os hebreus ensinavam a doutrina da pluralidade dos Deuses: "Quem é semelhante a Ti, ó, Senhor, entre os Deuses?"
Eles consideravam também uma multidão de seres servidores, subordinados, os "Filhos de Deus", os "Anjos do Senhor", as dez "Coortes Angélicas".
Com relação ao princípio do Universo, o Zohar ensina:
"No começo era a Vontade do Rei, anterior a toda existência manifestada por emanação desta Vontade. Ela desenhou e gravou na Luz suprema e deslumbrante do Quadrante (a Tetractys ou Tétrade Sagrada) (g) as formas de todas as coisas que, de ocultas, deviam tornar-se aparentes e manifestadas." (Myer, The Quabbalah, p. 194, 195)
Nada pode existir que não tenha a imanência da Divindade. No que concerne à Reencarnação, é ensinado que a alma está presente na concepção divina, antes de vir à Terra. Se a alma permanecia completamente pura durante suas experiências e provações, escapava aos renascimentos; mas isto parece ter sido apenas uma possibilidade teórica, porque:
"Todas as almas estão submetidas à revolução (metempsicose, álin b'gil gulah) (h), mas os homens não conhecem absolutamente os caminhos do Ser Santo; que Ele seja abençoado! Eles ignoram a maneira pela qual foram julgados em todos os tempos e antes de terem vindo a este mundo, e após o terem deixado." (Ibid, p. 198)
Traços desta doutrina se encontram nas Escrituras esotéricas, tanto hebraicas como cristãs, como por exemplo na crença de Volta de Elias, etc., mais tarde, em sua reaparição na pessoa de João Batista.
VER PRÓXIMO CAPÍTULO >>>
================
Minhas notas:
(a) Filon de Alexandria: filósofo grego judeu, que estabelece um teoria sobre o Logos, que tenta conciliar o sentido do Logos (o Verbo) nas escrituras sagradas judaicas com a filosofia helenística.
(b) Cabala é uma escola espiritual ocultista, originária do judaísmo, que entende estarem presentes nos cinco primeiros livros do antigo testamento (Torá), as chaves codificadas enviadas por Deus a Moisés e que encerram os segredos do Universo.
(c) Segundo a Cabala, Ain Soph, de um princípio divino imanifestado, que foge à compreensão humana, emanam dez manifestações que compõem a árvore da vida. A primeira dessas manifestações é denominada Kether, a manifestação primordial da Árvore da Vida, ou o primeiro Logos, de onde todas as outras manifestações do logos derivam.
(d) Sephiroth (plural de sephirath). Segundo a Cabala, cada sephirath é uma das manifestações sucessivas de Ain Soph. Ao todo, dele emanam 10 manifestações: a primeira, Kether, que dá origem à segunda, Chochmah (sabedoria, força e energia) e Binah (a manifestação capaz de conter a energia de Chochmah num universo manifesto. Essa seria a Trindade. A partir de Binah ainda se produzem mais sete emanações.
(e) Zohar: conjunto de livros que contêm comentários sobre a Torah. Esse conjunto de livros encerra importantes fundamentos da Cabala.
(f) Ain Soph: princípio universal imanifesto de onde tudo deriva.
(g) Tetractys ou Tétrade Sagrada: concepção Pitagórica, geométrica, que simboliza através de um triângulo constituído por 10 pontos, a evolução do Universo do imanifesto para o manifesto. A figura abaixo é uma representação da Tetractys.
A figura geométrica de Pitágoras é formada por 4 linhas constituídas por número crescente de pontos: (1 ponto: a mônada; 2 pontos: a díade; 3 pontos: a tríade e 4 pontos: a tétrade).
A tétrade, também entendida, dependendo da tradução do grego, como o próprio número quatro, significaria a Divindade.
(h) metempsicose é um termo de origem grega que se refere à transmigração da alma entre diversos corpos. Há interpretações diferentes sobre o uso desse termo. Indianos, egípcios e outros povos antigos acreditavam na transmigração da alma inclusive do corpo humano para o animal. Já Platão utilizava o termo como referência ao que posteriormente se chamou de "reencarnação", mas não acreditava na hipótese da encarnação de um ser humano em corpo animal. O Espiritismo, doutrina reencarnacionista, afirma que o espírito não regride, apenas evolui. Em sintonia com esse argumento, não aceita a hipótese da reencarnação do espírito humano em corpos físicos de animais.
terça-feira, 1 de abril de 2014
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 06 - Josué e Zacarias - 01
(Zacarias, dirigindo-se a Josué, a respeito do comportamento do povo Judeu perante as mulheres) (a,b)
- Sim, meu amigo querido, tratamos as mulheres com desprezo por causa de um maldito pecado original que as tradições religiosas dizem termos cometido por causa delas, nos tempos do velho Adão. Mas como lhes deixar o peso de terem fracassado nas tentações do fruto proibido nas belezas do jardim do Éden, sem assumirmos nossa culpa nisso também? Por que Eva é culpada por um escorregão e os homens se dão o direito de seguirem escorregando por todos os séculos que vieram depois e nunca se julgam culpados? Quantas quedas os homens cometeram, a quantas tentações se entregaram desde então, quantas mulheres alheias seduziram, quantos filhos engendraram nos ventres inexperientes, envolvidos por suas teias de promessas e benesses jamais cumpridas? Por que a pobre Eva deve merecer o ódio ancestral sem que os homens se dignem conduzir-se por caminhos retos? Será que Eva era o mal exclusivo e o homem o ingênuo companheiro, bonzinho, generoso e enganado cruelmente? Ou será que trazia também o ponto fraco das fragilidades morais que o fizeram aceitar o convite da mulher iludida pelas promessas da serpente? Se fosse melhor do que ela, ter-lhe-ia esclarecido o equívoco e impedido que ela caísse no mal. Se o homem fosse melhor do que a companheira no paraíso, ao invés de ter-lhe seguido os passos claudicantes e aceitado a proposição, trataria de tirar-lhe da idéia o sentido da traição e a educaria para transformá-la para melhor. Todavia, não foi isso o que ele fez. Não se sabe se, encantado pela proibição do fruto ou pelas curvas sedutoras de Eva, o certo é que Adão se demonstrou tão despreparado e censurável quanto a mulher. E o que é mais grave e ninguém fala é o seguinte: Eva foi seduzida pela serpente, que na tradição religiosa seria a corporificação do mal, astuto, experiente nos processos de aliciamento, perigoso inimigo que sabe como conquistar a confiança dos que o escutam. Eva, por mais experiente que fosse, estava diante de um oponente de peso e com conhecimento de sua tarefa de criar ilusões.
Todavia, Adão não passar por este teste difícil. Adão foi envolvido pelas argumentações de Eva, a ingênua criatura que compartilhava com ele das alegrias o paraíso. Assim, podemos perguntar a nós mesmos quem é mais culpado pelo erro: a criança que cai nas tentações e armadilhas que a astúcia produziu em seu caminho como ocorreu com Eva, ou o adulto que se tem em conta de sábio, experiente, sério (como pensamos de nós mesmos, herdeiros de Adão), mas que acaba convencido pela palavra de uma criança e vai com ela em vez de retirá-la do erro?
- Sim, meu amigo querido, tratamos as mulheres com desprezo por causa de um maldito pecado original que as tradições religiosas dizem termos cometido por causa delas, nos tempos do velho Adão. Mas como lhes deixar o peso de terem fracassado nas tentações do fruto proibido nas belezas do jardim do Éden, sem assumirmos nossa culpa nisso também? Por que Eva é culpada por um escorregão e os homens se dão o direito de seguirem escorregando por todos os séculos que vieram depois e nunca se julgam culpados? Quantas quedas os homens cometeram, a quantas tentações se entregaram desde então, quantas mulheres alheias seduziram, quantos filhos engendraram nos ventres inexperientes, envolvidos por suas teias de promessas e benesses jamais cumpridas? Por que a pobre Eva deve merecer o ódio ancestral sem que os homens se dignem conduzir-se por caminhos retos? Será que Eva era o mal exclusivo e o homem o ingênuo companheiro, bonzinho, generoso e enganado cruelmente? Ou será que trazia também o ponto fraco das fragilidades morais que o fizeram aceitar o convite da mulher iludida pelas promessas da serpente? Se fosse melhor do que ela, ter-lhe-ia esclarecido o equívoco e impedido que ela caísse no mal. Se o homem fosse melhor do que a companheira no paraíso, ao invés de ter-lhe seguido os passos claudicantes e aceitado a proposição, trataria de tirar-lhe da idéia o sentido da traição e a educaria para transformá-la para melhor. Todavia, não foi isso o que ele fez. Não se sabe se, encantado pela proibição do fruto ou pelas curvas sedutoras de Eva, o certo é que Adão se demonstrou tão despreparado e censurável quanto a mulher. E o que é mais grave e ninguém fala é o seguinte: Eva foi seduzida pela serpente, que na tradição religiosa seria a corporificação do mal, astuto, experiente nos processos de aliciamento, perigoso inimigo que sabe como conquistar a confiança dos que o escutam. Eva, por mais experiente que fosse, estava diante de um oponente de peso e com conhecimento de sua tarefa de criar ilusões.
Todavia, Adão não passar por este teste difícil. Adão foi envolvido pelas argumentações de Eva, a ingênua criatura que compartilhava com ele das alegrias o paraíso. Assim, podemos perguntar a nós mesmos quem é mais culpado pelo erro: a criança que cai nas tentações e armadilhas que a astúcia produziu em seu caminho como ocorreu com Eva, ou o adulto que se tem em conta de sábio, experiente, sério (como pensamos de nós mesmos, herdeiros de Adão), mas que acaba convencido pela palavra de uma criança e vai com ela em vez de retirá-la do erro?
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:Minhas Notas:
(a) Zacarias e Josué são dois discípulos devotados de Jesus que, embora não estivessem entre os doze apóstolos, faziam parte dos setenta mais próximos que lhe acompanhavam sinceramente os ensinamentos.
(b) Apesar de a história de Adão e Eva fazer parte de uma mitologia religiosa adotada por diversas crenças, entre elas o Judaísmo, o Catolicismo e o Protestantismo, esse diálogo revela preciosa lucidez ao desvendar - sob véu de cinismo que encobre a lenda do "pecado original" - um subterfúgio hipócrita que é ainda hoje alegado para inferiorizar perante o homem o sexo feminino, talvez tão mais próximo, por sua sensibilidade, das qualidades Divinas, do que o masculino que, inundado por testosterona, pouco tem feito desde Adão, para zelar por sua própria elevação espiritual.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Salmo 23
Salmo 23 (Salmo de Davi)
O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias
O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias
terça-feira, 25 de junho de 2013
O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XX - 1 - Os Trabalhadores da Última Hora
1. O reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu de madrugada, a fim de assalariar trabalhadores para a sua vinha. – Tendo convencionado com os trabalhadores que pagaria um denário a cada um por dia, mandou-os para a vinha. – Saiu de novo à terceira hora do dia e, vendo outros que se conservavam na praça sem fazer coisa alguma. – disse-lhes: Ide também vós outros para a minha vinha e vos pagarei o que for razoável. Eles foram. – Saiu novamente à hora sexta e à hora nona do dia e fez o mesmo. – Saindo mais uma vez à hora undécima, encontrou ainda outros que estavam desocupados,
aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? – É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores
e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. – Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. – Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. – Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família – dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor.
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. – Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. (S. MATEUS, 20:1 a 16. Ver também: “Parábola do festim das bodas”, cap. XVIII, nº1.)
aos quais disse: Por que permaneceis aí o dia inteiro sem trabalhar? – É, disseram eles, que ninguém nos assalariou. Ele então lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao cair da tarde disse o dono da vinha àquele que cuidava dos seus negócios: Chama os trabalhadores
e paga-lhes, começando pelos últimos e indo até aos primeiros. – Aproximando-se então os que só à undécima hora haviam chegado, receberam um denário cada um. – Vindo a seu turno os que tinham sido encontrados em primeiro lugar, julgaram que iam receber mais; porém, receberam apenas um denário cada um. – Recebendo-o, queixaram-se ao pai de família – dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora e lhes dás tanto quanto a nós que suportamos o peso do dia e do calor.
Mas, respondendo, disse o dono da vinha a um deles: Meu amigo, não te causo dano algum; não convencionaste comigo receber um denário pelo teu dia? Toma o que te pertence e vai-te; apraz-me a mim dar a este último tanto quanto a ti. – Não me é então lícito fazer o que quero? Tens mau olho, porque sou bom?
Assim, os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos, porque muitos são os chamados e poucos os escolhidos. (S. MATEUS, 20:1 a 16. Ver também: “Parábola do festim das bodas”, cap. XVIII, nº1.)
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