"Existem situações na vida em que a gente só pode silenciar e ajudar; se não puder silenciar e ajudar, é melhor que saia de perto..."
Blogue dedicado ao conhecimento de que todos necessitamos, mas pelo qual poucos, ainda, se interessam verdadeiramente...
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domingo, 26 de abril de 2015
Silenciar e ajudar...
(Frase de "Chico Xavier", em "Reencarnação no Mundo Espiritual", de Inácio Ferreira, Psicografado por Carlos Baccelli. Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo. 1a edição. 2008).
Mérito para aprender
(Odilon Fernandes, a Inácio Ferreira, em "Reencarnação no Mundo Espiritual", de Inácio Ferreira, Psicografado por Carlos Baccelli. Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo. 1a edição. 2008).
"O homem quer saber mais, continuando a amar de menos! A Verdade jamais se abrirá à irresponsabilidade das pessoas. O Céu não confiará as chaves de suas portas a quem não se mostre digno."
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Desequilíbrio Emocional e sua Origem
(Inácio Ferreira, em "Obsessão e Cura", psicografado por Carlos A. Baccelli)
Qualquer desequilíbrio emocional tem, sem dúvida, um componente espiritual, que não pode ser desprezado; enquanto os estudiosos não admitirem tal realidade, a Medicina psicossomática não logrará o êxito que dela se espera. Neste sentido, contudo, a barreira dos preconceitos carece de ser removida.
Qualquer desequilíbrio emocional tem, sem dúvida, um componente espiritual, que não pode ser desprezado; enquanto os estudiosos não admitirem tal realidade, a Medicina psicossomática não logrará o êxito que dela se espera. Neste sentido, contudo, a barreira dos preconceitos carece de ser removida.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Evocação Instantânea
(Maria Modesto Cravo a Inácio Ferreira, em "Obsessão e Cura", psicografado por Carlos A. Baccelli)
Não estamos desamparados (...)
Os nossos Benfeitores não se descuidam... Quando procuramos fazer a nossa parte, tudo acontece como deve ser. (...) quando nos colocamos em ação para executar o bem, entramos, de imediato, em sintonia com aqueles que nos endossam a vontade... É uma evocação instantânea. A aflição de quem deseja acertar equivale a poderosa prece, a um pedido de socorro que não demora a ser atendido e tem preferência sobre os demais.
Não estamos desamparados (...)
Os nossos Benfeitores não se descuidam... Quando procuramos fazer a nossa parte, tudo acontece como deve ser. (...) quando nos colocamos em ação para executar o bem, entramos, de imediato, em sintonia com aqueles que nos endossam a vontade... É uma evocação instantânea. A aflição de quem deseja acertar equivale a poderosa prece, a um pedido de socorro que não demora a ser atendido e tem preferência sobre os demais.
domingo, 24 de agosto de 2014
As Considerações do Dr. Bezerra
(Dr. Bezerra de Menezes, em Obsessão e Cura, de Inácio Ferreira, psicografado por Carlos A. Baccelli)
- Em verdade, - deu sequência o venerável Benfeitor - ninguém lesa a alguém sem lesar a si mesmo; o mal que fazemos aos outros não é mais real em nossas vítimas do que em nós... Torna-se imprescindível que aprendamos a perdoar, porquanto somente o perdão nos libera a consciência dos dramas do remorso e não nos vincula àquele que nos fere. Quem não perdoa tem menos justificativas do que quem se converteu em algoz, porquanto o agente de qualquer agressão age sob a inspiração do desequilíbrio, ao passo que, na maioria das vezes, a vítima possui lucidez suficiente para entender quem se desmanda no erro... Se o Cristo não tivesse perdoado, o seu sacrifício na cruz não teria se transformado em instrumento de redenção da Humanidade! O perdão, porém, não se limita a um jogo de palavras ditas ao sabor de certas conveniências; o perdão com o qual não nos identificamos não nos expressa a sinceridade dos sentimentos e não toca as almas que necessitamos convencer quanto à transparência dos nossos propósitos. A obsessão é um dos principais entraves na marcha ascensional do espírito, porquanto é uma doença que se propaga dos Dois Lados da Vida - tanto está enfermo o obsidiado quanto o obsessor, estejam eles encarnados ou desencarnados... A obsessão se alimenta do ódio recíproco dos seus protagonistas, que se manifesta de forma consciente ou inconsciente. Somente o perdão é a força capaz de anular a intensidade com que ela escraviza e submete os que se lhe rendem ao poder; sem amor no coração, o homem jamais será livre!...
(...)
- Quem não se exercita em desculpar os pequenos aborrecimentos do cotidiano vai acumulando mágoas no espírito e se transforma em fonte de amargura... O orgulho ferido é foco infeccioso que compromete a saúde da alma. Quem não cede em seus pontos de vista e desconhece a própria fragilidade, mostra-se inflexível e intolerante, gleba propícia onde haverá de se desenvolver o joio, que compromete a colheita do trigo mais promissora... Filhos, não temos outro recurso para auxiliar os companheiros que se precipitaram nos abismos do ressentimento, senão o poder da palavra que nos vibre, sincera, no coração e o da atitude coerente em que procuremos nos pautar... Não olvidemos que os nossos irmãos obsessores e obsidiados nos escutam e nos observam, de longe ou de perto, na expectativa de se convencerem para que, finalmente, mudem de vida. Somos, portanto, responsáveis e não podemos nos omitir, como quem não esteja diretamente comprometido. A rigor, o que o Cristo teria a ver com as nossas mazelas? Por que o seu supremo esforço, na palavra e no exemplo, tanto quando ensinava nos montes a Boa Nova quanto quando expirava de braços abertos no lenho? Não aguardemos resultados imediatos, de vez que há quase vinte séculos o Senhor espera que a sua Divina Semente floresça em nossa alma... Para os homens que constituem a Humanidade, são diversos os níveis de convencimento no que se refere à autenticidade da tarefa do Mestre Amado. Raros os que já se lhe entregaram completamente, pois a grande maioria ainda permanece tentando lhe avaliar a grandeza de espírito. A figura do Cristo lhes causa tanto espanto e incredulidade, que chegam a questionar a veracidade da existência Daquele que é Caminho, a Verdade e a Vida...
(...)
- Filhos, tenhamos paciência e não desistamos daqueles que, um dia, retomarão a lucidez e, então, haverão de trabalhar redobradamente na ânsia de recuperar o tempo desperdiçado. Os maiores desafetos, hoje, podem ter sido grandes amigos ontem, quanto deverão voltar a sê-lo amanhã. Não nos iludamos. Somente o Amor, que traduz a essência de Deus, é de natureza eterna. Todos os sentimento adversos são experiências que vivenciamos, quando fazemos opção pelas sinuosas sendas que nos afastam da estrada retilínea que o Senhor nos aponta. Egoísmo e orgulho, inveja e ciúme, vaidade e personalismo são manifestações transitórias de nossa imaturidade espiritual e haverão de passar... Assim como o corpo físico ainda se submete a constante aperfeiçoamento no laboratório da evolução, aprimorando o funcionamento dos órgãos e o quimismo do mundo celular, o espírito, à semelhança do nobre metal, submete-se ao cadinho esfogueante das provas que faceia, com a finalidade de se ver livre da gana que lhe enodoa a existência. Sejam quais forem os empecilhos, que o desânimo não nos faça retroceder ou cruzar os braços, ante os casos complexos de obsessão aos quais somos chamados a socorrer, vacinando-nos contra as perturbações a que estamos sujeitos... Enquanto não nos integrarmos mentalmente nas lições do Senhor, todos estaremos sujeitos a recaídas na noite incomensurável da desventura. Conversemos edificando e esclarecendo; não ocultemos dos outros as nossas reais intenções no propósito de socorrê-los; não nos esmoreçamos na palavra, olvidando a importância do exemplo; recebamos com humildade as críticas que nos sejam endereçadas; tomemos a iniciativa de servir principalmente àqueles que nos inspiram indiferença; oremos pelos que nos perseguem e caluniam... Dizíamos, tudo o que não se identifique com a luz haverá de passar e se perder na sombra do inexistente. Não valorizemos a imagem que se reflete no espelho mais do que o próprio objeto que nele se retrata... Movimentemo-nos no bem de todos e todas as circunstâncias adversas concorrerão para a vitória do ideal que abraçamos. O mal, seja qual for a forma pela qual se insinue, está a serviço do bem para exaltar-lhe a grandeza. o objetivo da morte é a exaltação da vida e, sem a vida que exalta, careceria do menor fundamento e ninguém lhe perceberia sequer a existência fictícia. O espinho destaca a beleza e a transcendência da rosa, e não o contrário... Assim como o espinho existe em função da rosa, a morte existe em função da vida! Que o Senhor seja para todo o sempre louvado!...
- Em verdade, - deu sequência o venerável Benfeitor - ninguém lesa a alguém sem lesar a si mesmo; o mal que fazemos aos outros não é mais real em nossas vítimas do que em nós... Torna-se imprescindível que aprendamos a perdoar, porquanto somente o perdão nos libera a consciência dos dramas do remorso e não nos vincula àquele que nos fere. Quem não perdoa tem menos justificativas do que quem se converteu em algoz, porquanto o agente de qualquer agressão age sob a inspiração do desequilíbrio, ao passo que, na maioria das vezes, a vítima possui lucidez suficiente para entender quem se desmanda no erro... Se o Cristo não tivesse perdoado, o seu sacrifício na cruz não teria se transformado em instrumento de redenção da Humanidade! O perdão, porém, não se limita a um jogo de palavras ditas ao sabor de certas conveniências; o perdão com o qual não nos identificamos não nos expressa a sinceridade dos sentimentos e não toca as almas que necessitamos convencer quanto à transparência dos nossos propósitos. A obsessão é um dos principais entraves na marcha ascensional do espírito, porquanto é uma doença que se propaga dos Dois Lados da Vida - tanto está enfermo o obsidiado quanto o obsessor, estejam eles encarnados ou desencarnados... A obsessão se alimenta do ódio recíproco dos seus protagonistas, que se manifesta de forma consciente ou inconsciente. Somente o perdão é a força capaz de anular a intensidade com que ela escraviza e submete os que se lhe rendem ao poder; sem amor no coração, o homem jamais será livre!...
(...)
- Quem não se exercita em desculpar os pequenos aborrecimentos do cotidiano vai acumulando mágoas no espírito e se transforma em fonte de amargura... O orgulho ferido é foco infeccioso que compromete a saúde da alma. Quem não cede em seus pontos de vista e desconhece a própria fragilidade, mostra-se inflexível e intolerante, gleba propícia onde haverá de se desenvolver o joio, que compromete a colheita do trigo mais promissora... Filhos, não temos outro recurso para auxiliar os companheiros que se precipitaram nos abismos do ressentimento, senão o poder da palavra que nos vibre, sincera, no coração e o da atitude coerente em que procuremos nos pautar... Não olvidemos que os nossos irmãos obsessores e obsidiados nos escutam e nos observam, de longe ou de perto, na expectativa de se convencerem para que, finalmente, mudem de vida. Somos, portanto, responsáveis e não podemos nos omitir, como quem não esteja diretamente comprometido. A rigor, o que o Cristo teria a ver com as nossas mazelas? Por que o seu supremo esforço, na palavra e no exemplo, tanto quando ensinava nos montes a Boa Nova quanto quando expirava de braços abertos no lenho? Não aguardemos resultados imediatos, de vez que há quase vinte séculos o Senhor espera que a sua Divina Semente floresça em nossa alma... Para os homens que constituem a Humanidade, são diversos os níveis de convencimento no que se refere à autenticidade da tarefa do Mestre Amado. Raros os que já se lhe entregaram completamente, pois a grande maioria ainda permanece tentando lhe avaliar a grandeza de espírito. A figura do Cristo lhes causa tanto espanto e incredulidade, que chegam a questionar a veracidade da existência Daquele que é Caminho, a Verdade e a Vida...
(...)
- Filhos, tenhamos paciência e não desistamos daqueles que, um dia, retomarão a lucidez e, então, haverão de trabalhar redobradamente na ânsia de recuperar o tempo desperdiçado. Os maiores desafetos, hoje, podem ter sido grandes amigos ontem, quanto deverão voltar a sê-lo amanhã. Não nos iludamos. Somente o Amor, que traduz a essência de Deus, é de natureza eterna. Todos os sentimento adversos são experiências que vivenciamos, quando fazemos opção pelas sinuosas sendas que nos afastam da estrada retilínea que o Senhor nos aponta. Egoísmo e orgulho, inveja e ciúme, vaidade e personalismo são manifestações transitórias de nossa imaturidade espiritual e haverão de passar... Assim como o corpo físico ainda se submete a constante aperfeiçoamento no laboratório da evolução, aprimorando o funcionamento dos órgãos e o quimismo do mundo celular, o espírito, à semelhança do nobre metal, submete-se ao cadinho esfogueante das provas que faceia, com a finalidade de se ver livre da gana que lhe enodoa a existência. Sejam quais forem os empecilhos, que o desânimo não nos faça retroceder ou cruzar os braços, ante os casos complexos de obsessão aos quais somos chamados a socorrer, vacinando-nos contra as perturbações a que estamos sujeitos... Enquanto não nos integrarmos mentalmente nas lições do Senhor, todos estaremos sujeitos a recaídas na noite incomensurável da desventura. Conversemos edificando e esclarecendo; não ocultemos dos outros as nossas reais intenções no propósito de socorrê-los; não nos esmoreçamos na palavra, olvidando a importância do exemplo; recebamos com humildade as críticas que nos sejam endereçadas; tomemos a iniciativa de servir principalmente àqueles que nos inspiram indiferença; oremos pelos que nos perseguem e caluniam... Dizíamos, tudo o que não se identifique com a luz haverá de passar e se perder na sombra do inexistente. Não valorizemos a imagem que se reflete no espelho mais do que o próprio objeto que nele se retrata... Movimentemo-nos no bem de todos e todas as circunstâncias adversas concorrerão para a vitória do ideal que abraçamos. O mal, seja qual for a forma pela qual se insinue, está a serviço do bem para exaltar-lhe a grandeza. o objetivo da morte é a exaltação da vida e, sem a vida que exalta, careceria do menor fundamento e ninguém lhe perceberia sequer a existência fictícia. O espinho destaca a beleza e a transcendência da rosa, e não o contrário... Assim como o espinho existe em função da rosa, a morte existe em função da vida! Que o Senhor seja para todo o sempre louvado!...
sábado, 23 de agosto de 2014
Obsessão e Cura
No Limiar do Abismo:
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Edição Utilizada Neste Blogue:
Obsessão e Cura
Casa Editora Espírita "Pierre-Paul Didier"
pelo espírito Inácio Ferreira, psicografada por Carlos A. Baccelli
2a edição, 2007.sábado, 16 de agosto de 2014
Sofrer?
(Palavras de Inácio Ferreira em "Cartas do Dr. Inácio aos Espíritas", psicografado por Carlos A. Baccelli)
"A gente, para sofrer, precisa ter tempo!"
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Solidariedade de Companheiro
(Inácio Ferreira, em "Cartas do Dr. Inácio aos Espíritas", psicografado por Carlos A. Baccelli)
Meu amigo, recebi as suas palavras e pude avaliar a sinceridade do que me diz: - "Dr. Inácio, eu não sei o que acontece comigo, que sou tão frágil... Faço, todos os dias, propósito de não mais errar, para, quase todos os dias, cometer os mesmos erros. Sou espírita e tenho vergonha de mim. Como é difícil, meu Deus, vivenciar as lições do Evangelho! Tenho pensado em me afastar das tarefas, considerando que o Espiritismo é uma doutrina pura demais para mim. Por favor, envie-me uma palavra..."
As lutas que você enfrenta, no campo da renovação íntima, são semelhantes às nossas, espíritos que ainda não logramos superar a própria humanidade, nem além da vida no corpo físico. Não se sinta, pois, excluído, em situação pior que a dos outros.
Eu também, meu filho, quando encarnado, resvalava um sem-número de vezes em minhas próprias mazelas. No entanto, o que podia fazer de inteligente, a não ser continuar lutando para me superar?
Você fala em se afastar das atividades doutrinárias. Não faça isso - não faça o jogo daqueles, encarnados e desencarnados, que torcem pelo seu fracasso. O momento é de maior perseverança ainda. Continue, com a determinação possível, no cumprimento do dever e, aos poucos, você vencerá. Não estamos semeando para colher de imediato. A rigor, o nosso plantio diz respeito ao amanhã...
Permita-me transcrever parte de inesquecível preleção de Chico Xavier que, creio, tem a ver com a situação que me é exposta por você. Ele a proferiu em uma daquelas abençoadas reuniões "à sombra do abacateiro". "[...] Quando - disse na oportunidade - a Doutrina Espírita nos alcança, de certo modo, nos sentimos apreensivos e muito alegres ao mesmo tempo - o que parece um paradoxo.
"Começamos a pensar nas nossas inferioridades e começamos a exercer um controle muito grande sobre nós mesmos.
"A Doutrina Espírita pode ser comparada a uma luz que nos foi entregue. Imaginemos uma lâmpada acesa... Sentimos aquela alegria imensa no primeiro momento, uma felicidade muito grande; descobrimos que a vida continua; que estamos a caminho da perfeição... Daí a dois, três dias, a Luz vai nos iluminando e vamos nos conhecendo por dentro, à maneira de uma casa abandonada há séculos... Entramos, então, nesse estado de inquietação, de amargura que não devemos conservar... Precisamos manter a alegria de termos recebido aquela luz e devemos perseverar - ainda mesmo que as imperfeições se avolumem dentro de nós - como quem está reconstruindo a si mesmo...
"Muitos recebem a luz e se encolerizam, enraivecem, humilhados, porque aquela luz mostrou demais as qualidade menos felizes de que a pessoa é portadora. Alguns se entregam à inércia, cruzam os braços... Outros se deixam dominar por um espírito de tristeza, quando essa luz nos convida a trabalhar, mas a trabalhar intensamente por dentro de nós para que possamos, ao invés de apenas recebê-la, irradiá-la em benefício de todos...
"Já ouvimos alguém dizer que os espíritas são companheiros muito tristes, revoltados e que acabam desertando dos seus deveres... Isso acontece quando nós não sabemos acariciar essa luz e pedir a Deus forças para que essa luz nos penetre e nos renove com a nossa alegria da primeira hora, para que possamos prosseguir em frente, trabalhando e servindo sempre com a esperança viva no coração...". (os grifos são do original)
As palavras de nosso Chico têm ou não têm a ver com o conflito que você vivencia, ou melhor, que todo espírita sincero vivencia, objetivando a própria renovação? Qual vulgarmente se diz, ninguém se transforma a toque de caixa... Não fosse o conhecimento que a Doutrina nos faculta sobre nós mesmos - conhecimento superficial, é verdade -, prosseguiríamos ignorando a necessidade de mudança para melhor em nosso mundo interior. O conhecimento espírita é a nossa bênção, e o trabalho, a nossa oportunidade.
O Espiritismo, meu filho, até onde sei, não é uma doutrina para anjos, mas, sim, para as criaturas humanas que desejam, sinceramente, se empenhar em seu aperfeiçoamento. Assim, ainda que seja um único passo por dia, não deixe de caminhar adiante, embora, como nos solicita o Apóstolo, "de joelhos desconjuntados"...
Procure não cair com tanta frequência. Para tanto, agarre-se no que você puder. Mas, se, porventura, cair, não fique no chão se lamentando. Levante-se e retome a caminhada. Use a cabeça e responda-me: se você retroceder e se render de toda às inclinações infelizes, o que lhe sucederá? Tudo há de ficar pior, não é? Há espírito que se utiliza desse expediente, a fim de chantagear as Leis da Vida, na expectativa de que elas o poupem do esforço de ascensão. Ora, sejamos adultos, eu e você. O dinamismo do Universo não se compromete por conta dos que se recusam a acompanhá-lo! Quem fica para trás fica para trás até que, compreendendo a inutilidade de sua rebeldia, tome a decisão de apressar o passo. As coisas funcionam exatamente assim. O que podemos fazer para ajudar aquele que não quer ser ajudado?
Não me interprete mal. Com estas palavras, não estou contemporizando com os seus e os meus erros: estou me solidarizando com as suas lutas que, em essência, são igualmente minhas. A diferença entre elas está apenas na natureza das provas que enfrentamos.
Quanto às críticas, à maledicência, às insinuações, não se importe. A vida se encarregará de dar ocupação aos desocupados, que vivem com censura nos lábios. A seu tempo, haverão de ser requisitados neste ou naquele campo de enfrentamento, onde terão oportunidade de testemunhar os valores que exigem dos outros. Aí, segundo o ditado, eles verão com quantos paus se faz uma canoa...
Conheci um espírita de conduta exemplar, ilibada, mas que era excessivamente moralista. Não bebia, não fumava, não comia carne e não fazia outras coisas mais. Ele costumava dizer: - "Dr. Inácio, eu não entendo como um homem como o senhor pode ser tão agarrado ao vício do cigarro..." O tempo correu. Pai de dois filhos que, é claro, acabaram crescendo, eis que, infelizmente, aconteceu, quando ambos lhe escaparam à tutela: o primeiro, aos 21 anos, começou a beber e a usar maconha - tivemos que interná-lo diversas vezes no Sanatório; a segunda, uma jovem linda, ficou grávida do namorado que, acobertado pela família, fugira, indo morar no Rio de Janeiro... Um dia, eu me encontrei com ele no Mercado Municipal, com o netinho de quase 2 anos no colo. Em pouco mais de 3 anos a vida lhe aplicara uma rasteira fenomenal. Como ele havia mudado!
Então, meu filho, seja humilde, identifique as suas mazelas e nelas não se compraza. Lute, com todas as forças, para adequar-se aos ditames da consciência, mas, por outro lado, não fique se martirizando, como se você não fosse digno de ser espírita. Se ser espírita fosse uma questão de mérito ou elevação espiritual, eu desconfio que sobraria pouca gente...
terça-feira, 5 de agosto de 2014
O verdadeiro amor
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - O amor de quem ama, mesmo que não seja amado...
(I.F.) - Bastar-lhe-á.
(C.A.B.) - Não seria um amor muito solitário?
(I.F.) - O verdadeiro amor não exige reciprocidade. Amor é entrega, doação.
(C.A.B.) - Quem amará assim sobre a Terra?
(I.F.) - As mães.
(C.A.B.) - O amor de quem ama, mesmo que não seja amado...
(I.F.) - Bastar-lhe-á.
(C.A.B.) - Não seria um amor muito solitário?
(I.F.) - O verdadeiro amor não exige reciprocidade. Amor é entrega, doação.
(C.A.B.) - Quem amará assim sobre a Terra?
(I.F.) - As mães.
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Paixão pelo Bem
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - Por que perseverar no Bem é difícil?
(I.F.) - A pessoa começa a se apaixonar pelo Bem e tem medo de se arriscar.
(C.A.B.) - De se arriscar a quê?
(I.F.) - A perder contato com o mundo... O Bem é envolvente. Aquele que por ele se deixa contagiar, nunca mais será o mesmo.
(C.A.B.) - Por que perseverar no Bem é difícil?
(I.F.) - A pessoa começa a se apaixonar pelo Bem e tem medo de se arriscar.
(C.A.B.) - De se arriscar a quê?
(I.F.) - A perder contato com o mundo... O Bem é envolvente. Aquele que por ele se deixa contagiar, nunca mais será o mesmo.
terça-feira, 29 de julho de 2014
A necessidade da reencarnação
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - Por que a reencarnação é uma necessidade?
(I.F.) - No Mundo Espiritual, o espírito também está reencarnado... Ele é chamado a estagiar no ambiente que lhe é mais propício ao aprendizado. A reencarnação não é uma punição.
(C.A.B.) - Nunca é uma punição?
(I.F.) - Deus educa sempre. A Lei Divina não pune por simplesmente punir. Quando o pai educa o filho, o filho se sente punido.
(C.A.B.) - Por que a reencarnação é uma necessidade?
(I.F.) - No Mundo Espiritual, o espírito também está reencarnado... Ele é chamado a estagiar no ambiente que lhe é mais propício ao aprendizado. A reencarnação não é uma punição.
(C.A.B.) - Nunca é uma punição?
(I.F.) - Deus educa sempre. A Lei Divina não pune por simplesmente punir. Quando o pai educa o filho, o filho se sente punido.
domingo, 6 de julho de 2014
No Limiar do Abismo
No Limiar do Abismo:
Na mesma linha de narrativa, o Livro traz interessante capítulo a respeito da obra "A Revelação da Revelação", do advogado Jean-Baptiste Roustaing com a cooperação da médium Émilie Collignon, obra esta que teria, apesar de bem-intencionada, incluído, inadvertidamente, textos de autoria de entidades pseudo-sábias pertencentes às falanges do Docetismo, como os que se referem à tese do corpo fluidico de Jesus.
Outra revelação interessante deste livro de Inácio Ferreira é a que diz respeito à transição do espírito entre os arcabouços materiais dos diferentes planos que sucedem aquele que chamamos de "Plano Físico", ou seja, a abordagem do tema da "morte" e renascimento entre planos.
Leitura recomendada, sobretudo como advertência contra a aceitação irrefletida dos textos de obras ditas "espíritas", mas que podem mais confundir do que elucidar.
Vale aqui lembrar a frase de Erasto, no item 230, capítulo XX, do "Livro dos Médiuns": "Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa."
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Uma edição sugerida:
No Limiar do Abismo
Livraria Espírita Edições "Pedro e Paulo"
pelo espírito Inácio Ferreira, psicografada por Carlos A. Baccelli
2a edição, 2007.quinta-feira, 26 de junho de 2014
Tsunami e Carma
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - Dr. Inácio, o senhor ouviu falar no maremoto que, recentemente, fez milhares de vítimas na Ásia?
(I.F.) - O fenômeno chamado "tsunami"? Sim.
(...)
(C.A.B.) - Todas as vítimas morreram em consequência de seus carmas?
(I.F.) - Todas. No mundo há carma suficiente para que o homem sucumba a qualquer espécie de catástrofe.
(C.A.B.) - Estou me referindo a carma específico... Todos foram postos ali para morrerem daquele jeito?
(I.F.) - Não.
(C.A.B.) - Então, por que morreram?
(I.F.) - A resposta é óbvia: porque estavam lá.
(...)
(C.A.B.) - Tanta gente morta!...
(I.F.) - Nenhuma morreu!
(C.A.B.) - Tantas crianças!...
(I.F.) - Espíritos imortais!
(C.A.B.) - Onde e que estava Deus?
(I.F.) - Deus sempre esteve onde está e estará.
(C.A.B.) - Qual a finalidade daquilo?
(I.F.) - Evolução.
(C.A.B.) - De que forma?
(I.F.) - De todas as possíveis e imagináveis. O mundo se consternou, a solidariedade fez com que o homem se mobilizasse, alerta à Humanidade contra as sucessivas agressões à Natureza...
(C.A.B.) - Mais o quê?
(I.F.) - Reflexões em torno da fragilidade humana, ou seja, do homem que não leva em consideração a transitoriedade das coisas materiais, e não busca tornar-se mais introspectivo e espiritualizado.
(C.A.B.) - Qual o destino dos que desencarnam num acontecimento assim?
(I.F.) - Muitos haverão de renascer em melhores condições; formarão grupos que se dispersarão e tomarão corpo no seio de outras raças, vivenciando outras culturas e ampliando o leque de suas possibilidades.
(C.A.B.) - E os seus antigos laços familiares e culturais?
(I.F.) - Necessitam ser rompidos. Determinados espíritos, tendentes ao comodismo, se a Lei não interferir em seu benefício, constrangendo-os à indispensãvel renovação, permanecem séculos sem saírem do lugar.
(C.A.B.) - Então, a desencarnação mistura os espíritos?...
(I.F.) - A desencarnação os separa; a reencarnação os mistura...
(C.A.B.) - E os que, dentre eles, verdadeiramente se amam?
(I.F.) - Amar-se-ão sempre e, um dia, se reencontrarão.
(C.A.B.) - Dr. Inácio, o senhor ouviu falar no maremoto que, recentemente, fez milhares de vítimas na Ásia?
(I.F.) - O fenômeno chamado "tsunami"? Sim.
(...)
(C.A.B.) - Todas as vítimas morreram em consequência de seus carmas?
(I.F.) - Todas. No mundo há carma suficiente para que o homem sucumba a qualquer espécie de catástrofe.
(C.A.B.) - Estou me referindo a carma específico... Todos foram postos ali para morrerem daquele jeito?
(I.F.) - Não.
(C.A.B.) - Então, por que morreram?
(I.F.) - A resposta é óbvia: porque estavam lá.
(...)
(C.A.B.) - Tanta gente morta!...
(I.F.) - Nenhuma morreu!
(C.A.B.) - Tantas crianças!...
(I.F.) - Espíritos imortais!
(C.A.B.) - Onde e que estava Deus?
(I.F.) - Deus sempre esteve onde está e estará.
(C.A.B.) - Qual a finalidade daquilo?
(I.F.) - Evolução.
(C.A.B.) - De que forma?
(I.F.) - De todas as possíveis e imagináveis. O mundo se consternou, a solidariedade fez com que o homem se mobilizasse, alerta à Humanidade contra as sucessivas agressões à Natureza...
(C.A.B.) - Mais o quê?
(I.F.) - Reflexões em torno da fragilidade humana, ou seja, do homem que não leva em consideração a transitoriedade das coisas materiais, e não busca tornar-se mais introspectivo e espiritualizado.
(C.A.B.) - Qual o destino dos que desencarnam num acontecimento assim?
(I.F.) - Muitos haverão de renascer em melhores condições; formarão grupos que se dispersarão e tomarão corpo no seio de outras raças, vivenciando outras culturas e ampliando o leque de suas possibilidades.
(C.A.B.) - E os seus antigos laços familiares e culturais?
(I.F.) - Necessitam ser rompidos. Determinados espíritos, tendentes ao comodismo, se a Lei não interferir em seu benefício, constrangendo-os à indispensãvel renovação, permanecem séculos sem saírem do lugar.
(C.A.B.) - Então, a desencarnação mistura os espíritos?...
(I.F.) - A desencarnação os separa; a reencarnação os mistura...
(C.A.B.) - E os que, dentre eles, verdadeiramente se amam?
(I.F.) - Amar-se-ão sempre e, um dia, se reencontrarão.
Êxodo Espiritual e Regeneração Planetária
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - O chamado "êxodo espiritual" já estaria acontecendo na Terra? O exílio para outros orbes?
(I.F.) - Sim e, gradativamente, há de se intensificar.
(C.A.B.) - A Terra, então, estria melhorando as suas condições?
(I.F.) - Estamos ainda muito longe do tão almejado Mundo de Regeneração. Para que semelhante transformação se efetive, além do expurgo dos espíritos rebeldes, os que ficarem devem se fazer melhores.
(C.A.B.) - Isto acontecerá neste milênio?
(I.F.) - Esperamos que sim.
(C.A.B.) - Quer dizer que, na opinião do senhor...
(I.F.) - A indiferença dos que se consideram bons pesa mais na economia moral do Planeta que a agressividade dos maus.
(C.A.B.) - O chamado "êxodo espiritual" já estaria acontecendo na Terra? O exílio para outros orbes?
(I.F.) - Sim e, gradativamente, há de se intensificar.
(C.A.B.) - A Terra, então, estria melhorando as suas condições?
(I.F.) - Estamos ainda muito longe do tão almejado Mundo de Regeneração. Para que semelhante transformação se efetive, além do expurgo dos espíritos rebeldes, os que ficarem devem se fazer melhores.
(C.A.B.) - Isto acontecerá neste milênio?
(I.F.) - Esperamos que sim.
(C.A.B.) - Quer dizer que, na opinião do senhor...
(I.F.) - A indiferença dos que se consideram bons pesa mais na economia moral do Planeta que a agressividade dos maus.
Virtudes do Médium
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - O médium e o orador espírita são seres diferenciados?
(I.F.) - Em quê?...
(...)
(C.A.B.) - Qual a virtude mais desejável no médium?
(I.F.) - A discrição.
(C.A.B.) - Como aferir o grau de confiabilidade do médium?
(I.F.) - O mais confiável é o que fala menos de si.
(C.A.B.) - E o que fala dos espíritos, com a intenção de falar de si?
(I.F.) - É menos confiável ainda.
(C.A.B.) - O médium e o orador espírita são seres diferenciados?
(I.F.) - Em quê?...
(...)
(C.A.B.) - Qual a virtude mais desejável no médium?
(I.F.) - A discrição.
(C.A.B.) - Como aferir o grau de confiabilidade do médium?
(I.F.) - O mais confiável é o que fala menos de si.
(C.A.B.) - E o que fala dos espíritos, com a intenção de falar de si?
(I.F.) - É menos confiável ainda.
Responsabilidade Intelectual
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - O Espiritismo...
(I.F.) - O Espiritismo, a partir de Kardec, tem que se atualizar. As cabeças-pensantes da Doutrina precisam colocar no papel as suas idéias; nada de ficar esperando apenas pelos espíritos... Kardec, Denis, Dellane, Bozzano e outros não se limitram à opinião dos mortos.
(C.A.B.) - O Espiritismo...
(I.F.) - O Espiritismo, a partir de Kardec, tem que se atualizar. As cabeças-pensantes da Doutrina precisam colocar no papel as suas idéias; nada de ficar esperando apenas pelos espíritos... Kardec, Denis, Dellane, Bozzano e outros não se limitram à opinião dos mortos.
A Preocupação Central do Espírita
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - O que mais tem receio que aconteça ao Espiritismo?
(I.F.) - Que ele se elitize.
(C.A.B.) - O senhor vê sinais de elitismo no Movimento?
(I.F.) - Vejo.
(C.A.B) - Onde?
(I.F.) - Em todo espírita que não faz da aplicação do Evangelho a preocupação central da sua vida.
(C.A.B.) - O que mais tem receio que aconteça ao Espiritismo?
(I.F.) - Que ele se elitize.
(C.A.B.) - O senhor vê sinais de elitismo no Movimento?
(I.F.) - Vejo.
(C.A.B) - Onde?
(I.F.) - Em todo espírita que não faz da aplicação do Evangelho a preocupação central da sua vida.
Os Espíritas, O Espiritismo e as outras crenças.
(Diálogo do Médium Carlos A. Baccelli com o espírito Inácio Ferreira em "Fala, Dr. Inácio")
(C.A.B.) - No que os espíritas estão à frente dos adeptos de outras crenças?
(I.F.) - Em nada.
(C.A.B.) - E o Espiritismo?
(I.F.) - Aí, a conversa muda de figura... O Espiritismo é o Evangelho sem deturpações.
(C.A.B.) - No que os espíritas estão à frente dos adeptos de outras crenças?
(I.F.) - Em nada.
(C.A.B.) - E o Espiritismo?
(I.F.) - Aí, a conversa muda de figura... O Espiritismo é o Evangelho sem deturpações.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
A Matéria...
(palavras de Odilon Fernandes a Inácio Ferreira em "Fundação Emmanuel")
"(...) Na Criação Divina, a matéria é uma espécie de excrescência, que cabe ao espírito, em contato com ela, sublimar."
"(...) Na Criação Divina, a matéria é uma espécie de excrescência, que cabe ao espírito, em contato com ela, sublimar."
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