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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

No Mundo Maior - Permuta de Amor

(Palavras de um instrutor espiritual, em "No Mundo Maior", de André Luiz/Chico Xavier)


A construção da felicidade real não depende do instinto satisfeito. A permuta de células sexuais entre os seres encarnados, garantindo a continuidade das formas físicas em processo evolucionário, é apenas um aspecto das multiformes permutas de amor. Importa reconhecer que o intercâmbio de forças simpáticas, de fluidos combinados, de vibrações sintonizadas entre almas que se amam, paira acima de qualquer exteriorização tangível de afeto, sustentando obras imperecíveis de vida e de luz, nas ilimitadas esferas do Universo.


domingo, 18 de janeiro de 2015

Vida e Sexo

Vida e Sexo:


A questão da sexualidade humana é frequentemente o palco de incompreensão, de conflitos íntimos e de preconceito.

O olhar materialista e a ignorância que envolve esse aspecto tão pouco compreendido da natureza humana contribuem decisivamente para que se cerrem os véus da ilusão sobre assunto de natureza divina e sublime.

Em "Vida e Sexo", Emmanuel, por intermédio de seu medianeiro "Chico Xavier", aborda com sensibilidade os assuntos referentes à sexualidade humana, posicionando-os sob o prisma das verdades espirituais, como a imortalidade da alma, a transitoriedade do corpo físico, a multiplicidade das existências e a lei da causa e efeito (ou lei do "karma").

Sob essa ótica espiritualista os autores põem a descoberto a visão do amor santificado, da sexualidade sublime, da comunhão e da simpatia de almas. Também sob a ótica elevada dos valores espirituais, sem nenhum preconceito ou imposição dogmática, falam-nos da origem das simpatias e das antipatias, dos ajustes e desajustes no ambiente doméstico, dos amores que acabam por não durar, das separações, do adultério, do aborto, do homossexualismo, da responsabilidade, do celibato, dos filhos e, enfim, daquelas questões, no campo dos relacionamentos, que afligem a sociedade em maior ou menor grau desde todos os tempos.

Cabe às pessoas interessadas, aproveitar essas palavras, imergindo em sua significação profunda e, eventualmente, encontrando elementos que lhes permitam começar a descerrar o véu e ignorância que secularmente existe sobre esses assuntos.

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Uma edição sugerida:

Vida e Sexo.
Federação Espírita Brasileira.


pelo espírito Emmanuel, psicografada por Chico Xavier
7a edição, 1984.

sábado, 21 de junho de 2014

Sexo e Casamento

(Diálogo entre Inácio Ferreira e Edgar Alan Poe, em "Por Amor ao Ideal")

(E.A.P.) - E o sexo, Doutor?

(I.F.) - Encaro de um modo diferente; toda e qualquer permissividade é vício e o vício suga as energias do espírito... O pecado é aquilo que faz sofrer. Sem respeito à felicidade alheia, ninguém é feliz.

(E.A.P.) - Quando o assunto é sexo, todo o mundo vacila....

(I.F.) - Eu não vacilo. O que você quer saber?

(E.A.P.) - O senhor concorda que o sexo tenha apenas função reprodutora?

(I.F.) - Eu não concordo e nem discordo; não sou eu quem faz as leis, os usos e  costumes...

(E.A.P.) - Qual a sua opinião pessoal?

(I.F.) - O que não é mal é bem. O prazer compartilhado não é imoralidade. O problema não é o sexo em si, mas as lesões que provoca no outro...

(E.A.P.) - E o marido que trai a esposa, ou vice-versa?

(I.F.) - Deveriam chegar a um consenso, liberando-se um do outro: casamento é compromisso espiritual, mas não é escravidão...

Obs: neste diálogo, Edgar Alan Poe comparece como "agênere" à residência pessoal do então Dr. Inácio Ferreira, médico psiquiatra em Uberaba. O Dr. Inácio Ferreira, na ocasião em que se deu o diálogo, ignorava esse fato.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sinal Verde - Capítulo 7 - Parentes Difíceis

(pelo Espírito André Luis - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Aceite os parentes difíceis na base da generosidade e da compreensão, na certeza de que as Leis de Deus não nos enlaçam uns com os outros sem causa justa.

O parente-problema é sempre um teste com que se nos examina a evolução espiritual.

Muitas vezes a criatura complicada que se nos agrega à família, traz consigo as marcas de sofrimento ou deficiências que lhe foram impostas por nós mesmos em passadas reencarnações.

Não exija dos familiares diferentes de você um comportamento igual ao seu, porquanto cada um de nós se caracteriza pelas vantagens ou prejuízos que acumulamos na própria alma.

Não tente se descartar dos parentes difíceis com internações desnecessárias em casas de repouso, à custa de dinheiro, porque a desvinculação real virá nos processos da natureza, quando você houver alcançado a quitação dos próprios débitos ante a Vida Maior.

Nas provações e conflitos do lar terrestre, quase sempre, estamos pagando pelo sistema de prestações, certas dívidas contraídas por atacado.


Sinal Verde - Capítulo 6 - Experiência Doméstica

(pelo Espírito André Luis - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.

A parentela é um campo de aproximação, jamais de cativeiro.

Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos escutar com segurança as aulas da vida.

O lar é um ponto de repouso e refazimento, nunca mostruário de móveis e filigranas, conquanto possa e deva ser enfeitado com distinção e bom gosto, tanto quanto possível.

Quem pratica o desperdício, não reclame se chegar à penúria.

Benditos quantos se dedicam a viver sem incomodar os que lhe compartilhem a experiência.

Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem a desastre ou morte prematura.

O trabalho digno é a cobertura de sua independência.

Aconselhe a criança e ajude a criança na formação espiritual, que isso é obrigação de quem orienta, mas respeite os adultos em suas escolhas, porque os adultos são responsáveis e devem ser livres nas próprias ações, tanto quanto você deseja ser livre em suas idéias e empreendimentos.

Se você não sabe tolerar, entender, abençoar ou ser útil a oito ou dez pessoas no ninho doméstico, de que modo cumprir os seus ideais e compromissos de elevação nas áreas da Humanidade?

Muitos crimes e muitos suicídios são levados a efeito a pretexto de se homenagear carinho e dedicação no mundo familiar.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sinal Verde - Capítulo 5 - Entre Cônjuges

(pelo Espírito André Luis - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Prossiga amando e respeitando os pais, depois da formação da própria casa, compreendendo, porém, que isso traz novas responsabilidades para o exercício das quais é imperioso cultivar independência, mas, a pretexto de liberdade, não relegar os pais ao abandono.

Não deprecie os ideais e as preocupações do outro.

Selecione as relações.

Respeite as amizades do companheiro ou da companheira.

É preciso reconhecer a diversidade dos gostos e vocações daquele ou daquela que se toma para compartilhar-nos a vida.

Antes de observar os possíveis erros ou defeitos do outro, vale mais procurar-lhes as qualidades e dotes superiores para estimulá-los ao desenvolvimento justo.

Jamais desprezar a importância das relações sexuais com o respeito à fidelidade nos compromissos assumidos.

Não sacrifique a paz do lar com discussões e conflitos, a pretexto de hoorificar essa ou aquela causa da humanidade, porque a dignidade de qualquer causa da humanidade começa no reduto doméstico.

Não deixe de estudar e aprimorar-se constantemente, sob a desculpa de haver deixado a condição de solteiro ou de solteira.

Sempre necessário compreender que a comunhão afetiva no lar deve recomeçar, todos os dias, a fim de consolidar-se em clima de harmonia e segurança.


quinta-feira, 21 de março de 2013

O Livro dos Espíritos - Uniões Antipáticas - 939 e 940


UNIÕES ANTIPÁTICAS

939 Se os Espíritos simpáticos são levados a se unir, como é que, entre os encarnados, a afeição seja freqüente apenas de um lado, e que o amor mais sincero seja muitas vezes acolhido com indiferença
e até mesmo com repulsa? Como, além disso, a mais viva afeição de dois seres pode se transformar em antipatia e ódio?

– Vós não compreendeis, porque é uma punição passageira. Aliás, quantos não há que acreditam amar perdidamente, porque julgam apenas pelas aparências, e quando são obrigados a viver com as pessoas amadas, não tardam a reconhecer que é apenas uma atração física! Não basta estar apaixonado por uma pessoa que vos agrada e que tem muitas qualidades; é na convivência real que podereis apreciá-la. Quantas uniões há que, de início, parecem não ser simpáticas; porém, depois de um e outro
se conhecerem e se estudarem bem terminam por se amar com um amor terno e durável, porque se baseia na estima! Não se pode esquecer que é o Espírito que ama, e não o corpo, e quando a ilusão material se dissipa, o Espírito vê a realidade. Há duas espécies de afeição: a do corpo e da alma, e toma-se freqüentemente uma pela outra. A afeição da alma, quando é pura e simpática, é durável; a do corpo é passageira. Eis por que muitas vezes os que pensavam se amar com um amor eterno se odeiam quando acaba a ilusão.

940 A falta de simpatia entre os seres que têm de viver juntos não é igualmente uma fonte de desgostos amarga e que envenena toda a existência?

– Muito amarga, de fato; mas é uma dessas infelicidades de que, freqüentemente, sois os principais responsáveis. Primeiro, são vossas leis que estão erradas. Por que acreditais que Deus obriga a ficar com aqueles que vos desagradam? E depois, nessas uniões, procurais muitas vezes mais a satisfação do orgulho e da ambição do que a felicidade de uma afeição mútua. Então suportais a conseqüência de vossos preconceitos.

940 a Mas, nesse caso, não existe quase sempre uma vítima inocente?

– Sim, e é para ela uma dura expiação. Mas a responsabilidade de sua infelicidade recairá sobre quem a causou. Se a luz da verdade já penetrou sua alma, terá consolação em sua fé no futuro; além disso, à medida que os preconceitos forem enfraquecendo, as causas dessas infelicidades
íntimas também desaparecerão.


sábado, 12 de janeiro de 2013

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXII - 05 - Não Separeis o que Deus Uniu

O divórcio é a lei humana que tem por fim separar legalmente o que já está, de fato, separado. Não é contrário à lei de Deus, pois apenas reforma o que os homens fizeram e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina. Se fosse contrário a essa lei, a própria Igreja seria forçada a considerar como prevaricadores aqueles dos seus chefes que, por autoridade própria e, em nome da religião, impuseram o divórcio em mais de uma circunstância. E dupla seria aí a prevaricação, porque, nesses casos, o divórcio teve como objetivo unicamente interesses temporais e não para satisfazer à lei do amor.

Mas, nem mesmo Jesus consagrou a indissolubilidade absoluta do casamento. Não disse Ele: "Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés permitiu que despedísseis as vossas mulheres"? Isso significa que, desde o tempo de Moisés, não sendo a afeição mútua a única finalidade do casamento, a separação podia tornar-se necessária. Acrescenta, porém: "no princípio, não foi assim", isto é, na origem da Humanidade, quando os homens ainda não estavam pervertidos pelo egoísmo e pelo orgulho e viviam segundo a lei de Deus, as uniões, baseadas na simpatia, e não na vaidade e na ambição, não davam motivo ao repúdio.

Jesus vai mais longe; especifica o caso em que o repúdio pode ocorrer, o de adultério. Ora, não existe adultério onde reina sincera afeição recíproca. É verdade que Ele proíbe ao homem desposar a mulher repudiada; deve-se, porém, levar em conta, os costumes e o caráter dos homens daquela época. A lei mosaica, nesse caso, prescrevia a lapidação. Querendo abolir um uso bárbaro, precisou de uma penalidade que o substituísse, e a encontrou na desonra que resultaria da proibição de um segundo casamento. Era, de certo modo, uma lei civil substituída por outra lei civil, mas que, como todas as leis dessa natureza, devia passar pela prova do tempo.