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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O Evangelho Segundo o Espíritismo - Capítulo XI - 11 - Amar ao Próximo como a Si Mesmo

O egoísmo



11. O egoísmo, esta chaga da Humanidade, deve desaparecer da Terra, porque impede o seu progresso moral. É ao Espiritismo que está reservada a tarefa de fazê-la elevar-se na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque é preciso mais coragem para vencer a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é a fonte de todas as misérias terrenas. É a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.

Jesus vos deu o exemplo de caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo; pois quando o Justo vai percorrer as santas estações do seu martírio, Pilatos lava as mãos dizendo: "Que me importa!" E diz aos judeus: "Este homem é justo; por que quereis crucificá-lo?" E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.


É a esse antagonismo da caridade e do egoísmo, à invasão do coração humano por essa chaga moral que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. Cabe a vós, novos apóstolos da fé. que os Espíritos Superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminhos dos obstáculos que lhe entravam a marcha. Expulsai o egoísmo da Terra, para que ela possa gravitar na escala dos mundos, porque já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril e, para isso, é preciso que primeiro o expulseis do vosso coração. - Emmanuel (1). [Paris, 1861]


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Minhas Notas:

(1) Quando indagado se o "Emmanuel" que assina este capítulo era o seu mentor, o médium Francisco Cândido Xavier afirmou: "Creio que sim. Conservo para mim a certeza de que ele, Emmanuel, terá participado da equipe que colaborou na estrutura da codificação da Doutrina Espírita. A mensagem intitulada 'O Egoísmo', (…) em que se faz referência a Pilatos, é de autoria do nosso benfeitor espiritual, não tenho dúvidas a este respeito".

A afirmação acima foi realizada em entrevista dada a Fernando Worm, inserida na página 170 do livro "Lições de Sabedoria - Chico Xavier", nos 23 anos da "Folha Espírita", de Marlene Rossi Severino Nobre, editado pela "Folha Espírita" em 1997. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Sigamo-lo - Fonte Viva - Capítulo 166

Aquele que me segue não andará em trevas. 
Jesus (João, 8:12.)


Há quem admire  glória do Cristo. Mas a admiração pura e simples pode transformar-se em êxtase inoperante.

Há quem creia nas promessas do Senhor. Todavia, a crença só por si pode gerar o fanatismo e a discórdia.

Há quem defenda a revelação de Jesus. Entretanto, a defesa considerada isoladamente pode gerar o sectarismo e cegueira.

Há quem confie no divino Mestre. Contudo, a confiança estagnada pode ser uma força inerte.

Há quem espere pelo eterno Benfeitor. No entanto, a expectativa sem trabalho pode ser ansiedade inútil.

Há quem louve o Salvador. Louvor exclusivo, porém, pode coagular a adoração improdutiva.

A palavra do Enviado celeste, entretanto, é clara e incisiva: "Aquele que me segue não andará em trevas."

Se te afeiçoaste ao Evangelho não te situes por fora do serviço cristão.

Procuremos o Senhor, seguindo-lhe os passos.

Somente assim estaremos com o Cristo, recebendo-lhe a excelsa luz.

(Fonte Viva, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2013. Federação Espírita Brasileira)


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Falatórios - Vinha de Luz - Capítulo 73

"Mas evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade."
Paulo (II Timóteo, 2: 16)"


Poucas expressões da vida social ou doméstica são tão perigosas quanto o falatório desvairado, que oferece vasto lugar aos monstros do crime.

A atividade religiosa e científica há descoberto numerosos fatores de desequilíbrio no mundo, colaborando eficazmente por extinguir-lhes os focos essenciais.

Quanto se há trabalhado, louvavelmente, no combate ao álcool e à sífilis?

Ninguém lhes contesta a influência destruidora.

Arruínam coletividades, estragam a saúde, deprimem o caráter.

Não nos esqueçamos, porém, do falatório maligno que sempre forma, em derredor, imensa família de elementos enfermiços ou aviltantes, à feição de vermes letais que proliferam no silêncio e operam nas sombras.

Raros meditam nisso.

Não será, porventura, o verbo desregrado o pai da calúnia, da maledicência, do mexerico, da leviandade, da perturbação?

Deus criou a palavra, o homem engendrou o falatório.

A palavra digna infunde consolação e vida. A murmuração perniciosa propicia a morte.

Quantos inimigos da paz do homem se aproveitam do vozerio insensato, para cumprirem criminosos desejos?

Se o álcool embriaga os viciosos, aniquilando-lhes as energias, que dizer da língua transviada do bem que destrói vigorosas sementeiras de felicidade e sabedoria, amor e paz? Se há educadores preocupados com a intromissão da sífilis, por que a indiferença alusiva aos desvarios da conversação?

Em toda parte, a palavra é índice de nossa posição evolutiva. Indispensável aprimorá-las, iluminá-la e enobrecê-la.

Desprezar as sagradas possibilidades do verbo, quando a mensagem de Jesus já esteja brilhando em torno de nós, constitui ruinoso relaxamento de nossa vida, diante de Deus e da própria consciência.

Cada frase do discípulo do Evangelho deve ter lugar digno e adequado.

Falatório é desperdício. E quando assim não seja não passa de escura corrente de venenos psíquicos, ameaçando espíritos valorosos e comunidades inteiras.

(Vinha de Luz, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2014. Federação Espírita Brasileira)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Em nossa marcha - Fonte Viva - Capítulo 89

Perguntou-lhe jesus: - Que queres que Eu faça? 
(Marcos, 10:51.)


Cada aprendiz em sua lição.

Cada trabalhador na tarefa que lhe foi cometida.

Cada vaso em sua utilidade.

Cada lutador com a prova necessária.

Assim, cada um de nós tem o testemunho individual no caminho da vida.

Por vezes, falhamos aos compromissos assumidos e nos endividamos infinitamente. No serviço reparador, todavia, clamamos pela Misericórdia do Senhor, rogando-lhe compaixão e socorro.

A pergunta endereçada pelo Mestre ao cego de Jericó é, porém, bastante expressiva.

"Que queres que Eu faça?"

A indagação deixa perceber que a posição melindrosa do interessado se ajustava aos imperativos da Lei.

Nada ocorre à revelia dos divinos Desígnios.

Bartimeu, o cego, soube responder, solicitando visão. Entretanto, quanta gente roga acesso à presença do Salvador e, quando por Ele interpelada, responde em prejuízo próprio?

Lembremo-nos de que, por vezes, perdemos a casa terrestre a fim de aprendermos o caminho da casa celeste; em  muitas ocasiões, somos abandonados pelos mais agradáveis laços humanos, de maneira a retornarmos aos vínculos divinos; há épocas em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma, e situações em que a paralisia ensina preciosidade do movimento.

É natural peçamos o auxílio do Mestre em nossas dificuldades e dissabores; entrementes, não nos esqueçamos de trabalhar pelo bem, nas mais aflitivas passagens da retificação e da ascensão, convictos de que nos encontramos invariavelmente na mais justa e proveitosa oportunidade de trabalho que merecemos, e que talvez não saibamos, de pronto, escolher outra melhor.

(Fonte Viva, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2013. Federação Espírita Brasileira)

domingo, 20 de dezembro de 2015

De madrugada - Pão Nosso - Capítulo 168

E no primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro,
de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra removida do sepulcro.
(João, 20:1)


Não devemos esquecer a circunstância em que Maria de Magdala recebe a primeira mensagem da ressurreição do Mestre.

No seio de perturbações e desalentos da pequena comunidade, a grande convertida não perde tempo em lamentações estéreis nem procura o sono do esquecimento.

Os companheiros haviam quebrado o padrão de confiança. Entre o remorso da própria defecção e a amargura pelo sacrifício do Salvador, cuja lição sublime ainda não conseguiam apreender, confundiam-se em atitudes negativas. Pensamentos contraditórios e angustiados azorragavam-lhes os corações.

Madalena, contudo, rompe o véu de emoções dolorosas que lhe embarga os passos. É imprescindível não sucumbir sob os fardos, transformando-os, acima de tudo, em elemento básico na construção espiritual, e Maria resolve não se acovardar ante a dor. Porque o Cristo fora imolado na cruz, não seria lícito condenar-lhe a memória bem-amada ao olvido ou à indiferença.

Vigilante, atenta a si mesma, antes de qualquer satisfação a velhos convencionalismos, vai ao encontro do grande obstáculo que se constituía o sepulcro, muito cedo, precedendo o despertar dos próprios amigos, e encontra a radiante resposta da Vida eterna.

Rememorando esse acontecimento simbólico, recordemos nossas antigas quedas, por havermos esquecido o "primeiro dia da semana", trocando, em todas as ocasiões, o "mais cedo" pelo "mais tarde".

(Pão Nosso, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2015. Federação Espírita Brasileira)


sábado, 19 de dezembro de 2015

Não Entendem - Vinha de Luz - Capítulo 15

Querendo ser doutores da lei e não entendendo nem o que dizem nem o que afirmam. 
Paulo (I Timóteo, 1:7.)



Em todos os lugares surgem multidões que abusam da palavra.

Avivam-se discussões destrutivas, na esfera da ciência, da política, da filosofia, da religião. Todavia, não somente nesses setores da atividade intelectual se manifestam semelhantes desequilíbrios.

A sociedade comum, em quase todo o mundo, é campo de batalha, nesse particular, em vista da condenável influência dos que se impõem por doutores em informações descabidas. Pretensiosas autoridades nos pareceres gratuitos, espalham a perturbação geral, adiam realizações edificantes, destroem grande parte dos germens do bem, envenenam fontes de generosidade e fé e, sobretudo, alterando as correntes do progresso, convertem os santuários domésticos em trincheiras da hostilidade cordial.

São esses envenenadores inconscientes que difundem a desarmonia, não entendendo o que afirmam.

Quem diz alguma coisa, porém, está semeando algo no solo da vida, e quem determina isto ou aquilo está consolidando a semeadura.

Muitos espíritos nobres são cultivadores das árvores da verdade, do bem e da luz; entretanto, em toda parte movimentam-se também os semeadores do escalracho da ignorância, dos cardos da calúnia, dos espinhos da maledicência. Por intermédio deles opera-se a perturbação e o estacionamento. Abusam do verbo, mas pagam a leviandade a dobrado preço, porquanto, embora desejem ser doutores da lei e por mais intentem confundir-lhe os parágrafos e ainda que dilatem a própria insensatez por muito tempo, mais se aproximam dos resultados de suas ações, no círculo das quais, essa mesma lei lhes impõe as realidades da vida eterna, por meio da desilusão, do sofrimento e da morte.

(Vinha de Luz, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2014. Federação Espírita Brasileira)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Rendamos graças - Pão Nosso - Capítulo 100

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade
de Deus em Criso Jesus para convosco 
Paulo (I Tessalonicenses, 5:18)



A pedra segura.
O espinho previne.
O fel remedeia.
O fogo refunde.
O lixo fertiliza.
O temporal purifica a atmosfera.
O sofrimento redime.
A enfermidade adverte.
O sacrifício enriquece a vida.
A morte renova sempre.
Aprendamos, assim, a louvar o Senhor pelas bênçãos que nos confere.
Bom é o calor que modifica, bom é o frio que conserva.
Roguemos à Providência celeste suficiente luz para que nossos olhos identifiquem o celeiro da graça em que nos encontramos.
É a cegueira íntima que nos faz tropeçar em obstáculos, onde só existe o favor divino.
E, sobretudo, ao enunciar um desejo nobre, preparemo-nos  recolher as lições que nos cabe aproveitar, a fim de realizá-lo segundo os propósitos superiores que nos regem os destinos.
Não nos espantem dificuldades ou imprevistos dolorosos.
Nem sempre o socorro de cima surge em forma de manjar celeste.
Comumente aparece na feição de recurso menos desejável. Lembremo-nos, porém, de que o homem sob o perigo de afogamento, nas águas profundas que cobrem o abismo, por vezes só consegue ser salvo ao preço de rudes golpes.
Rendamos graças pois, por todas as experiências do caminho evolutivo, na santificante procura da Vontade divina, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.

(Pão Nosso, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2015. Federação Espírita Brasileira)



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Adiante de Vós - Vinha de Luz - Capítulo 67

Mas ide dizer a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia.
(Marcos, 16:7)



É raro encontrarmos discípulos decididos à fidelidade sem mescla, nos momentos que a luta supera o âmbito normal.

Comumente, elevando-se a experiência para maiores demonstrações de coragem, valor e fé, modifica-se-lhes o ânimo, de imediato. Converte-se a segurança em indecisão, a alegria em desalento.

Multipliquem-se os obstáculos e surgirá dolorosa incerteza.

Os aprendizes, no entanto, não devem olvidar a sublime promessa do princípio, quando o pastor recompunha o rebanho disperso.

Quando os companheiros, depois da Ressurreição, refletiam no futuro, oscilando entre a dúvida e a perplexidade, eis que o Mensageiro do Mestre lhes endereça aviso salutar, assegurando que o Senhor marcharia adiante dos amigos para a Galileia, onde aguardaria os amados colaboradores, a fim de assentarem as bases profundas do trabalho evangélico no porvir.

Não nos cabe esquecer que, nas primeiras providências do apostolado divino, Jesus se adiantou aos companheiros nos testemunhos santificantes.

E assim acontece, invariavelmente, no transcurso dos séculos.

O Mestre está sempre fazendo máximo na obra redentora, contando com o esforço dos cooperadores apenas nas particularidades minúsculas do celeste serviço...

Não vos entregueis às sombras da indecisão quando permanecerdes sozinhos ou quando o trabalho se agrave na estrada comum. Ide, confiantes e otimistas, às provações salutares ou às tarefas dilacerantes que esperam por nosso concurso e ação. Decerto, não seremos quinhoados por facilidades deliciosas, num mundo onde a ignorância ainda estabelece lamentáveis prisões, mas sigamos felizes no encalço das obrigações que nos competem, conscientes de que Jesus, amoroso e previdente, já seguiu adiante de nós...

(Vinha de Luz, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2014. Federação Espírita Brasileira)





domingo, 25 de outubro de 2015

Sejamos luz

(Emmanuel/Chico Xavier - no Prefácio de "Vinha de Luz", Federação Espírita Brasileira. 1a edição, 7a reimpressão. 2014)


Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Como Vencer - Palavras de Emmanuel - Capítulo 09

Como Vencer?

(Palavras de Emmanuel. Emmanuel/Chico Xavier. Federação Espírita Brasileira. 4a edição. 1954. Páginas 49 e 50)



O coração tem mil caminhos para a felicidade, quando procuramos aceitar a vontade de Deus. (em "Renúncia")

*

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam. (em "Vinha de Luz")

*

Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem. Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo. (em "Vinha de Luz")

*

Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo. Antes de duto, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo. (em "Vinha de Luz")

*

No esforço redentor, é indispensável que não se percam de vista as possibilidades pequeninas: um gesto, uma palavra, uma hora, uma frase pode representar sementes gloriosas para edificações imortais. Imprescindível, pois, jamais desprezá-las. (em "Pão Nosso")

*

Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor. (em "Vinha de Luz")

*

Na esfera carnal, a glória e a miséria constituem molduras de temporária apresentação. (em "Caminho, Verdade e Vida")

*

O dinheiro ou a necessidade material, a doença e a saúde do corpo são condições educativas de imenso valor para os que saibam aproveitar o ensejo de elevação em sua essência legítima (em "Caminho, Verdade e Vida")


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Construindo Pirâmides


(...) aceitando de boa vontade as tarefas pequeninas, as grandes tarefas virão espontaneamente ao nosso encontro.

(Emmanuel/Chico Xavier - Fonte Viva - Capítulo 118)

Em nossas tarefas - Fonte Viva - Capítulo 118

Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes. 
(Epístola de Paulo aos Romanos, 12:16.)


"Não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes" - recomenda o Apóstolo, sensatamente.

Muitos aprendizes do Evangelho almejam as grandes realizações de um dia para o outro...

A coroa da santidade...

O poder da cura...

A glória do conhecimento superior...

As edificações de grande alcance...

Entretanto, aspirar só por si não basta à realização.

Tudo, nos círculos da Natureza, obedece ao espírito de sequência.

A árvore vitoriosa na colheita passou pela condição do arbusto frágil.

A catarata que move poderosas turbinas é um conjunto de fios d'água no nascedouro.

Imponente é o projeto para a construção de uma casa nobre, no entanto, é indispensável o serviço da picareta e da pá, do tijolo e da pedra, para que a arte e o reconforto se exprimam.

Abracemos os deveres humildes com devoção ao nosso ideal de progresso e triunfo.

Por mais árdua e mais simples a nossa obrigação, atendamo-la com amor.

A palavra de Paulo é sábia e justa, porque, escalando com firmeza as faixas inferiores do monte, com facilidade lhe conquistamos o cimo e, aceitando de boa vontade as tarefas pequeninas, as grande tarefas virão espontaneamente ao nosso encontro.

(Fonte Viva, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2013. Federação Espírita Brasileira)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Prepara-te


Na obra de salvação - Fonte Viva - Capítulo 139

Porque Deus não nos tem designado para a ira, mas para a aquisição da salvação por nosso Senhor Jesus Cristo. 
(Primeira epístola de Paulo aos Tessalonicenses, 5:9.)


Por que não somos compreendidos?

Por que motivo a solidão nos invade a existência?

Por que razões a dificuldade nos cerca?

Por que tanta sombra e tanta aspereza em torno de nossos passos?

E a cada pergunta, feita de nós para nós mesmos, seguem-se, comumente, o desespero e a inconformação, reclamando, sob os raios mortíferos da cólera, as vantagens de que nos sentimos credores.

Declaramo-nos decepcionados com a nossa família, desamparados por nossos amigos, incompreendidos pelos companheiros e até mesmo perseguidos por nossos irmãos.

A intemperança mental carreia para nosso íntimo os espinhos do desencanto e os desequilíbrios orgânicos inabordáveis, transformando-nos a existência num rosário de queixas preguiçosas e enfermiças.

Isso, porém, acontece porque não fomos designados pelo Senhor para o despenhadeiro escuro da ira, e sim para a obra da salvação.

Ninguém restaura um serviço sob as trevas da desordem.

Ninguém auxilia ferindo sistematicamente, pelo simples prazer de dilacerar.

Ninguém abençoará as tarefas de cada dia, amaldiçoando-as, ao mesmo tempo.

Ninguém pode ser simultaneamente amigo e verdugo.

Se tens notícia do Evangelho no mundo de tua alma, prepara-te para ajudar infinitamente...

A Terra é a nossa escola e a nossa oficina.

A Humanidade é a nossa família.

Cada dia é o ensejo bendito de aprender a auxiliar.

Por mais aflitiva seja a tua situação, ampara sempre, e estarás agindo no abençoado serviço de salvação a que o Senhor nos chamou.

(Fonte Viva, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2013. Federação Espírita Brasileira)


sexta-feira, 17 de julho de 2015

A caminho da Luz

A caminho da Luz


"A caminho da Luz" é um passeio pela história; mais propriamente, pela história espiritual de nosso planeta.

Emmanuel e Chico Xavier conduzem-nos, na habitual poesia de sua linguagem, através dos acontecimentos históricos que impulsionaram o homem-matéria, gradativamente, rumo à descoberta do homem-espírito, que ainda está por acontecer em larga escala.

Nessa trajetória, visitamos acontecimentos desde a gênese planetária até o início do século XX, ocasião em que a obra foi redigida, estagiando mais detidamente por fatos que contribuíram para a evolução humana rumo ao ideal Divino de sabedoria e fraternidade.

Em meio ao cenário físico dos fatos históricos - abordados com singeleza - Emmanuel e Chico Xavier focalizam com maior atenção os fenômenos extra-físicos que dirigiram os acontecimentos terrestres, orquestrados a partir do mundo invisível desde tempos imemoriais, sob a batuta  amorosa e compassiva do Mestre Jesus. Aliás, o objetivo da obra, segundo o próprio Emmanuel, não é outro senão o de trazer ante nossos olhos a realidade a respeito da ascendência de Jesus sobre todos os movimentos significativos destinados à evolução do homem (embora, a bem de verdade, muitos deles tenham sido fraudados e corrompidos pela própria fragilidade humana no exercício do livre arbítrio).

"A caminho da Luz" aborda os principais movimentos espirituais do planeta, desde a civilização egípcia até o espiritismo, refletindo sobre os motivos e papéis dos principais personagens das religiões relevantes de todas as partes do planeta, Enviados do Cristo repetidamente vieram trazer sua mensagem na Ásia, África, Europa e na América e o continuam fazendo até os dias de hoje.

"A caminho da Luz" mostra-nos que o Divino Mestre nunca se cansa e que sua mensagem de amor e de esperança não deve tardar para se concretizar nas realizações da fraternidade universal.

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Edição utilizada neste blogue:

A caminho da Luz
Federação Espírita Brasileira.
pelo espírito Emmanuel, psicografada por Chico Xavier.
37a edição, 2008.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Isolacionismo


É que a civilização e o progresso, como a própria vida, dependem das trocas incessantes. O Universo, na sua constituição maravilhosa, não criou nem sanciona leis de isolamento na comunidade eterna dos mundos e dos seres.

(A caminho da luz. Emmanuel/Chico Xavier. 37a edição. 2008. Federação Espírita Brasileira. Rio de Janeiro)

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O malefício da dúvida


Não Duvides - Fonte Viva - Capítulo 165

O que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte (Tiago, 1:6)


Em teus atos de fé e esperança, não permitas que a dúvida se interponha, como sombra, entre a tua necessidade e o poder do Senhor.

A força coagulante de teus pensamentos, nas realizações que empreendes, procede de ti mesmo, das entranhas de tua alma, porque somente aquele que confia consegue perseverar no levantamento dos degraus que o conduzirão à altura que deseja atingir.

A dúvida, no plano externo, pode auxiliar a experimentação, nesse ou naquele setor do progresso material, mas a hesitação no mundo íntimo é o dissolvente de nossas melhores energias.

Quem duvida de si próprio, perturba o auxílio divino de si mesmo.

Ninguém pode ajudar àquele que se desajuda.

Compreendendo o impositivo de confiança que deve nortear-nos para a frente, insistamos no bem, procurando-o com todas as possibilidades ao nosso alcance.

Abandonemos a pressa e olvidemos o desânimo.

Não importa que a nossa conquista surja triunfante hoje ou amanhã. Vale trabalhar e fazer o melhor que pudermos, aqui e agora, porque a vida se incumbe de trazer-nos aquilo que buscamos.

Avançar sem vacilações, amando, aprendendo e servindo infatigavelmente - eis a fórmula de caminhar com êxito, ao encontro de nosa vitória. E nessa peregrinação incansável não nos esqueçamos de que a dúvida será sempre o frio do derrotismo a inclinar-nos para a negação e para a morte.

(Fonte Viva, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2013. Federação Espírita Brasileira)