(Palavras do Espírito Lucius)
A vida é a esteira luminosa que podemos deixar atrás de nós, pelos passos de bondade que efetivemos.
Nenhuma vantagem do mundo nos concederá a alegria da consciência tranquila, se não for obtida pelo bem que se realize.
Seremos atingidos pelos nossos atos, inflexivelmente.
A retidão no Bem pode nos causar algum sofrimento. No entanto, é uma dor com fundamento na bondade, uma dor transitória e nobre.
Buscar a ventura pessoal por nos associarmos com o mal poderá nos dar alguma satisfação. Mas é um bem-estar com fundamento no egoísmo, na maldade, que haverá de se tornar uma dor perene e mesquinha, a persistir até o dia em que tenhamos coragem de devolver o que furtamos, de refazer o que destruímos, de reparar o mal que fizemos com o bem que venhamos a colocar em seu lugar.
Não sorria hoje à custa da lágrima de alguém.
Aprenda a chorar agora, para que alguém possa sorrir.
Isso é mais duradouro em sua existência porque demonstra que você assimilou a bondade que Deus colocou em seu interior, autorizando-o a ganhar asas e elevar-se acima de um simples ser humano, colocando-o a caminho da
Nenhum de nós conseguirá fugir do progresso moral que nos espera.
Pense nisso.
Viva isso.
Blogue dedicado ao conhecimento de que todos necessitamos, mas pelo qual poucos, ainda, se interessam verdadeiramente...
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quarta-feira, 23 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
A Força da Bondade - Capítulo 29 - O encontro e os reencontros - 02
(Palavras do espírito Lucius)
"Todos os que só pensarem em sucesso profissional, em conquistas materiais, em progredir a qualquer custo, os que desejarem ser admirados pelo acúmulo de suas riquezas e pela ampliação de poderes para exaltação de seu orgulho, de sua vaidade ou para, disso, fazerem arma com a qual firam a miséria, a incapacidade de seus semelhantes, que produzam mais inveja do que respeito e admiração, mais ódio mudo do que gratidão espontânea, que se finjam de bons para conquistarem postos transitórios, que trombeteiem os atos generosos para pedir votos, todos estes se enquadram na afirmativa de Jesus:
Todo aquele que desejar ganhar a própria vida, este a terá perdido.
Este egoísta e oportunista, que reduziu a vida a uma luta ferrenha pelo realce social, pelo soerguimento de uma vaidade tola, uma faustosa esbanjação ou uma mesquinha sovinice, este que se felicita a si mesmo ao abraçar escrituras de papel como parte de sua própria personalidade, que se orgulha de si por estar dirigindo um monte de lata pelo qual pagou mais do que o preço de uma casa, pelo simples luxo de andar em um carro novo, por estar vivendo na loucura e na alucinação da inutilidade, este, como disse Jesus, terá perdido a própria vida.
No entanto, afirma o Divino Amigo, todo aquele que, por amor a Ele e à sua Mensagem, perderem a própria vida, estes a terão ganho.
Todos os que aceitarem os caminhos da luta honesta, do sacrifício de suas ambições para que mais semelhantes sejam detentores do mínimo necessário ou de algumas alegrias a mais; todos os que se fizerem defensores da ética em suas posturas, sacrificando seus interesses em favor da justiça e da verdade, todos aqueles que se recusarem a ser peso morto na folha de pagamento dos governos, apenas para ganharem sem trabalhar, como roedores da carne dos velhos que morrem sem recursos, das crianças que perecem de fome por falta de merenda; todos os que entenderem que viver é algo que pede a consciência tranquila acima do bolso cheio ou do dinheiro no banco; todos aqueles que não se deixarem levar pelas leviandades da maioria, mas escolherem seus caminhos com base nas orientações seguras do Evangelho, onde não há complacência com o mal, ainda que se busque ajudar o maldoso, este homem que entendeu tudo isto e que, por causa de seus conceitos, não estará no píncaro das reverências da sociedade, não estará vestido de púrpura nem poderá ocupar lugares de destaque, não terá recursos para desperdiçar em veículos que custam o dinheiro que uma vida de trabalho honesto de muitos semelhantes não consegue ganhar; este homem, que tudo fez para ajudar a quem necessitava, que a todos serviu por amor sem desejar coisa alguma, que entendeu a necessidade de enquadrar-se na definição de HOMEM de BEM, este será um perdedor aos olhos do mundo mesquinho e injusto, que enaltece traficantes ricos, usurpadores violentos, dissolutos e sexólatras poderosos.
No entanto, no conceito do Evangelho, Jesus sabiamente afirma:
Todo aquele que, por minha causa, perder a própria vida, este a terá ganho."
"Todos os que só pensarem em sucesso profissional, em conquistas materiais, em progredir a qualquer custo, os que desejarem ser admirados pelo acúmulo de suas riquezas e pela ampliação de poderes para exaltação de seu orgulho, de sua vaidade ou para, disso, fazerem arma com a qual firam a miséria, a incapacidade de seus semelhantes, que produzam mais inveja do que respeito e admiração, mais ódio mudo do que gratidão espontânea, que se finjam de bons para conquistarem postos transitórios, que trombeteiem os atos generosos para pedir votos, todos estes se enquadram na afirmativa de Jesus:
Todo aquele que desejar ganhar a própria vida, este a terá perdido.
Este egoísta e oportunista, que reduziu a vida a uma luta ferrenha pelo realce social, pelo soerguimento de uma vaidade tola, uma faustosa esbanjação ou uma mesquinha sovinice, este que se felicita a si mesmo ao abraçar escrituras de papel como parte de sua própria personalidade, que se orgulha de si por estar dirigindo um monte de lata pelo qual pagou mais do que o preço de uma casa, pelo simples luxo de andar em um carro novo, por estar vivendo na loucura e na alucinação da inutilidade, este, como disse Jesus, terá perdido a própria vida.
No entanto, afirma o Divino Amigo, todo aquele que, por amor a Ele e à sua Mensagem, perderem a própria vida, estes a terão ganho.
Todos os que aceitarem os caminhos da luta honesta, do sacrifício de suas ambições para que mais semelhantes sejam detentores do mínimo necessário ou de algumas alegrias a mais; todos os que se fizerem defensores da ética em suas posturas, sacrificando seus interesses em favor da justiça e da verdade, todos aqueles que se recusarem a ser peso morto na folha de pagamento dos governos, apenas para ganharem sem trabalhar, como roedores da carne dos velhos que morrem sem recursos, das crianças que perecem de fome por falta de merenda; todos os que entenderem que viver é algo que pede a consciência tranquila acima do bolso cheio ou do dinheiro no banco; todos aqueles que não se deixarem levar pelas leviandades da maioria, mas escolherem seus caminhos com base nas orientações seguras do Evangelho, onde não há complacência com o mal, ainda que se busque ajudar o maldoso, este homem que entendeu tudo isto e que, por causa de seus conceitos, não estará no píncaro das reverências da sociedade, não estará vestido de púrpura nem poderá ocupar lugares de destaque, não terá recursos para desperdiçar em veículos que custam o dinheiro que uma vida de trabalho honesto de muitos semelhantes não consegue ganhar; este homem, que tudo fez para ajudar a quem necessitava, que a todos serviu por amor sem desejar coisa alguma, que entendeu a necessidade de enquadrar-se na definição de HOMEM de BEM, este será um perdedor aos olhos do mundo mesquinho e injusto, que enaltece traficantes ricos, usurpadores violentos, dissolutos e sexólatras poderosos.
No entanto, no conceito do Evangelho, Jesus sabiamente afirma:
Todo aquele que, por minha causa, perder a própria vida, este a terá ganho."
A Força da Bondade - Capítulo 29 - O encontro e os reencontros - 01
(Palavras do espírito Lucius)
"Assim, leitores queridos, não se enganem invocando a possibilidade de realizar um sonho, se esse sonho ferir alguém. Não se desculpem com a irresponsável alegação interrogativa de que "todo mundo faz isso, por que eu também não posso fazer?" Se a sua conduta molestar ou fizer sofrer, se criar embaraço ou dor, se alguém perder por causa do exercício da sua voluntariedade, estejam certos de que a Justiça os alcançará, mesmo depois de muitos anos de sucesso e de vida faustosa.
Em tudo o que pensarem fazer, considerem, antes, se da sua atitude deliberada, redundará o prejuízo para alguém. A dor que se sabe poder evitar, o prejuízo de outrem que nós produzamos pelo exercício de nossas ambições, de nossos desejos na alucinada "corrida pela sobrevivência" representará tragédia anunciada em nosso próprio horizonte."
"Assim, leitores queridos, não se enganem invocando a possibilidade de realizar um sonho, se esse sonho ferir alguém. Não se desculpem com a irresponsável alegação interrogativa de que "todo mundo faz isso, por que eu também não posso fazer?" Se a sua conduta molestar ou fizer sofrer, se criar embaraço ou dor, se alguém perder por causa do exercício da sua voluntariedade, estejam certos de que a Justiça os alcançará, mesmo depois de muitos anos de sucesso e de vida faustosa.
Em tudo o que pensarem fazer, considerem, antes, se da sua atitude deliberada, redundará o prejuízo para alguém. A dor que se sabe poder evitar, o prejuízo de outrem que nós produzamos pelo exercício de nossas ambições, de nossos desejos na alucinada "corrida pela sobrevivência" representará tragédia anunciada em nosso próprio horizonte."
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domingo, 20 de abril de 2014
A Força da Bondade - Capítulo 26 - As experiências de Serápis - 01
(Palavras do espírito Lucius)
"Naturalmente que, para cada um de nós, a Justiça Divina permite que tenhamos as oportunidades necessárias para aprender e modificar nosso caráter e nossas tendências.
Por esse motivo, a vida é muito mais do que as relações sociais e comerciais, afetivas, profissionais ou materiais como, em geral, é considerada pela maioria das pessoas.
Através de tais relações, os homens são chamados a corrigir seus erros e melhorar suas virtudes, tornando-se espíritos mais bem telhados no caminho da evolução."
"Naturalmente que, para cada um de nós, a Justiça Divina permite que tenhamos as oportunidades necessárias para aprender e modificar nosso caráter e nossas tendências.
Por esse motivo, a vida é muito mais do que as relações sociais e comerciais, afetivas, profissionais ou materiais como, em geral, é considerada pela maioria das pessoas.
Através de tais relações, os homens são chamados a corrigir seus erros e melhorar suas virtudes, tornando-se espíritos mais bem telhados no caminho da evolução."
A Força da Bondade - Capítulo 14 - A Força do Bem - 02
(Palavras do espírito Lucius)
"Assim, leitor querido, jamais se esqueça de que todas as suas conquistas materiais o abandonarão um dia, para que você fique apenas com a essência do seu ser.
Não se iluda com seu poder que é, na ordem do Universo, menor que aquele que se exercitasse sobre os grãos de poeira depositados sobre um móvel.
Não se deixe levar por sua importância que, diante da realidade de Deus, é mais insignificante do que o poder que possuem os anelídeos no seio da terra que comem para transformá-la em adubo.
Não se permita perder-se pela beleza, nem pelos mecanismos mentirosos da sedução, pois o corpo é apenas um amontoado putrescível de podridão que ainda não apodreceu, mas que fenecerá, deixando o seu espírito desnudo.
Não se engane com as glórias e os sucessos do mundo. Eles são muito fugazes para merecerem a atenção e o culto grotesco que lhes temos dado nas contingências da vida. A morte surpreenderá a todos e nos reconduzirá à melhor noção do que somos em nosso íntimo.
Melhor nos prepararmos para ela, enquanto ela está se preparando para nós.
Não conseguiremos fugir desse encontro.
"Assim, leitor querido, jamais se esqueça de que todas as suas conquistas materiais o abandonarão um dia, para que você fique apenas com a essência do seu ser.
Não se iluda com seu poder que é, na ordem do Universo, menor que aquele que se exercitasse sobre os grãos de poeira depositados sobre um móvel.
Não se deixe levar por sua importância que, diante da realidade de Deus, é mais insignificante do que o poder que possuem os anelídeos no seio da terra que comem para transformá-la em adubo.
Não se permita perder-se pela beleza, nem pelos mecanismos mentirosos da sedução, pois o corpo é apenas um amontoado putrescível de podridão que ainda não apodreceu, mas que fenecerá, deixando o seu espírito desnudo.
Não se engane com as glórias e os sucessos do mundo. Eles são muito fugazes para merecerem a atenção e o culto grotesco que lhes temos dado nas contingências da vida. A morte surpreenderá a todos e nos reconduzirá à melhor noção do que somos em nosso íntimo.
Melhor nos prepararmos para ela, enquanto ela está se preparando para nós.
Não conseguiremos fugir desse encontro.
A Força da Bondade - Capítulo 14 - A Força do Bem - 01
(Palavras do espírito Lucius, a respeito de Pôncio Pilatos, que se encontrava em zonas umbralinas do plano espiritual, em função de sua vida levada em atos delituosos, da consciência culpada que o perseguia por nada ter feito para livrar Jesus da crucificação e por, finalmente, ter acabado com a própria vida carnal, cometendo o suicídio, fincando uma espada no próprio ventre)
"Todavia, na altura do ventre, Pilatos trazia uma abertura sangrenta e apodrecida por onde lhe saíam parte dos órgãos internos que ficavam pendurados à mostre e que, insistentemente, ele mesmo colocava para o interior do próprio corpo. Eram as marcas do gesto suicida que persistiam em perseguir-lhe as lembranças e, já há mais de vinte anos, causavam-lhe o horror constante."
"Todavia, na altura do ventre, Pilatos trazia uma abertura sangrenta e apodrecida por onde lhe saíam parte dos órgãos internos que ficavam pendurados à mostre e que, insistentemente, ele mesmo colocava para o interior do próprio corpo. Eram as marcas do gesto suicida que persistiam em perseguir-lhe as lembranças e, já há mais de vinte anos, causavam-lhe o horror constante."
quinta-feira, 17 de abril de 2014
A Força da Bondade - Capítulo 13 - O Abismo - 01
(Palavras do espírito Lucius)
"A fim de que o leitor possa melhor avaliar a posição de inferioridade a que se aferram os espíritos que habitam estas regiões umbralinas, é preciso entender que o ser humano é o somatório de seus atos, pensamentos e sentimentos.
Na estrutura de suas vibrações pessoais, está definido o padrão de sua personalidade, como a impressão digital magnética inconfundível, que atesta o nível de elevação, de compromisso como o espelho fiel do seu caráter geral.
Dessa maneira, uma vez perdido o envoltório carnal, os espíritos, que até a morte física estavam levando a sua vida de acordo com seus hábitos, seus costumes e com aquilo que se costuma chamar de "imposição do meio social", despertam no lado espiritual ostentando em si próprios o padrão luminoso ou escuro de todos os seus comportamentos, sem poder evitar que, no caso da ausência de luz pessoal, isso tenha sido produzido pela sua adesão ao tipo comum da conduta da maioria das pessoas.
Ser normal como a maioria das pessoas, fazer o que todo mundo faz, andar pelos mesmos caminhos e se desculpar, nos erros cometidos, alegando que nada mais fez do que seguir o grande rebanho dos inconsequentes, não servirá a ninguém como escusa ou argumento capaz de melhorar a sua posição vibratória.
Na realidade do mundo espiritual, a questão da essência é fundamental. Seremos, efetivamente, aquilo que fizemos de nós próprios, ainda que o tenhamos feito tão somente para agradar aos outros ou para não destoarmos da maioria. Esteja certo, leitor querido, que a maioria das pessoas também estará mal como aquele indivíduo que a imitou e se manteve sem melhoras significativas.
Deste modo, surpreendidos no plano do espírito, a maioria dos indivíduos se sente fustigada por essa aparente contradição, alegando de maneira infantil que conduziu sua existência por um caminho que lhe parecia justo e correto. Muitos costuma dizer: Eu não fiz mal a ninguém; nunca prejudiquei o meu semelhante; nunca tirei o que não me pertencia. Então, como é que vim parar aqui? Onde está o Paraíso?
E, quando lhes é perguntado acerca do Bem que espalharam, se perdoaram os que os prejudicara ou se dividiram o que lhes pertencia com os que nada possuíam, as respostas desaparecem e o desejo de encontrar o Paraíso murcha diante da realidade da omissão, do egoísmo, da indiferença para com os que eram seus semelhantes.
Por isso, quando o espírito recém-chegado da Terra se conscientiza de que não será capaz de esconder coisa nenhuma de suas intenções mais vis, de seus pensamentos mais ocultos e de seus atos mais inferiores - coisa que todos estão acostumados a fazer num mundo físico que admite todo o tipo de máscaras e disfarces, - se vê desnudado na sua maneira verdadeira de ser e, por mais que suas palavras digam o contrário - já que continuará tentando fantasiar a verdade com o tênue véu da fantasia - seu perispírito, como espelho de sua alma, denunciará a sua realidade à vista de todas as pessoas.
Será como o bêbado falando que não bebeu, mas sendo denunciado pelo próprio hálito."
"A fim de que o leitor possa melhor avaliar a posição de inferioridade a que se aferram os espíritos que habitam estas regiões umbralinas, é preciso entender que o ser humano é o somatório de seus atos, pensamentos e sentimentos.
Na estrutura de suas vibrações pessoais, está definido o padrão de sua personalidade, como a impressão digital magnética inconfundível, que atesta o nível de elevação, de compromisso como o espelho fiel do seu caráter geral.
Dessa maneira, uma vez perdido o envoltório carnal, os espíritos, que até a morte física estavam levando a sua vida de acordo com seus hábitos, seus costumes e com aquilo que se costuma chamar de "imposição do meio social", despertam no lado espiritual ostentando em si próprios o padrão luminoso ou escuro de todos os seus comportamentos, sem poder evitar que, no caso da ausência de luz pessoal, isso tenha sido produzido pela sua adesão ao tipo comum da conduta da maioria das pessoas.
Ser normal como a maioria das pessoas, fazer o que todo mundo faz, andar pelos mesmos caminhos e se desculpar, nos erros cometidos, alegando que nada mais fez do que seguir o grande rebanho dos inconsequentes, não servirá a ninguém como escusa ou argumento capaz de melhorar a sua posição vibratória.
Na realidade do mundo espiritual, a questão da essência é fundamental. Seremos, efetivamente, aquilo que fizemos de nós próprios, ainda que o tenhamos feito tão somente para agradar aos outros ou para não destoarmos da maioria. Esteja certo, leitor querido, que a maioria das pessoas também estará mal como aquele indivíduo que a imitou e se manteve sem melhoras significativas.
Deste modo, surpreendidos no plano do espírito, a maioria dos indivíduos se sente fustigada por essa aparente contradição, alegando de maneira infantil que conduziu sua existência por um caminho que lhe parecia justo e correto. Muitos costuma dizer: Eu não fiz mal a ninguém; nunca prejudiquei o meu semelhante; nunca tirei o que não me pertencia. Então, como é que vim parar aqui? Onde está o Paraíso?
E, quando lhes é perguntado acerca do Bem que espalharam, se perdoaram os que os prejudicara ou se dividiram o que lhes pertencia com os que nada possuíam, as respostas desaparecem e o desejo de encontrar o Paraíso murcha diante da realidade da omissão, do egoísmo, da indiferença para com os que eram seus semelhantes.
Por isso, quando o espírito recém-chegado da Terra se conscientiza de que não será capaz de esconder coisa nenhuma de suas intenções mais vis, de seus pensamentos mais ocultos e de seus atos mais inferiores - coisa que todos estão acostumados a fazer num mundo físico que admite todo o tipo de máscaras e disfarces, - se vê desnudado na sua maneira verdadeira de ser e, por mais que suas palavras digam o contrário - já que continuará tentando fantasiar a verdade com o tênue véu da fantasia - seu perispírito, como espelho de sua alma, denunciará a sua realidade à vista de todas as pessoas.
Será como o bêbado falando que não bebeu, mas sendo denunciado pelo próprio hálito."
A Força da Bondade - Capítulo 12 - Palavras de Zacarias - 01
(Palavras de Zacarias, no plano espiritual, aos espíritos recém-desencarnados, de Lívia Lentulus, Simeão, Lucílio e João de Cléofas)
"(...) o verdadeiro servo da bondade, ainda que não seja bom como deseje ser, não fica esperando que os outros deem o primeiro passo. Age com humildade e se oferece para a obra, sem desejar enaltecimento, sem pleitear os lugares de realce, sem se deixar levar pelos brilhos sedutores e falsos das lisonjas humanas, sempre armadilhas edificadas para tirar o trabalhador do caminho certo."
"(...) o verdadeiro servo da bondade, ainda que não seja bom como deseje ser, não fica esperando que os outros deem o primeiro passo. Age com humildade e se oferece para a obra, sem desejar enaltecimento, sem pleitear os lugares de realce, sem se deixar levar pelos brilhos sedutores e falsos das lisonjas humanas, sempre armadilhas edificadas para tirar o trabalhador do caminho certo."
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 35 - A Vergonha de Pilatos
(comentário do espírito Lucius)
A maturidade espiritual dos homens se mede pelas suas reações nos momentos de contrariedade de seus desejos e direitos.
A maturidade espiritual dos homens se mede pelas suas reações nos momentos de contrariedade de seus desejos e direitos.
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 31 - Pilatos e Zacarias - 01
(comentário do espírito Lucius)
O discípulo precisará, um dia, tornar-se mestre de si próprio, fazendo aquilo para o qual se candidatou como aprendiz.
Só então estará capacitado para entender os problemas que seu tutor já conseguia enfrentar, quando lhe passava o conhecimento. Fazer é a ponte indispensável entre o conhecer e o vencer, entre o saber e a sabedoria.
O discípulo precisará, um dia, tornar-se mestre de si próprio, fazendo aquilo para o qual se candidatou como aprendiz.
Só então estará capacitado para entender os problemas que seu tutor já conseguia enfrentar, quando lhe passava o conhecimento. Fazer é a ponte indispensável entre o conhecer e o vencer, entre o saber e a sabedoria.
domingo, 13 de abril de 2014
Sob as Mãos da Misericórdia
Sob as Mãos da Misericórdia:
Veremos, nessa obra, como, apesar da nossa persistência no erro, da nossa obstinação em fazer surdos os ouvidos da alma ao chamado caridoso através do qual o mundo invisível coloca diante de nós a todo instante, seja como o apelo sútil que se faz sentir no íntimo do coração apontando o caminho do bem, seja na palavra oportuna de um amigo, seja nos acontecimentos "inexplicáveis" do dia a dia que parecem apontar nossas vidas para um rumo diferente daquele que pretendíamos seguir por nós mesmos, veremos como a misericórdia divina traça, planeja, tece e alinhava nossos caminhos e os remodela a todo instante, para que nossa experiência de vida seja o menos dolorosa e o mais vitoriosa possível; veremos como a providência não abandona ninguém. Basta que nos deixemos guiar pela retidão da consciência em nossos atos, que a ajuda espiritual, enfim, encontrará portas abertas para agir a nosso favor.
Uma edição sugerida:
Sob as Mãos da Misericórdia
André Luiz Ruiz
pelo Espírito Lucius
Instituto de Difusão Espírita - 4a edição. 2008
André Luiz Ruiz
pelo Espírito Lucius
Instituto de Difusão Espírita - 4a edição. 2008
domingo, 6 de abril de 2014
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 25 - Jesus Ouvindo e Falando aos Setenta - 02
(comentários do espírito Lucius)
Ter o nome escrito no céu é a maior alegria e é a maior premiação que alguém pode ter por estar a serviço do Bem. Nenhuma outra lhe é suficiente e nenhuma outra lhe basta. Quando os verdadeiros cristãos não estiverem mais à cata de postos de direção, nem de colocações que lhes realcem ao personalismo, nem de reconhecimento que lhes exalte o nome com respeito e acatamento nos meios de comunicação; quando os simpatizantes de todas as religiões cristãs em geral, e do espiritismo-cristão, em particular, deixarem de ser cultores do intelectualismo que faz crescer a musculatura da vaidade cultural em detrimento da essência da Boa Nova e assumirem o trabalhho anônimo e desprendido que lhes garanta apenas a inserção de seus nomes nos livros celestes como bons e devotados trabalhadores, aí então terão compreendido a mensagem do Evangelho e poderão ser colocados em tarefas mais importantes do que a de dirigentes de casas de caridade formal, de administradores de cestas de alimentos e de espalhadores de bens, mais preocupados com números e quantidades do que com a qualidade de afeto com que fazem as coisas.
Enquanto isso não é compreendido por muitos dos que tentam se alistar nas linhas do conhecimento espiritual buscando nelas o alimento para a própria vaidade, vai a Boa Nova claudicando na mão de criaturas que dizem ter boa vontade, mas que a exercitam apenas em proveito de si mesmas e de suas ambições pessoais de mando e de supremacia no burgo ou no feudo onde se acham inseridos e que pensam comandar ou dirigir.
Espíritas, escutai Jesus dizendo aos seus seguidores:
"Alegrai-vos por terdes os seus nomes escritos nos céus".
E, modestamente, parafraseando-lhe o conselho, acrescentamos:
Alegrai-vos de que somente Deus, nos céus, conheça as vossas virtudes no anonimato de vossos exemplos e renúncias pessoais nas lutas da vida na Terra.
No céu estará a única recompensa que vale a pena.
Ter o nome escrito no céu é a maior alegria e é a maior premiação que alguém pode ter por estar a serviço do Bem. Nenhuma outra lhe é suficiente e nenhuma outra lhe basta. Quando os verdadeiros cristãos não estiverem mais à cata de postos de direção, nem de colocações que lhes realcem ao personalismo, nem de reconhecimento que lhes exalte o nome com respeito e acatamento nos meios de comunicação; quando os simpatizantes de todas as religiões cristãs em geral, e do espiritismo-cristão, em particular, deixarem de ser cultores do intelectualismo que faz crescer a musculatura da vaidade cultural em detrimento da essência da Boa Nova e assumirem o trabalhho anônimo e desprendido que lhes garanta apenas a inserção de seus nomes nos livros celestes como bons e devotados trabalhadores, aí então terão compreendido a mensagem do Evangelho e poderão ser colocados em tarefas mais importantes do que a de dirigentes de casas de caridade formal, de administradores de cestas de alimentos e de espalhadores de bens, mais preocupados com números e quantidades do que com a qualidade de afeto com que fazem as coisas.
Enquanto isso não é compreendido por muitos dos que tentam se alistar nas linhas do conhecimento espiritual buscando nelas o alimento para a própria vaidade, vai a Boa Nova claudicando na mão de criaturas que dizem ter boa vontade, mas que a exercitam apenas em proveito de si mesmas e de suas ambições pessoais de mando e de supremacia no burgo ou no feudo onde se acham inseridos e que pensam comandar ou dirigir.
Espíritas, escutai Jesus dizendo aos seus seguidores:
"Alegrai-vos por terdes os seus nomes escritos nos céus".
E, modestamente, parafraseando-lhe o conselho, acrescentamos:
Alegrai-vos de que somente Deus, nos céus, conheça as vossas virtudes no anonimato de vossos exemplos e renúncias pessoais nas lutas da vida na Terra.
No céu estará a única recompensa que vale a pena.
sábado, 5 de abril de 2014
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 25 - Jesus Ouvindo e Falando aos Setenta - 01
(comentários do espírito Lucius)
Todo tipo de exploração de fraqueza humana produz, no caminho daquele que se beneficia com ela, a estrada esburacada, lodacenta e escura que o ensinará a refazer o seu estilo de viver.
Explorar o vício, a fraqueza sexual, a fragilidade da ignorância, a falta de cultura e de consciência na escolha, a miséria material ou moral, a fé ou a crendice amedrontando-a com vaticínios infernais, a carência afetiva, enfim, qualquer postura de inferioridade de alguém, significa traição do dever de amparar o mais fraco, ajudar o caído, elevar o necessitado de ajuda, o que representará doloroso resgate no futuro, já que ninguém foge da verdade diante das Leis do Universo.
Da mesma maneira que é culpável por tais excessos, o administrador que vilipendia a moeda dos cofres públicos para seus fins pessoais ou de seu grupo de apoio na manutenção de sua tradição política; da mesma forma que infringem os cânones divinos aqueles que se transformam em indústria de sedução física, atirando encantamentos ou exibindo corpos e formas aos olhares cúpidos e imaturos para o autodomínio; infringem ainda mais profundamente tais padrões do Universo os que se valem das pregações da Verdade do Reino de Deus para convertê-las em indústria arrecadatória de dinheiro, aproveitando-se das necessidades pessoais e transformando os momentos de elevação espiritual em espetáculos que exibem vulgarmente a tragédia pessoal, transformando-a em propaganda do negócio.
O inferno dos pagãos reservava a esses comerciantes da verdade divina o pior dentre todos os sofrimentos. E, se é verdade que na visão do mundo espiritual não se pode mais falar em inferno, no sentido físico da expressão, prevalece para os comerciantes da fé a dura responsabilidade de sofrer as consequência de seus atos, seja do púlpito, do altar, do parlatório ou do palco.
Depois de terem ameaçado a credulidade ingênua com o fogo do inferno para melhor embolsarem vultosas quantias ou de terem pedido provas de amor a Deus através do montante de cheques e de valores, constrangendo os ouvintes a se desfazerem de coisas mediante a promessa de reembolso futuro com outras coisas, os profetas mundanos, traficantes de mercadorias que enriquecem suas vidas à custa de tal comportamento absolutamente divorciado dos Evangelhos, serão profundamente surpreendidos pelo que os espera na vida espiritual. Cortejos de crentes enganados por seus argumentos estarão diante deles, requerendo o cumprimento de suas promessas ou a devolução de seu dinheiro, eis que o negócio não se concretizou na forma prometida. Habitantes da escuridão se levantarão para perseguir os falsos profetas que fizeram a sua jornada através dos interesses pessoais, das negociatas, transformando templos em balcão de transações espúrias.
Essa traição do postulado de Amor ao Próximo com desprendimento representará para o seu agente uma das mais cruéis sentenças, eis que outros tipos de maus exemplos, como os governantes corruptos ou os viciosos e fracos estavam, muitas vezes, apartados das mensagens edificantes da Boa Nova. No entanto, aos sacerdotes de todos os credos que se valeram dela para obtenção dos bens da Terra, nenhuma justificativa se levantará para defendê-los no momento do acerto de contas.
Por isso, para todos nós, vale a pena pensarmos, de vez em quando, que chegará a hora de abandonarmos tudo sobre a Terra e partirmos para reino da Verdade, onde nada fica escondido e onde o mais remoto e secreto sentimento acaba aflorado à vista de todos.
E, se uma secreta angústia o visita ao contato de tal pensamento nesta página e neste momento, pensa em refazer as coisas enquanto é possível.
Ajuste o decote de sua roupa, modifique a importância de seus músculos, retifique os objetivos de seus investimentos, atenue a importância de sua aparência, corrija os equívocos de sua administração, devolva o que não lhe pertence, repare os prejuízos enquanto é tempo. Abdique de ser pedra de tropeço na fé e na vida de seus semelhantes, pois, se não o fizer, não restará compensação suficiente em suas lembranças terrenas para lhe atenuar as aflições espirituais que o aguardam.
A Boa Nova vem resgatar do mal da ignorância as criaturas que podem trilhar o caminho da verdade, desde que tenham a coragem de tomar a iniciativa correta, aproveitando a vida para dela extrair ensinamentos e crescimento para seus espíritos.
Todo tipo de exploração de fraqueza humana produz, no caminho daquele que se beneficia com ela, a estrada esburacada, lodacenta e escura que o ensinará a refazer o seu estilo de viver.
Explorar o vício, a fraqueza sexual, a fragilidade da ignorância, a falta de cultura e de consciência na escolha, a miséria material ou moral, a fé ou a crendice amedrontando-a com vaticínios infernais, a carência afetiva, enfim, qualquer postura de inferioridade de alguém, significa traição do dever de amparar o mais fraco, ajudar o caído, elevar o necessitado de ajuda, o que representará doloroso resgate no futuro, já que ninguém foge da verdade diante das Leis do Universo.
Da mesma maneira que é culpável por tais excessos, o administrador que vilipendia a moeda dos cofres públicos para seus fins pessoais ou de seu grupo de apoio na manutenção de sua tradição política; da mesma forma que infringem os cânones divinos aqueles que se transformam em indústria de sedução física, atirando encantamentos ou exibindo corpos e formas aos olhares cúpidos e imaturos para o autodomínio; infringem ainda mais profundamente tais padrões do Universo os que se valem das pregações da Verdade do Reino de Deus para convertê-las em indústria arrecadatória de dinheiro, aproveitando-se das necessidades pessoais e transformando os momentos de elevação espiritual em espetáculos que exibem vulgarmente a tragédia pessoal, transformando-a em propaganda do negócio.
O inferno dos pagãos reservava a esses comerciantes da verdade divina o pior dentre todos os sofrimentos. E, se é verdade que na visão do mundo espiritual não se pode mais falar em inferno, no sentido físico da expressão, prevalece para os comerciantes da fé a dura responsabilidade de sofrer as consequência de seus atos, seja do púlpito, do altar, do parlatório ou do palco.
Depois de terem ameaçado a credulidade ingênua com o fogo do inferno para melhor embolsarem vultosas quantias ou de terem pedido provas de amor a Deus através do montante de cheques e de valores, constrangendo os ouvintes a se desfazerem de coisas mediante a promessa de reembolso futuro com outras coisas, os profetas mundanos, traficantes de mercadorias que enriquecem suas vidas à custa de tal comportamento absolutamente divorciado dos Evangelhos, serão profundamente surpreendidos pelo que os espera na vida espiritual. Cortejos de crentes enganados por seus argumentos estarão diante deles, requerendo o cumprimento de suas promessas ou a devolução de seu dinheiro, eis que o negócio não se concretizou na forma prometida. Habitantes da escuridão se levantarão para perseguir os falsos profetas que fizeram a sua jornada através dos interesses pessoais, das negociatas, transformando templos em balcão de transações espúrias.
Essa traição do postulado de Amor ao Próximo com desprendimento representará para o seu agente uma das mais cruéis sentenças, eis que outros tipos de maus exemplos, como os governantes corruptos ou os viciosos e fracos estavam, muitas vezes, apartados das mensagens edificantes da Boa Nova. No entanto, aos sacerdotes de todos os credos que se valeram dela para obtenção dos bens da Terra, nenhuma justificativa se levantará para defendê-los no momento do acerto de contas.
Por isso, para todos nós, vale a pena pensarmos, de vez em quando, que chegará a hora de abandonarmos tudo sobre a Terra e partirmos para reino da Verdade, onde nada fica escondido e onde o mais remoto e secreto sentimento acaba aflorado à vista de todos.
E, se uma secreta angústia o visita ao contato de tal pensamento nesta página e neste momento, pensa em refazer as coisas enquanto é possível.
Ajuste o decote de sua roupa, modifique a importância de seus músculos, retifique os objetivos de seus investimentos, atenue a importância de sua aparência, corrija os equívocos de sua administração, devolva o que não lhe pertence, repare os prejuízos enquanto é tempo. Abdique de ser pedra de tropeço na fé e na vida de seus semelhantes, pois, se não o fizer, não restará compensação suficiente em suas lembranças terrenas para lhe atenuar as aflições espirituais que o aguardam.
A Boa Nova vem resgatar do mal da ignorância as criaturas que podem trilhar o caminho da verdade, desde que tenham a coragem de tomar a iniciativa correta, aproveitando a vida para dela extrair ensinamentos e crescimento para seus espíritos.
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sexta-feira, 4 de abril de 2014
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 22 - Reparação e Testemunho
(pelo narrador, Lucius)
(...) submeta-se com Amor aos testes da vida, sem revolta e sem blasfêmias porque, no momento em que tiver aprendido tudo que aquela lição lhe deve oferecer, você já estará preparado para superá-la e, então, ela passará naturalmente.
(...) submeta-se com Amor aos testes da vida, sem revolta e sem blasfêmias porque, no momento em que tiver aprendido tudo que aquela lição lhe deve oferecer, você já estará preparado para superá-la e, então, ela passará naturalmente.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 14 - 01
(Jesus a Josué) (a)
O perdão essencial é o que se ergue de um coração purificado de toda a mágoa e que é tão potente que é capaz de esquecer de onde veio o gesto que o feriu.
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Minhas Notas:
(a) Josué, sem estar entre os doze apóstolos, era um dos setenta discípulos mais próximos, que acompanhavam Jesus em suas pregações.
O perdão essencial é o que se ergue de um coração purificado de toda a mágoa e que é tão potente que é capaz de esquecer de onde veio o gesto que o feriu.
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Minhas Notas:
(a) Josué, sem estar entre os doze apóstolos, era um dos setenta discípulos mais próximos, que acompanhavam Jesus em suas pregações.
terça-feira, 1 de abril de 2014
A Força da Bondade
A Força da Bondade:
A partir deste ponto em que a alucinação coletiva da época fazia os primeiros mártires do cristianismo nascente, a narrativa coloca-nos diante de um vislumbre do mundo espiritual jubiloso, destino daqueles que descobriram dentro de si o caminho da renúncia ao próprio ego, enquanto sacrificaram a própria vida ao exercício do amor ao próximo.
Contrastando com o ambiente celestial em que são recebidos esses seres abnegados, sacrificados unicamente por serem bons, somos apresentados também ao mundo espiritual nauseante e lamacento e às consequências nefastas que o mal produz no próprio espírito de quem com ele compactua. Vimos as figuras de Pilatos, Fúlvia e Sulpício, personagens que semearam o infortúnio de terceiros na última existência corpórea, agora, após desencarnados, em seu estado - cru e sem disfarces - de indigência espiritual, vitimados por atrozes sofrimentos nas zonas umbralinas que circundam a Terra.
No entanto, como a bondade Divina é para todos, no devido tempo, o resgate desses espíritos é realizado, com o auxílio do espírito de Sávio (o mesmo soldado romano que tentara envenenar Pilatos na obra anterior, mas que agora se coloca a serviço de sua recuperação), pelas mesmas entidades luminosas que outrora foram suas vítimas. Nova oportunidade encarnatória é concedida aos personagens que se desviaram do caminho reto, na sua existência anterior, para que aprendam, resgatem os males que fizeram no passado e evoluam, na mesma Roma em que antes estiveram.
Assim vemos Pilatos, Fúlvia, Sulpício, Lucílio e Sávio percorrerem seus novos caminhos no mundo da matéria, num esforço apoiado por espíritos benfeitores, na sua jornada evolutiva. Todos, com suas vidas entrelaçadas no passado, voltam a encontrar-se. O desenrolar da história tem a propriedade de descortinar ante os olhos mais fechados, a realidade inequívoca do livre-arbítrio, da possibilidade que temos, tanto quanto as personagens dessa narrativa, de acelerar a chegada ao futuro espiritual luminoso que aguarda cada um de nós, ou, se assim preferirmos, de permanecermos atolados no charco do egoísmo e das conquistas exclusivamente materiais.
Vale ler e aprender.
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Uma edição sugerida:
A Força da Bondade
Instituto de Difusão Espírita
Pelo espírito Lucius. Psicografado por André Luiz Ruiz
7a edição. 2008
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 12 - Começa a Jornada Apostólica - 01
(Zacarias, abrindo seu coração a Josué, já tocado pelo sentimento evangélico) (a,b)
O hábito que foi se instalando dentro de minha alma, herança de minha criação e de nosso modo de ver a vida, numa raça que tanto preza a arte dos negócios e os ganhos com as transações, representava uma maneira verdadeira e correta de ver o mundo. Para mim, a vida era pautada por essas leis de mercado que enalteciam os lobos e ridicularizavam os cordeiros. Os primeiros eram os capazes e os segundos, os tolos sobre os quais os capazes triunfavam.
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Minhas notas:
(a) Zacarias e Josué encontravam-se entre os setenta discípulos mais próximos de Jesus;
(b) Ainda presencio, nos dias de hoje, a identificação que os seres humanos fazem entre o comportamento bondoso e o tolo, entre o comportamento honesto e a ingenuidade. Não vivemos ainda numa sociedade de lobos, ridicularizando os cordeiros?
O hábito que foi se instalando dentro de minha alma, herança de minha criação e de nosso modo de ver a vida, numa raça que tanto preza a arte dos negócios e os ganhos com as transações, representava uma maneira verdadeira e correta de ver o mundo. Para mim, a vida era pautada por essas leis de mercado que enalteciam os lobos e ridicularizavam os cordeiros. Os primeiros eram os capazes e os segundos, os tolos sobre os quais os capazes triunfavam.
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Minhas notas:
(a) Zacarias e Josué encontravam-se entre os setenta discípulos mais próximos de Jesus;
(b) Ainda presencio, nos dias de hoje, a identificação que os seres humanos fazem entre o comportamento bondoso e o tolo, entre o comportamento honesto e a ingenuidade. Não vivemos ainda numa sociedade de lobos, ridicularizando os cordeiros?
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 06 - Josué e Zacarias - 01
(Zacarias, dirigindo-se a Josué, a respeito do comportamento do povo Judeu perante as mulheres) (a,b)
- Sim, meu amigo querido, tratamos as mulheres com desprezo por causa de um maldito pecado original que as tradições religiosas dizem termos cometido por causa delas, nos tempos do velho Adão. Mas como lhes deixar o peso de terem fracassado nas tentações do fruto proibido nas belezas do jardim do Éden, sem assumirmos nossa culpa nisso também? Por que Eva é culpada por um escorregão e os homens se dão o direito de seguirem escorregando por todos os séculos que vieram depois e nunca se julgam culpados? Quantas quedas os homens cometeram, a quantas tentações se entregaram desde então, quantas mulheres alheias seduziram, quantos filhos engendraram nos ventres inexperientes, envolvidos por suas teias de promessas e benesses jamais cumpridas? Por que a pobre Eva deve merecer o ódio ancestral sem que os homens se dignem conduzir-se por caminhos retos? Será que Eva era o mal exclusivo e o homem o ingênuo companheiro, bonzinho, generoso e enganado cruelmente? Ou será que trazia também o ponto fraco das fragilidades morais que o fizeram aceitar o convite da mulher iludida pelas promessas da serpente? Se fosse melhor do que ela, ter-lhe-ia esclarecido o equívoco e impedido que ela caísse no mal. Se o homem fosse melhor do que a companheira no paraíso, ao invés de ter-lhe seguido os passos claudicantes e aceitado a proposição, trataria de tirar-lhe da idéia o sentido da traição e a educaria para transformá-la para melhor. Todavia, não foi isso o que ele fez. Não se sabe se, encantado pela proibição do fruto ou pelas curvas sedutoras de Eva, o certo é que Adão se demonstrou tão despreparado e censurável quanto a mulher. E o que é mais grave e ninguém fala é o seguinte: Eva foi seduzida pela serpente, que na tradição religiosa seria a corporificação do mal, astuto, experiente nos processos de aliciamento, perigoso inimigo que sabe como conquistar a confiança dos que o escutam. Eva, por mais experiente que fosse, estava diante de um oponente de peso e com conhecimento de sua tarefa de criar ilusões.
Todavia, Adão não passar por este teste difícil. Adão foi envolvido pelas argumentações de Eva, a ingênua criatura que compartilhava com ele das alegrias o paraíso. Assim, podemos perguntar a nós mesmos quem é mais culpado pelo erro: a criança que cai nas tentações e armadilhas que a astúcia produziu em seu caminho como ocorreu com Eva, ou o adulto que se tem em conta de sábio, experiente, sério (como pensamos de nós mesmos, herdeiros de Adão), mas que acaba convencido pela palavra de uma criança e vai com ela em vez de retirá-la do erro?
- Sim, meu amigo querido, tratamos as mulheres com desprezo por causa de um maldito pecado original que as tradições religiosas dizem termos cometido por causa delas, nos tempos do velho Adão. Mas como lhes deixar o peso de terem fracassado nas tentações do fruto proibido nas belezas do jardim do Éden, sem assumirmos nossa culpa nisso também? Por que Eva é culpada por um escorregão e os homens se dão o direito de seguirem escorregando por todos os séculos que vieram depois e nunca se julgam culpados? Quantas quedas os homens cometeram, a quantas tentações se entregaram desde então, quantas mulheres alheias seduziram, quantos filhos engendraram nos ventres inexperientes, envolvidos por suas teias de promessas e benesses jamais cumpridas? Por que a pobre Eva deve merecer o ódio ancestral sem que os homens se dignem conduzir-se por caminhos retos? Será que Eva era o mal exclusivo e o homem o ingênuo companheiro, bonzinho, generoso e enganado cruelmente? Ou será que trazia também o ponto fraco das fragilidades morais que o fizeram aceitar o convite da mulher iludida pelas promessas da serpente? Se fosse melhor do que ela, ter-lhe-ia esclarecido o equívoco e impedido que ela caísse no mal. Se o homem fosse melhor do que a companheira no paraíso, ao invés de ter-lhe seguido os passos claudicantes e aceitado a proposição, trataria de tirar-lhe da idéia o sentido da traição e a educaria para transformá-la para melhor. Todavia, não foi isso o que ele fez. Não se sabe se, encantado pela proibição do fruto ou pelas curvas sedutoras de Eva, o certo é que Adão se demonstrou tão despreparado e censurável quanto a mulher. E o que é mais grave e ninguém fala é o seguinte: Eva foi seduzida pela serpente, que na tradição religiosa seria a corporificação do mal, astuto, experiente nos processos de aliciamento, perigoso inimigo que sabe como conquistar a confiança dos que o escutam. Eva, por mais experiente que fosse, estava diante de um oponente de peso e com conhecimento de sua tarefa de criar ilusões.
Todavia, Adão não passar por este teste difícil. Adão foi envolvido pelas argumentações de Eva, a ingênua criatura que compartilhava com ele das alegrias o paraíso. Assim, podemos perguntar a nós mesmos quem é mais culpado pelo erro: a criança que cai nas tentações e armadilhas que a astúcia produziu em seu caminho como ocorreu com Eva, ou o adulto que se tem em conta de sábio, experiente, sério (como pensamos de nós mesmos, herdeiros de Adão), mas que acaba convencido pela palavra de uma criança e vai com ela em vez de retirá-la do erro?
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:Minhas Notas:
(a) Zacarias e Josué são dois discípulos devotados de Jesus que, embora não estivessem entre os doze apóstolos, faziam parte dos setenta mais próximos que lhe acompanhavam sinceramente os ensinamentos.
(b) Apesar de a história de Adão e Eva fazer parte de uma mitologia religiosa adotada por diversas crenças, entre elas o Judaísmo, o Catolicismo e o Protestantismo, esse diálogo revela preciosa lucidez ao desvendar - sob véu de cinismo que encobre a lenda do "pecado original" - um subterfúgio hipócrita que é ainda hoje alegado para inferiorizar perante o homem o sexo feminino, talvez tão mais próximo, por sua sensibilidade, das qualidades Divinas, do que o masculino que, inundado por testosterona, pouco tem feito desde Adão, para zelar por sua própria elevação espiritual.
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 05 - Zacarias e Jesus - 02
No mar dos egoístas que mandavam vingar-se e consideravam a generosidade do esquecimento como sinal de fraqueza, Zacarias (a) entendeu a beleza do perdão como fortaleza da alma que o tornaria mais íntegro e feliz por dentro.
E bastou encontrar Jesus uma única vez para se deixar seduzir pela beleza daquela nova Verdade que o mais inspirado dos rabinos era incapaz de entrever ou de pronunciar no mais inspirado dos discursos que proferisse.
Parece que Moisés se tornara uma criança rabugenta e caprichosa diante Daquele que surgia como amigo equilibrado, dirigindo os passos dos que o seguiam com respeito e confiança.
Nenhuma exortação belicosa, nenhum momento de brutalidade, nenhuma palavra excludente a criticar isso ou aquilo.
Sem preconceitos, Jesus abraçava leprosos que os Judeus baniam para os vales, recebia prostituas que os mesmos mantinham como seus instrumentos de prazer na calada da noite, explorando suas dificuldades para mantê-las escravizadas aos seus caprichos carnais.
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Minhas Notas:
(a) Zacarias: um dos setenta discípulos que seguiam mais proximamente o Divino Mestre, sem, no entanto estar entre os doze apóstolos. Grande parte da obra "O Amor Jamais te Esquece" trata da história desse espírito iluminado.
domingo, 30 de março de 2014
O Amor Jamais te Esquece - Capítulo 05 - Zacarias e Jesus - 01
(Neste trecho, o autor espiritual - o espírito Lucius - dá esclarecimentos sobre as características da religiosidade do povo Judeu, ao tempo de Jesus)
Povo acostumado às práticas do comércio e extremamente apegado aos trâmites materiais das riquezas, a sua relação com o Divino estava sempre a serviço de sua prosperidade imediata e tinha aí, muitas vezes, o único objetivo.
Assim, a religião pura e venerável que paira acima das conveniências pessoais estava prejudicada nos sentimentos da maioria que a ela se endereçava, tão somente para conseguir vantagens ou posições.
Eram raros os crentes sinceros e desprendidos, seguidores da essência da velha lei de Moisés, representada no seu conteúdo moral pelo decálogo simples e direto.
No emaranhado de ritos e tradições, os sacerdotes judeus e os representantes das casas mais elevadas do povo tratavam de se defender com a invocação de passagens dos livros mosaicos, de onde retiravam todo o tipo de justificativa para corromper princípios elevados, para distorcer deveres morais e para fazer do formalismo estéril a principal causa da religião, graças à qual, poderiam continuar defendendo seus interesses materiais.
A ritualística sobrepujara a simplicidade do contato com a Divindade.
Pela ação solerte dos intérpretes, o povo ia sendo guiado por criaturas mesquinhas e sem elevação de caráter. Tudo era motivo de ganho e de troca e, para isso, os textos eram consultados, espancados, espremidos, torcidos e retorcidos até que atingissem o estado que desejavam os interessados em obter vantagens ou justificar suas atitudes.
O povo sentia tal estado de coisas, ainda que não ousasse se manifestar contra as autoridades que o dirigiam, eis que temia ser considerado infiel e banido ou morto pelos asseclas dos administradores da fé.
Por isso, a presença de Jesus no meio das pessoas humildes era tão acolhida e admirada, já que o Divino Mestre vinha trazendo uma forma muito diferente de relacionamento com Deus.
Sua palavra doce e sensata parecia orvalho novo na face empoeirada dos desesperados, sempre explorados pelos outros religiosos, que não lhes ofereciam nada como consolo e que, ainda por cima, lhes exigiam valores e bens que não detinham, como condição para realizarem alguma intercessão em seu favor.
Povo acostumado às práticas do comércio e extremamente apegado aos trâmites materiais das riquezas, a sua relação com o Divino estava sempre a serviço de sua prosperidade imediata e tinha aí, muitas vezes, o único objetivo.
Assim, a religião pura e venerável que paira acima das conveniências pessoais estava prejudicada nos sentimentos da maioria que a ela se endereçava, tão somente para conseguir vantagens ou posições.
Eram raros os crentes sinceros e desprendidos, seguidores da essência da velha lei de Moisés, representada no seu conteúdo moral pelo decálogo simples e direto.
No emaranhado de ritos e tradições, os sacerdotes judeus e os representantes das casas mais elevadas do povo tratavam de se defender com a invocação de passagens dos livros mosaicos, de onde retiravam todo o tipo de justificativa para corromper princípios elevados, para distorcer deveres morais e para fazer do formalismo estéril a principal causa da religião, graças à qual, poderiam continuar defendendo seus interesses materiais.
A ritualística sobrepujara a simplicidade do contato com a Divindade.
Pela ação solerte dos intérpretes, o povo ia sendo guiado por criaturas mesquinhas e sem elevação de caráter. Tudo era motivo de ganho e de troca e, para isso, os textos eram consultados, espancados, espremidos, torcidos e retorcidos até que atingissem o estado que desejavam os interessados em obter vantagens ou justificar suas atitudes.
O povo sentia tal estado de coisas, ainda que não ousasse se manifestar contra as autoridades que o dirigiam, eis que temia ser considerado infiel e banido ou morto pelos asseclas dos administradores da fé.
Por isso, a presença de Jesus no meio das pessoas humildes era tão acolhida e admirada, já que o Divino Mestre vinha trazendo uma forma muito diferente de relacionamento com Deus.
Sua palavra doce e sensata parecia orvalho novo na face empoeirada dos desesperados, sempre explorados pelos outros religiosos, que não lhes ofereciam nada como consolo e que, ainda por cima, lhes exigiam valores e bens que não detinham, como condição para realizarem alguma intercessão em seu favor.
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Minha nota:
Apesar de referente à situação da religiosidade judaica em tempos remotos, é interessante reparar como esse trecho denota extrema atualidade no que diz respeito à característica inescrupulosa e mercantil como os administradores da fé conduzem a relação com o Divino nos domínios de praticamente todas as crenças religiosas até a atualidade.
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