Pesquisar

Se quiser, digite seu e-mail para receber atualizações deste blogue:
Mostrando postagens com marcador Reforma Íntima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reforma Íntima. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ouçamos - Fonte Viva - Capítulo 153

E logo os chamou. 
(Marcos, 01:20.)


Em alguns círculos do Cristianismo, semelhante passagem, alusiva ao encontro do Senhor com os discípulos, é interpretada simplesmente como um apelo do Cristo ao ministério religioso.

Todavia, podemos imprimir-lhe significado mais amplo.

Em cada situação do caminho, é possível registrar o chamamento celeste.

No templo familiar, onde surgem problemas difíceis...

Ante o companheiro desconhecido, que pede cooperação...

À frente do adversário, que espera entendimento e tolerância...

Ao pé do enfermo, que aguarda assistência e carinho...

À face do ignorante, que reclama socorro  e ensinamento...

Junto à criança, que roga bondade e compreensão...

Por onde formos, Jesus, Mestre silencioso, nos chama ao testemunho da lição que aprendemos.

Nas menores experiências, no trabalho ou no lazer, no lar ou na via pública, eis que nos convida ao exercício incessante do bem.

Nesse sentido, o discípulo do Evangelho encontra no mundo o santuário de sua fé e na Humanidade a sua própria família.

Assinalando, pois, a norma cristã, como inspiração para todas as lides cotidianas, ouçamos a palavra do Senhor em todos os ângulos do caminho, procurando segui-lo com invariável fidelidade, hoje e sempre.

(Fonte Viva, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2013. Federação Espírita Brasileira)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O verbo é criador - Vinha de Luz - Capítulo 97

Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. 
Jesus (Mateus, 15:18)



O ensinamento do Mestre, sob o véu da letra, consubstancia profunda advertência.

Indispensável cuidar do coração, como fonte emissora do verbo, para que não percamos a harmonia necessária à própria felicidade.

O que sai do coração e da mente, pela boca, é força viva e palpitante, envolvendo a criatura para o bem ou para o mal, conforme a natureza da emissão.

Do íntimo dos tiranos, por esse processo, origina-se o movimento inicial da guerra, movimento destruidor que torna à fonte em que nasceu, lançando ruína e aniquilamento.

Da alma dos caluniadores, partem os venenos que atormentam espíritos generosos, mas que voltam a eles mesmos, escurecendo-lhes os horizontes mentais.

Do coração dos maus, dos perversos e dos inconscientes, surgem, com o poder verbalista, os primórdios das quedas, dos crimes e das injustiças; todavia, tais elementos perturbadores não se articulam debalde para os próprios autores, porque dia chegará em que colherão os frutos amargos da atividade infeliz a que deram impulso.

Assim também, a alegria semeada,por intermédio das palavras salutares e construtivas, cresce e dá os seus resultados.

O auxílio fraterno espalha benefícios infinitos, e o perfume do bem, ainda quando derramado sobre ingratos, volta em ondas invisíveis a reconfortar a fronte que o emite.

O ato de bondade é invariável força benéfica, em derredor de quem o mobiliza. Há imponderáveis energias edificantes em torno daqueles que mantêm vivas a chama dos bons pensamentos a iluminar o caminho alheio, por intermédio da conversação estimulante e sadia.

Os elementos psíquicos que exteriorizamos pela boca são potências atuantes em nosso nome, fatores ativos que agem sob nossa responsabilidade, em plano próximo ou remoto, de acordo com as nossas intenções mais secretas.

É imprescindível vigiar a boca, porque o verbo cria, insinua, inclina, modifica, renova ou destrói, por dilatação viva de nossa personalidade.

Em todos os dias e acontecimentos da vida, recordemos com o divino Mestre de que a palavra procede do coração e, por isso mesmo, contamina o homem.

(Vinha de Luz, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2014. Federação Espírita Brasileira)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Na obra de salvação - Fonte Viva - Capítulo 139

Porque Deus não nos tem designado para a ira, mas para a aquisição da salvação por nosso Senhor Jesus Cristo. 
(Primeira epístola de Paulo aos Tessalonicenses, 5:9.)


Por que não somos compreendidos?

Por que motivo a solidão nos invade a existência?

Por que razões a dificuldade nos cerca?

Por que tanta sombra e tanta aspereza em torno de nossos passos?

E a cada pergunta, feita de nós para nós mesmos, seguem-se, comumente, o desespero e a inconformação, reclamando, sob os raios mortíferos da cólera, as vantagens de que nos sentimos credores.

Declaramo-nos decepcionados com a nossa família, desamparados por nossos amigos, incompreendidos pelos companheiros e até mesmo perseguidos por nossos irmãos.

A intemperança mental carreia para nosso íntimo os espinhos do desencanto e os desequilíbrios orgânicos inabordáveis, transformando-nos a existência num rosário de queixas preguiçosas e enfermiças.

Isso, porém, acontece porque não fomos designados pelo Senhor para o despenhadeiro escuro da ira, e sim para a obra da salvação.

Ninguém restaura um serviço sob as trevas da desordem.

Ninguém auxilia ferindo sistematicamente, pelo simples prazer de dilacerar.

Ninguém abençoará as tarefas de cada dia, amaldiçoando-as, ao mesmo tempo.

Ninguém pode ser simultaneamente amigo e verdugo.

Se tens notícia do Evangelho no mundo de tua alma, prepara-te para ajudar infinitamente...

A Terra é a nossa escola e a nossa oficina.

A Humanidade é a nossa família.

Cada dia é o ensejo bendito de aprender a auxiliar.

Por mais aflitiva seja a tua situação, ampara sempre, e estarás agindo no abençoado serviço de salvação a que o Senhor nos chamou.

(Fonte Viva, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2013. Federação Espírita Brasileira)


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Sinal Verde - Capítulo 8 - Ambiente Caseiro

(André Luiz/Chico Xavier: Sinal Verde. 12a reimpressão de bolso. Comunhão Espírita Cristã. Diagramação a partir da 48a edição normal)


A casa não é apenas um refúgio de madeira ou alvenaria, é o lar onde a união e o companheirismo se desenvolvem.

A paisagem social da Terra se transformaria imediatamente para melhor se todos nós, quando na condição de espíritos encarnados, nos tratássemos, dentro de casa, pelo menos com a cortesia que dispensamos aos nossos amigos.

Respeite a higiene, mas não transfigure a limpeza em assunto de obsessão.

Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom humor.

Colabore no trabalho caseiro, tanto quanto possível.

Sem organização de horário e previsão de tarefas, é impossível conservar a ordem e a tranquilidade dentro de casa.

Recorde que você precisa tanto de seus parentes quanto seus parentes precisam de você.

Os pequeninos sacrifícios em família formam a base da felicidade no lar.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Missionários da Luz - Muitas palavras, pouca ação

(Alexandre a André Luiz, em  "Missionários da Luz", de André Luiz, psicografado por Chico Xavier)


"É muito lenta e difícil a transição entre a animalidade grosseira e a espiritualidade superior. Nesse sentido, há sempre, entre os homens, um oceano de palavras e algumas gotas de ação."


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Solidariedade de Companheiro

(Inácio Ferreira, em "Cartas do Dr. Inácio aos Espíritas", psicografado por Carlos A. Baccelli)

Meu amigo, recebi as suas palavras e pude avaliar a sinceridade do que me diz: - "Dr. Inácio, eu não sei o que acontece comigo, que sou tão frágil... Faço, todos os dias, propósito de não mais errar, para, quase todos os dias, cometer os mesmos erros. Sou espírita e tenho vergonha de mim. Como é difícil, meu Deus, vivenciar as lições do Evangelho! Tenho pensado em me afastar das tarefas, considerando que o Espiritismo é uma doutrina pura demais para mim. Por favor, envie-me uma palavra..."

As lutas que você enfrenta, no campo da renovação íntima, são semelhantes às nossas, espíritos que ainda não logramos superar a própria humanidade, nem além da vida no corpo físico. Não se sinta, pois, excluído, em situação pior que a dos outros.

Eu também, meu filho, quando encarnado, resvalava um sem-número de vezes em minhas próprias mazelas. No entanto, o que podia fazer de inteligente, a não ser continuar lutando para me superar?

Você fala em se afastar das atividades doutrinárias. Não faça isso - não faça o jogo daqueles, encarnados e desencarnados, que torcem pelo seu fracasso. O momento é de maior perseverança ainda. Continue, com a determinação possível, no cumprimento do dever e, aos poucos, você vencerá. Não estamos semeando para colher de imediato. A rigor, o nosso plantio diz respeito ao amanhã...

Permita-me transcrever parte de inesquecível preleção de Chico Xavier que, creio, tem a ver com a situação que me é exposta por você. Ele a proferiu em uma daquelas abençoadas reuniões "à sombra do abacateiro". "[...] Quando - disse na oportunidade - a Doutrina Espírita nos alcança, de certo modo, nos sentimos apreensivos e muito alegres ao mesmo tempo - o que parece um paradoxo.

"Começamos a pensar nas nossas inferioridades e começamos a exercer um controle muito grande sobre nós mesmos.

"A Doutrina Espírita pode ser comparada a uma luz que nos foi entregue. Imaginemos uma lâmpada acesa... Sentimos aquela alegria imensa no primeiro momento, uma felicidade muito grande; descobrimos que a vida continua; que estamos a caminho da perfeição... Daí a dois, três dias, a Luz vai nos iluminando e vamos nos conhecendo por dentro, à maneira de uma casa abandonada há séculos... Entramos, então, nesse estado de inquietação, de amargura que não devemos conservar... Precisamos manter a alegria de termos recebido aquela luz e devemos perseverar - ainda mesmo que as imperfeições se avolumem dentro de nós - como quem está reconstruindo a si mesmo...

"Muitos recebem a luz e se encolerizam, enraivecem, humilhados, porque aquela luz mostrou demais as qualidade menos felizes de que a pessoa é portadora. Alguns se entregam à inércia, cruzam os braços... Outros se deixam dominar por um espírito de tristeza, quando essa luz nos convida a trabalhar, mas a trabalhar intensamente por dentro de nós para que possamos, ao invés de apenas recebê-la, irradiá-la em benefício de todos...

"Já ouvimos alguém dizer que os espíritas são companheiros muito tristes, revoltados e que acabam desertando dos seus deveres... Isso acontece quando nós não sabemos acariciar essa luz e pedir a Deus forças para que essa luz nos penetre e nos renove com a nossa alegria da primeira hora, para que possamos prosseguir em frente, trabalhando e servindo sempre com a esperança viva no coração...". (os grifos são do original)

As palavras de nosso Chico têm ou não têm a ver com o conflito que você vivencia, ou melhor, que todo espírita sincero vivencia, objetivando a própria renovação? Qual vulgarmente se diz, ninguém se transforma a toque de caixa... Não fosse o conhecimento que a Doutrina nos faculta sobre nós mesmos - conhecimento superficial, é verdade -, prosseguiríamos ignorando a necessidade de mudança para melhor em nosso mundo interior. O conhecimento espírita é a nossa bênção, e o trabalho, a nossa oportunidade.

O Espiritismo, meu filho, até onde sei, não é uma doutrina para anjos, mas, sim, para as criaturas humanas que desejam, sinceramente, se empenhar em seu aperfeiçoamento. Assim, ainda que seja um único passo por dia, não deixe de caminhar adiante, embora, como nos solicita o Apóstolo, "de joelhos desconjuntados"...

Procure não cair com tanta frequência. Para tanto, agarre-se no que você puder. Mas, se, porventura, cair, não fique no chão se lamentando. Levante-se e retome a caminhada. Use a cabeça e responda-me: se você retroceder e se render de toda às inclinações infelizes, o que lhe sucederá? Tudo há de ficar pior, não é? Há espírito que se utiliza desse expediente, a fim de chantagear as Leis da Vida, na expectativa de que elas o poupem do esforço de ascensão. Ora, sejamos adultos, eu e você. O dinamismo do Universo não se compromete por conta dos que se recusam a acompanhá-lo! Quem fica para trás fica para trás até que, compreendendo a inutilidade de sua rebeldia, tome a decisão de apressar o passo. As coisas funcionam exatamente assim. O que podemos fazer para ajudar aquele que não quer ser ajudado?

Não me interprete mal. Com estas palavras, não estou contemporizando com os seus e os meus erros: estou me solidarizando com as suas lutas que, em essência, são igualmente minhas. A diferença entre elas está apenas na natureza das provas que enfrentamos.

Quanto às críticas, à maledicência, às insinuações, não se importe. A vida se encarregará de dar ocupação aos desocupados, que vivem com censura nos lábios. A seu tempo, haverão de ser requisitados neste ou naquele campo de enfrentamento, onde terão oportunidade de testemunhar os valores que exigem dos outros. Aí, segundo o ditado, eles verão com quantos paus se faz uma canoa...

Conheci um espírita de conduta exemplar, ilibada, mas que era excessivamente moralista. Não bebia, não fumava, não comia carne e não fazia outras coisas mais. Ele costumava dizer: - "Dr. Inácio, eu não entendo como um homem como o senhor pode ser tão agarrado ao vício do cigarro..." O tempo correu. Pai de dois filhos que, é claro, acabaram crescendo, eis que, infelizmente, aconteceu, quando ambos lhe escaparam à tutela: o primeiro, aos 21 anos, começou a beber e a usar maconha - tivemos que interná-lo diversas vezes no Sanatório; a segunda, uma jovem linda, ficou grávida do namorado que, acobertado pela família, fugira, indo morar no Rio de Janeiro... Um dia, eu me encontrei com ele no Mercado Municipal, com o netinho de quase 2 anos no colo. Em pouco mais de 3 anos a vida lhe aplicara uma rasteira fenomenal. Como ele havia mudado!

Então, meu filho, seja humilde, identifique as suas mazelas e nelas não se compraza. Lute, com todas as forças, para adequar-se aos ditames da consciência, mas, por outro lado, não fique se martirizando, como se você não fosse digno de ser espírita. Se ser espírita fosse uma questão de mérito ou elevação espiritual, eu desconfio que sobraria pouca gente...


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Responsabilidade pela Redenção

(palavras de Odilon Fernandes a Inácio Ferreira em "Fundação Emmanuel")

"Não se esqueça de que a redenção espiritual é conquista decorrente do esforço de cada um. É por este motivo que a porta é estreita: a passagem que oferece é individual - o testemunho é individual! Redimir a Humanidade é com Jesus; redimir-nos é conosco..."


terça-feira, 6 de maio de 2014

Momento Evolutivo


Endereços de Paz - Capítulo 8 - Dupla da paz

(pelo espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Súplicas de socorro explodem nos lugares mais recônditos do mundo.
As respostas, no entanto, surgem da própria vida.
A Terra não é prisão de sofrimento eterno. É escola abençoada das almas.

***

Provações violentas enxameiam-te no caminho...
Coragem e paciência.

***
Incompreensões te envolvem a estrada, dificultando-te os passos...
Paciência e coragem

***

Desgostos francamente inesperados aparecem-te de súbito...
Coragem e paciência.

***

Notícias fulminantes esfogueiam-te os ouvidos...
Paciência e coragem.

***

Enfermidades sitiam-te a casa, conturbando-te a vida...
Coragem e paciência.

***

Surpresas amargas te procuram, às vezes, por dentro do próprio lar...
Paciência e coragem.

***

Quando a irritação te ameaçar, tanto quanto puderes, deixa a conversa para depois...
Coragem e paciência.

***

Entes queridos se te transformam em aflitivos problemas...
Paciência e coragem.

***

Conflitos e tentações assomam-te ao pensamento, ameaçando-te a consciência tranquila...
Coragem e paciência.

***

Sejam quais forem os obstáculos que te desafiem, aciona essas duas alavancas da paz, porque a coragem te manterá o coração ligado à fé no Divino Poder que nos rege os dias e a paciência é a luz da esperança que nasce de nós, assegurando-nos a vitória sobre nós mesmos nas lutas edificantes do dia a dia.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Renúncia - Capítulo 1 - 01

Na obra de Deus, a paz sem trabalho é ociosidade com usurpação. Não afastes os olhos do quadro de sacrifícios que nos compete fazer a favor de nós mesmos!

(Alcione a Pólux, no plano espiritual, em conversação que antecede o momento em que este último assume o compromisso reencarnatório)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Do Outro Lado do Espelho - Capítulo 46 - 01

(pelo Espírito Inácio Ferreira - psicografado por Carlos A. Baccelli)

1. Carecemos, todos os dias, trabalhar o nosso íntimo para que não venhamos  a tropeçar nas sombras dos próprios equívocos.

2. O exercício das virtudes esquecidas nos garantirá o equilíbrio na tarefa à qual nos consagramos. O simples hábito de orar, a reflexão, a paciência, a solidariedade, o perdão, a renúncia, o silêncio, as atividades doutrinárias que muitos consideram insignificantes ou menores nas casas espíritas - enfim, o testemunho pessoal da fé no cotidiano, com base em nossa melhoria íntima, deve ser ressaltado entre os companheiros que, por vezes, negam a si mesmos o pão capaz de lhes alimentar o espírito.

3. Quem muito se expõe e não cuida de sua cidadela íntima é mais susceptível à influência das trevas que, não raro, costumam abatê-lo em pleno vôo.

4. Os nossos companheiros de ideal andam excessivamente distraídos de si, olvidando que a Doutrina que se dirige aos modernos gentios do mundo é dirigida primordialmente a nós, que somos chamados à pregação do exemplo - do exemplo que nos defenderá contra o fantasma da ilusão de vidas passadas que nos assombra o subconsciente...

5. A doutrina espírita é fascinante, mas não podemos nos consentir excessivo raciocínio em detrimento da fé.

6. Uma tarefa os torna grandes, não pelo seu tamanho, mas pela maneira com que nos dispomos a cumprir as nossas mais comezinhas obrigações.

-----------------
Minhas notas:

(a) trechos de palestra do espírito do Irmão José dirigida ao espírito de Inácio Ferreira e de Odilon Fernandes.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Mediunidade e Sintonia - Capítulo III - 3 a 10

(Pelo Espírito Emmanuel - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

3. "Acharás o que buscas" - ensina o Evangelho, e podemos acrescentar - "farás o que desejas".

Assim sendo, se te relegas à maledicência, em breve te constituirás em veículo dos gênios infelizes que se dedicam à injúria e à crueldade.

4. Se te deténs na caça ao prazer dos sentidos, cedo te converterás no intérprete das inteligências magnetizadas pelos vícios de variada expressão.

5. Se te confias à pretensa superioridade, sob a embriaguez dos valores intelectuais mal aplicados, em pouco tempo te farás canal de insensatez e loucura.

6. Todavia, se te empenhas na boa vontade para com os semelhantes, imperceptivelmente terás o coração impelido pelos mensageiros do Eterno Bem ao serviço que possas desempenhar na construção da felicidade comum.

7. Observa o próprio rumo para que não te surjam problemas de companhia.

8. Desce à animalidade e encontrarás a extensa multidão daqueles que te acompanham com propósitos escuros, na retaguarda.

9. Eleva-te no aperfeiçoamento próprio e caminharás de espírito bafejado pelo concurso daqueles pioneiros da evolução que te precederam na jornada de luz, guiando-te as aspirações para as vitórias da alma.

10. Examina os teus desejos e vigia os próprios pensamentos, porque onde situares o coração, aí a vida te aguardará com as asas do bem ou com as algemas do mal.


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Sinal Verde - Capítulo 33 - Parte 2 - Hábitos Infelizes

(pelo Espírito André Luis - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Contar piadas suscetíveis de machucar os sentimentos de quem ouve.

Zombar dos circunstantes ou chicotear os ausentes.

Analisar os problemas sexuais seja de quem seja.

Deitar conhecimentos fora de lugar e condição, pelo prazer de exibir cultura e competência.

Desprestigiar compromissos e horários.

Viver sem método.

Agitar-se a todo instante, comprometendo o serviço alheio e dificultando a execução dos deveres próprios.

Contar vantagens, soba a desculpa de ser melhor que os demais.

Gastar mais do que dispõe.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Bhagavad ~ Gîtâ - Capítulo VII - 10 e 11

Vijñana Yoga - Discernimento Espiritual

(a) 10. Eu sou a força dos fortes, livres de toda avidez e paixão. Eu sou o amor puro em todos os seres, que não pode ser proibido por lei alguma.

11. As três qualidades da minha natureza (b): a harmonia, a atividade, e a inatividade, as quais também se manifestam como a luz da verdade, o desejo da paixão e as trevas da ignorância, em Mim têm o princípio e estão em Mim, mas Eu não dependo delas (1).

----------------
Nota do Editor:
(1) Deus é superior à natureza; a natureza não é Deus, mas é uma manifestação da força Divina. Deus está na natureza, mas não se limita a ela.

Minhas notas:
(a) esse texto, como a quase totalidade do Bhagavad Gîtâ, faz parte do discurso filosófico de Krishna, o Deus encarnado, a Arjuna, o homem em desenvolvimento. O Bhagavad Gîtâ é texto fundamental na religião e filosofia hindus. Para saber mais sobre o Bhagavad Gîtâ, clique aqui.

(b) Krishna faz referência às três "gunas" ou qualidades da matéria, a harmonia ou luz da verdade (a guna Sattwa), a atividade ou desejo e paixão (a guna Rajas) e a inatividade ou as trevas e a ignorância (a guna Tamas). Para ver mais sobre as três gunas, clique aqui.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sinal Verde - Capítulo 33 - Parte 1 - Hábitos Infelizes

(pelo Espírito André Luis - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Usar pornografia ou palavrões, ainda que estejam supostamente na moda.

Pespegar tapinhas ou cutucões a quem se dirija a palavra.

Comentar desfavoravelmente a situação de qualquer pessoa.

Estender boatos e entretecer conversações negativas.

Falar aos gritos.

Rir descontroladamente.

Aplicar franqueza impiedosa a pretexto de honorificar a verdade.

Escavar o passado alheio, prejudicando o ferindo os outros.

Comparar comunidades e pessoas, espalhando pessimismo e desprestígio.

Fugir da limpeza.

Queixar-se, por sistema, a propósito de tudo e de todos.

Ignorar conveniências e direitos alheios.

Fixar intencionalmente defeitos e cicatrizes do próximo.

Irritar-se por bagatelas.

Indagar de situações e ligações cujo sentido não possamos penetrar.

Desrespeitar as pessoas com perguntas desnecessárias.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sinal Verde - Capítulo 34 - Sugestões no Caminho

(pelo Espírito André Luis - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Lamentar-se por quê?... Aprender sempre, sim.

Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz (a).

Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos.

Recorde: tudo recebemos de Deus, que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.

A humildade é um anjo mudo.

Tanto menos você necessite, mais terá.

Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor.

Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer.

O tempo é ouro, mas o serviço é luz.

Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.

Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.

A tarefa parece fracassar? Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda à renovação.

----------------
Minhas notas:

(a) O Bhagavad Gîtâ, em grande extensão do seu texto, enfatiza que um dos caminhos para a Realização Espiritual do homem é executar seu dever, mas sem almejar o fruto de sua ação. Ou seja, o trabalho deve ser realizado pelo Amor ao Bem. Da mesma forma que André Luiz, o texto hindu salienta a importância do modo de realizar a ação.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Bhagavad ~ Gîtâ - Capítulo II - 49 a 51

Sankhyia Yoga - A Verdadeira Natureza do Espírito.



49. (a) Por muito importante que seja a tua reta ação, o primeiro lugar pertence sempre ao reto pensamento. Procura, portanto, o teu refúgio na paz e na calma do reto pensar, ó Arjuna (b): porque aqueles que baseiam o seu bem-estar só nas ações, com estas necessariamente perdem a felicidade e a paz, e caem na miséria do descontentamento.

50. Quem atingiu a consciência de yogi (c), é capaz de elevar-se acima dos resultados bons e maus. Esforça-te por atingir esta consciência, porque ela é a chave que abre o mistério da ação.

51. Os sábios, que renunciam mentalmente os frutos possíveis de suas retas ações, libertam-se das cadeias dos renascimentos e se encaminham para a morada eterna.

----------------
Minhas notas:
(a) esse texto, como a quase totalidade do Bhagavad Gîtâ, faz parte do discurso filosófico de Krishna, o Deus encarnado, a Arjuna, o homem em desenvolvimento. O Bhagavad Gîtâ é texto fundamental na religião e filosofia hindus. Para saber mais sobre o Bhagavad Gîtâ, clique aqui.

(b) Arjuna: personagem central do Bhagavad Gîtâ. Representa o homem em desenvolvimento.

(c) Yogi: aquele que se realizou, que atingiu a união com seu Eu divino.


Bhagavad ~ Gîtâ - Capítulo IX - 25

Râja-Vidyâ - Râja-Guhya Yoga - A Sublime Ciência e o Soberano Segredo.

25. (a) Cada um chega ao objeto de sua devoção. Os que adoram os antepassados, com eles morarão. Os que adoram os espíritos inferiores, à sua esfera irão. E aqueles que adoram a Mim, em minha Essência (b), comigo se unirão. (c)

----------------
Minhas notas:
(a) esse texto, como a quase totalidade do Bhagavad Gîtâ, faz parte do discurso filosófico de Krishna, o Deus encarnado, a Arjuna, o homem em desenvolvimento. O Bhagavad Gîtâ é texto fundamental na religião e filosofia hindus. Para saber mais sobre o Bhagavad Gîtâ, clique aqui.

(b) "aqueles que adoram a Mim, em minha Essência": quem fala é Krishna, o Deus encarnado, portanto, a frase se refere àqueles que adoram a Deus.

(c) O Espírito André Luiz, em obra psicografada por Francisco Cândido Xavier faz afirmativa de sentido muito semelhante a essa. Veja essa afirmação, no primeiro parágrafo do capítulo 26 do livro Sinal Verde, clicando aqui.



Sinal Verde - Capítulo 26 - Em torno da Felicidade

(pelo Espírito André Luis - Psicografado por Francisco Cândido Xavier)

Em matéria de felicidade, convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.