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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Esteve Jesus entre os Essênios?



Uma questão que convida à reflexão: Jesus esteve ou não no meio da fraternidade Essênia, com o objetivo de preparar-se para os dias de seu apostolado de Amor Universal?

Se esteve, e com essa finalidade, podemos entrever duas possibilidades:

- a primeira nos ditaria que, mesmo um espírito puro e poderoso, condutor do planeta Terra desde os remotos tempos de sua formação (como nos dão a entender Ramatis e Hercílio Maes em, "O Sublime Peregrino"), mesmo um espírito desse gabarito, uma vez imerso na matéria, seria submetido a tal entorpecimento de sua memória e de suas faculdades psíquicas, que necessitaria de auxílio para que despertasse seu magnífico potencial. O entendimento, nesse caso, é que as cortinas de obscuridade que se antepõe ao espírito encarnado são de tal natureza vigorosas que, mesmo os espíritos da mais alta estirpe, não se furtam ao amortecimento das próprias faculdades espirituais, quando no mundo da carne.

- por outro lado, podemos supor o inverso, ou seja, que a imersão no mundo físico não teria tal capacidade de entorpecimento, se o espírito tivesse estatura espiritual suficiente para permanecer desperto, independente de auxílio externo. Segundo essa hipótese, se Jesus buscou a fraternidade essênia com o objetivo de preparar-se para os seus dias de messianismo terrestre, isto só poderia acontecer se Ele ainda não fosse um espírito de tal estatura espiritual! Por isso necessitaria dos essênios: para auxiliá-lo a fazer o que, por si só, Ele próprio não conseguiria. Nesse caso, teríamos de admitir um Jesus bem menos adiantado espiritualmente do que a alma sublime rememorada por Ramatis e Hercílio Maes.

Por outro lado, se admitirmos que Jesus não esteve entre os Essênios, o raciocínio mais simples, nos dirá, então, que se assim o foi, é porque Jesus não precisou desse auxílio. Que guardou em si, desde a juventude, a majestade daquele Reino que proclamava e que não era deste mundo.

Algumas fontes afirmam, no entanto, que os Essênios eram depositários de uma coleção de documentos originais, repletos da antiga sabedoria, inclusive textos escritos por Moisés, livres das adulterações posteriores, introduzidas pelos interesses materiais da classe sacerdotal hebreia. Achados arqueológicos recentes põem a descoberto manuscritos encontrados em grutas nas proximidades do mar morto, de certa forma, corroborando essa hipótese.

Se Jesus esteve entre os essênios para consultar manuscritos originais antes de defrontar-se com a enraizada intransigência farisaica de seu tempo, é algo que não lhe diminui em nada a grandeza espiritual.

Duas fontes psicográficas muito conhecidas apresentam versões diametralmente opostas sobre a interferência essênia na vida de Jesus. Vejamo-las:

O Cristo e os Essênios

(Em "A Caminho da Luz", por Emmanuel/Chico Xavier. Federação Espírita Brasileira. 37a edição. 2008)

Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há quem veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas, antes do seu messianismo de amor e de redenção. As próprias  esferas mais próximas da Terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos espíritos estudiosos e desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da Humanidade, a respeito do Salvador de todas as criaturas.

O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.

Harpas Eternas

(por Hilarión de Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez. Editora Pensamento. Volume I. 6a edição, 2000; Volume II. 1a edição, 1996; Volume III. 1a edição, 1993; Volume IV. 1a edição, 1993.)

Harpas Eternas (para detalhes, CLIQUE AQUI), trata da vida do Homem-Luz e trata a fraternidade essênia como organização que efetivamente teria cumprido a tarefa de auxiliar o Mestre a despertar suas faculdades psíquicas, além, é claro, de dar-lhe amplo acesso à documentação da qual era depositária.

Mas, que posição tomar?

Ser espírita, como ser Cristão, inclui - para bem como para conhecer a Verdade - livrar-se de dogmas e de conceitos que não coadunam com o raciocínio transparente.

Ser espírita, como ser Cristão, muita vez nos impulsiona a ler, a estudar, a pesquisar e não aceitar nenhuma obra como Santa ou Sagrada apenas porque esta ou aquela personalidade eminente assim o diz, ou porque esta ou aquela religião assim o estabelece.

Ser espírita, como ser Cristão, é, sob o burilamento incessante da razão, trazer a pedra bruta dos dogmas ancestrais à conformação esplêndida do diamante lapidado da Verdade.

No entanto, a Verdade nem sempre está ao alcance do nosso buril.

Mesmo assim, ser Espírita, como ser Cristão, é, ao lado de tantas bênçãos, a felicidade de não ter de aceitar nenhuma ideia pré-concebida que nos fuja ao crivo da razão; é a possibilidade de pensar paralelamente às escrituras do mundo, inclusive aos mais ilustres textos do espiritismo e do cristianismo, a par de que Jesus não ensinou com nenhum livro de dogmas sob suas mãos...




sábado, 4 de julho de 2015

Harpas Eternas

Harpas Eternas:



Entre as crônicas a respeito da vida de Jesus, existem aquelas que adquiriram maior notoriedade por haverem sido incluídas entre os textos ditos "canônicos" na coleção que conhecemos por "Bíblia".

Esses textos, no entanto, deixam lacunas consideráveis sobre a personalidade, os ensinamentos, a vida, o contexto histórico, a família e as demais personagens que secundaram a passagem do Divino Mestre por nosso planeta. Chega a nós, através desses relatos, algo a respeito de seu nascimento, uma ou duas breves passagens sobre sua infância e, depois, há uma lacuna de duas décadas, quando, então, o "Filho de Deus" ressurge para uma curta permanência entre os hebreus até o término de seus dias de espírito encarnado, no alto do monte "Gólgota", que todos conhecemos.

"Harpas Eternas" é uma obra que pretende preencher diversas dessas lacunas. Sua narrativa detalhada aborda fatos sucedidos desde antes do nascimento do Profeta Nazareno até os 40 dias após o martírio e o sacrifício, no Calvário.

Nessa coleção de quatro volumes, a personalidade luminosa do Homem-Amor é apresentada ao leitor como se este estivesse assistindo a um artista, à medida que ele pinta uma tela. A alma alegre, amorosa e iluminada do enviado de Deus, vai, do nascimento ao desencarne, tomando posse gradativa de todas as suas incomparáveis faculdades psíquicas, como se ornasse, aos poucos, com novas cores e novos tons, a pintura de beleza inefável que foi sua passagem por entre nós, ainda, em nossa maioria, aparentemente distantes de o haver compreendido.

Não tenho dúvidas de que o maior tesouro que nos oferece a obra, é o estreitamento de nossa relação com essa alma sublime que se entregou à imolação por amor à humanidade.

Em "Harpas Eternas" vemos claramente a dedicação da vida messiânica de Jesus a dois objetivos que são, na verdade, um só:

1) colocar à luz do sol as inúmeras adulterações que, no correr dos séculos e na escuridão das trevas, a classe sacerdotal farisaica, cega pela cobiça e pelo poder, havia introduzido como ervas daninhas no terreno aprazível em que deveria frutificar a "lei" de Moisés, verdadeira e simples, resumida no decálogo do Sinai e;

2) substituir essa montanha de prescrições dogmáticas cultuadas até hoje, mas que não visavam, senão, encher de ouro e poder os representantes do Sinédrio judaico, por um único e poderoso ensinamento:

- AMA A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

Mas, como se isso não bastasse, a narrativa é recheada, ainda, de numerosas informações que são como presentes para o espírito investigativo: adentra-se, em pormenores, no mundo da fraternidade Essênia; são tecidas, em minúcias, as relações de afeto entre o Homem-Deus, seus familiares e as pessoas que o amaram e que Ele amava mais ainda, bem como o papel decisivo dessas pessoas no desenrolar dos fatos que chegaram até nós através dos relatos canônicos; é desembaralhado, ante nossos olhos, o intricado panorama político-religioso que resultava na opressão do povo hebreu pelo invasor romano de um lado, mas também pelo seu próprio poder religioso, corrompido, ganancioso e hipócrita, de outro; aclara-se a paisagem dos humores e da perspectiva histórica do povo oprimido que desejava um Messias-Rei, que o libertasse dos poderes tiranos que o dominavam, sem conseguir alcançar as palavras do Mestre, que repetidamente afirmava não ser o Seu reino deste mundo; desvenda, com absoluta clareza, os interesses vis e mundanos responsáveis pelos fatos que culminaram com a crucificação do Filho de Deus...

Harpas Eternas, além de procurar descerrar o véu que de certa forma encobre de mistério os acontecimentos da vida do Homem-Luz, também nos oferece uma visão muito mais próxima e humanizada de personagens que povoam como de relance os evangelhos canônicos. Esse é caso das personalidades de Maria de Nazaré e José, seu esposo, de José de Arimatéia, de Nicodemos, dos chamados "reis magos" (Melchior, Gaspar e Baltazar), de Maria de Mágdalo, a castelã (ou Maria Madalena), entre muitos outros.

Tudo isso e muito mais nos é dado como instrumento para a reflexão.

Agora podemos perguntar de onde virá tanta informação "não oficial"? Por que não nos foi revelada antes? Ela é confiável?

O espírito Hilaríón de Monte Nebo, que psicografa através da médium Josefa Rosalía Luque Alvarez, responde. Sua fonte, afirma, são os "Arquivos da Luz Eterna". Essa é uma referência que o espírito faz ao que, no oriente, no esoterismo e na teosofia é conhecido como "Akasha" ou "Akasa". Esses termos referem-se a registros vivos de tudo que acontece em toda parte. Cada folha que cai, cada ação humana, cada pensamento emitido, tudo isso seria gravado a fogo nesse arquivo intangível que os espíritos que chegaram a um nível de evolução compatível poderiam acessar. E esses arquivos não são lidos, mas, sim, vivenciados pelo consulente, que, então, conhece tudo o que se passou, bem como cada pensamento e cada sentimento envolvidos.

Cabe a nós leitores, somando essas a outras informações das quais disponhamos, analisar e refletir, meditar e buscar, através do Filho, o reencontro com o Pai.

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Edições utilizadas neste blogue:

Harpas Eternas - Volume I
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
6a edição, 2000.

Harpas Eternas - Volume II
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1996.

Harpas Eternas - Volume III
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1993.

Harpas Eternas - Volume IV
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1993.




segunda-feira, 8 de junho de 2015

Santa Aliança - Os sete ensinamentos iniciais

(Os sete ensinamentos que poderiam ser dados a conhecer às massas que se aproximassem voluntariamente dos núcleos da "Santa Aliança" (1), em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Volume III. Editora Pensamento. São Paulo. 9a edição. 2012)


1 - A imortalidade da alma humana, e seu progresso constante através de múltiplas existências físicas, com o fim de conquistar sua própria felicidade;

2- A Suprema Potência, Deus, é o Bem, é o Amor, é a Justiça, e gravou na própria essência da alma humana o princípio eterno que é a sua única Lei: "Não faças a outro o que não queres que te façam." As dores, os males, as chamadas desgraças ocorridas às criaturas, nãos são castigos dessa Suprema Potência. São apenas conseqüências das transgressões do homem à Divina Lei, não apenas na vida presente, como também numa anterior.

3- Para a Suprema Potência - Deus - não existem seres privilegiados, porque essa afirmação seria uma negação do Amor e da Justiça Divina, a derramar-se por igual sobre toda criatura emanada d'Ele. Há unicamente o Bem, atraído e conquistado através do acerto e da retidão no modo de pensar e de agir.

4- A alma humana é livre para agir bem ou mal. Se age de acordo com o bem, conquista o bem. Se age de acordo com o mal, atrai o mal.

5- A morte destrói tão-só o corpo material, e dá liberdade ao espírito, que continua vivendo ligado, através do Amor, aos que foram em vidas físicas seus afins, amigos ou familiares, aos quais continua prestando apoio e cooperação em toda obra de bem e de justiça. São os anjos tutelares mais íntimos dos quais falam todas as religiões.

6- Sofrimento eterno não existe nem pode existir, porque a eternidade é somente de Deus, que é Bem Supremo, e tudo, absolutamente tudo, há de voltar para Ele. O próprio sofrimento na vida física, continua depois da morte apenas temporariamente, até que a Inteligência sofredora tenha compreendido a causa e aceito os efeitos como meios de reparar o mal causado.

Uma vez reparados os efeitos causados pela má ação praticada, a alma continua seu eterno caminho com maiores facilidades e luzes, em razão da experiência adquirida.

7- Sendo Deus, Amor Supremo, que só pela expansão de seu Amor dá vida a tudo quanto existe, sem nada pedir nem esperar de suas criaturas a não ser que sejam eternamente felizes, deduz-se que as faltas contrárias ao Amor devem ser as que atraem para a alma mais dolorosas conseqüências. Em compensação, as obras de Amor, grandes ou pequenas, são as que atraem maior progresso, maior conhecimento e mais felicidade.

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Minhas Notas:

(1) "Santa Aliança" é o nome dado à associação de pessoas, lideradas por Jesus desde o início de sua vida adulta, a partir dos 21 anos de idade, e cuja função, segundo o Mestre, seria a de difundir entre a população de diversas regiões do mundo, os princípios da Sabedoria Divina, para que o conhecimento da Eterna Verdade libertasse corações e almas das ilusões impostas pela vida material.

Muitos daqueles que se vinculavam à Santa Aliança, no entanto, eram hebreus que esperavam, erroneamente, dessa instituição de fins espirituais e amorosos, que fosse a organização beligerante que os libertaria do jugo romano através das armas e da guerra.



terça-feira, 26 de maio de 2015

Reconstruir


"Reconstruir, através  da fraternidade e do amor, tudo o que o homem destrói, é e será sempre a obra que salvará a humanidade."

(Jesus, em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Volume III. Editora Pensamento. São Paulo. 9a edição. 2012)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

A maior obra!

(Jesus aos 20 anos de idade, a Faqui, um jovem egípcio, ante a grandiosidade do templo de Jerusalém. Fonte: "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)



(...) a alma de um homem justo é um templo muito mais digno de Deus que toda esta riqueza que aqui vemos. Maior obra que a de Salomão fazemos nós quando consolamos uma alma humana que sofre, quando elevamos seu nível moral, quando afastamos os obstáculos que impedem seu caminho para a luz, quando despertamos nela o desejo da verdade, de conhecimento e de sabedoria.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Lei muito pequena e muito simples...

(Diálogo entre Jesus e um comandante Romano a quem curara, aos 21 anos de idade. Fonte: "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)



- Nunca pensastes que há um Deus Supremo, Senhor de todas as coisas? - Perguntou Jesus.

- Quero conhecer a lei do teu Deus, Jesus - disse novamente o romano.

- É muito pequena e muito simples:

"Faze com o teu próximo como queres que seja feito contigo. Ama a todos os teus semelhantes; não odeies jamais a ninguém."

- Isto é tudo?

- Tudo, absolutamente.


segunda-feira, 11 de maio de 2015

A Simplicidade do Cordeiro

(Jesus, a Melchior, uma dos três personagens que ficaram conhecidas como "os três reis magos". Esse diálogo deu-se durante expedição ao Egito, aos 21 anos de idade de Jesus. Fonte: "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)



"Vens seguindo-me desde o berço, juntamente com os grandes amigos Gaspar e Baltasar, até o ponto de haverdes arriscado vossas preciosas vidas por mim.

Tudo isso porque uma voz interior que não silencia nunca vos disse que em mim estaria feita carne a promessa do Senhor para Israel. Se estais ou não com a verdade, somente o tempo dirá. Entretanto, eu não sou mais que um jovem buscador da verdade, que aspira encher sua vida com obras de bem, de justiça e de amor para com os seus semelhantes."


domingo, 26 de abril de 2015

O despertar...



(O Essênio Melkidesec, em reunião em que participava Jesus, então com 18 anos de idade, José de Arimatéia, Nicodemos, Nicolás de Damasco e outros anciãos Essênios. Em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)

"Acontece que a inquietação espiritual por saber a verdade(a) de todas as coisas vem quando o espírito humano ultrapassou a linha divisória entre o consciente desperto e o consciente adormecido. Quando a consciência é despertada para a Eterna e Divina Realidade, já não há nada que a detenha em sua ascensão aos planos elevados, onde há Luz.

Entretanto, quando o consciente ainda está adormecido, não pensa por si mesmo, pois está à vontade, aceitando o que os outros pensaram e sugeriram à Humanidade, quer por ignorância ou talvez porque a julgaram demasiado nova para compreender a verdade em toda sua amplidão soberana."

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(a) o texto da tradução para a língua portuguesa está grafado da seguinte maneira:

"Acontece que a inquietação espiritual por saber a vontade de todas as coisas..."

Como essa frase não tem sentido, consultando-se o original em espanhol, encontra-se:

"Es que la inquietud espiritual por saber la verdad de todas las cosas..."


O Conto da Fonte


(José de Arimatéia, no monte Tabor, em reunião em que participava Jesus, então com 18 anos de idade, Nicodemos, Nicolás de Damasco e anciãos Essênios. Em "Harpas Eternas", de Hilarión do Monte Nebo/Josefa Rosalía Luque Alvarez, Editora Pensamento. São Paulo. 11a edição. 2011)

"Dois homens chegam à fonte para beber. A linfa cristalina e serena reflete suas imagens no límpido da superfície. Ajoelham-se sobre o musgo e inclinam a cabeça até tocar com os lábios a água e bebem. Chegam em seguida outros, montados em animais e, para não molestarem-se em apear, entram com eles, removendo o lodo do fundo, e a água se torna turva.

- Que água mais desagradável a desta fonte! - exclamam eles.

Assim ocorre também com a Divina Sabedoria, fonte de Luz e Verdade eternas. Muitos se aproximam para beber, mas nem todos chegam a Ela com a túnica limpa, e muitos chegam montados nos animais das paixões, dos egoísmos humanos e dos preconceitos que trouxeram de outros ambientes e de outras ideologias."