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sexta-feira, 3 de março de 2017

O Cacho de Bananas

( Do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama. 22a edição. 2014. Livraria Allan Kardec Editora)


Chico foi instado para entrar em certa residência nos arredores de Pedro Leopoldo. Os donos da casa, vivendo vida descuidada, sem oração e vigilância, desejavam conversar com o médium.

Chico atendeu-os. Ao entrar, viu sobre a mesa um lindo cacho de banana-maçã, justamente as de que mais gostava... Desejou, pelo pensamento, que lhe oferecessem uma, pelo menos. Mas a conversa veio sobre um assunto sério e o desejo foi esquecido.

Quando conseguiu atender às consultas dos irmãos visitados, olhou para a porta da rua e viu dois espíritos galhofeiros. Um deles dizia:

- Vamos entrar e comer estas bananas - O outro atendeu e ambos entraram, Comeram as bananas e saíram...

Surpreso pelo acontecido, o Chico pediu a Emmanuel uma explicação. E seu querido guia explicou-lhe:

- Isso acontece com as casas cujos moradores não oram nem vigiam. Agora, essas bananas, desvitaminadas, apenas farão mal aos que as comerem, em virtude de se acharem impregnadas de fluidos pesados. Têm razão os nossos irmãos protestantes, quando oram às refeições, porque sabem, por intuição, que no ato simples da alimentação, no lar, reside a nossa defesa. A nossa oração aí, além do mais, é um ato de agradecimento ao Pai por tudo que nos concede: atrairemos, com ela, a Sua bênção para o que comemos e para o nosso domicílio.

E vieram-nos à lembrança as belas páginas que André Luiz escreveu num de seus instrutivos livros com relação à oração e aos bons assuntos de conversa e leitura, nos atos de dormir e das refeições como medidas felizes para comermos bem, dormirmos bem e acordarmos bem.


terça-feira, 28 de junho de 2016

A oração que ilumina

(conversação entre Alfredo a André Luiz, num posto de socorro espiritual em "Campo de Paz". Por ocasião da Segunda Guerra Mundial. Em "Os Mensageiros", de André Luiz/Chico Xavier)



- Nestes tempos, contudo - observou Alfredo, bondosamente -, a prece é uma luz mais intensa no coração dos homens. Bem se diz que a estrela brilha mais fortemente nas noites sem luz. Imaginem que, para iniciar providências de recepção aos desencarnados em desespero, já fui, mais de uma vez, aos serviços de assistência na Europa. Há dias, em missão dessa natureza, fomos, eu e alguns companheiros, aos céus de Bristol. A nobre cidade inglesa estava sendo sobrevoada por alguns aviões pesados de bombardeio. As perspectivas de destruição eram assustadoras. No seio da noite, porém, destacava-se, à nossa visão espiritual, um farol de intensa luz. Seus raios faiscavam no firmamento, enquanto as bombas eram arremessadas ao solo. A chefia da expedição recomendou nossa descida no ponto luminoso. Com surpresa, verifiquei que estávamos numa igreja, cujo recinto devia ser quase sombrio para o olhar humano, mas altamente luminoso para nossos olhos. Notei, então que alguns cristãos corajosos reuniam-se ali e cantavam hinos. O Ministro do Culto lera a passagem dos Atos, em que Paulo e Silas cantavam à meia noite, na prisão, e as vozes cristalinas elevavam-se ao Céu, em notas de fervorosa confiança (1). Enquanto rebentavam estilhaços lá fora, os discípulos do Evangelho cantavam, unidos, em celestial vibração de fé viva. Nosso chefe mandou que nos conservássemos de pé, diante daquelas almas heróicas, que recordavam os primeiros cristãos perseguidos, em sinal de respeito e reconhecimento. Ele também acompanhou os hinos e depois nos disse que os políticos construiriam os abrigos antiaéreos, mas que os cristãos edificariam na Terra os abrigos contra as trevas.

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Nota:

(1) Referência a Atos dos Apóstolos, 16: 16-26.