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Mostrando postagens com marcador Lindos Casos de Chico Xavier. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 16 de março de 2017

O Hábito de Fumar

( Do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama. 22a edição. 2014. Livraria Allan Kardec Editora)


Um irmão, que fumava 100 cigarros por dia, pediu um conselho ao espírito de Emmanuel sobre o hábito pernicioso a que entregava, e o mentor espiritual atendeu-o, exclamando:

- Melhoremos a nós mesmos, meu filho.

Disse o consulente que desejava um conselho mais direto.

- Fume menos...

- Ora essa! O que desejo é uma resposta positiva...

Emmanuel, então, endereçou-lhe as seguintes palavras:

- Meu amigo, entre fumar e não fumar, é melhor não fumar. Entretanto, se você pretende fazer alguma coisa pior, continue fumando...


sexta-feira, 3 de março de 2017

O Cacho de Bananas

( Do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama. 22a edição. 2014. Livraria Allan Kardec Editora)


Chico foi instado para entrar em certa residência nos arredores de Pedro Leopoldo. Os donos da casa, vivendo vida descuidada, sem oração e vigilância, desejavam conversar com o médium.

Chico atendeu-os. Ao entrar, viu sobre a mesa um lindo cacho de banana-maçã, justamente as de que mais gostava... Desejou, pelo pensamento, que lhe oferecessem uma, pelo menos. Mas a conversa veio sobre um assunto sério e o desejo foi esquecido.

Quando conseguiu atender às consultas dos irmãos visitados, olhou para a porta da rua e viu dois espíritos galhofeiros. Um deles dizia:

- Vamos entrar e comer estas bananas - O outro atendeu e ambos entraram, Comeram as bananas e saíram...

Surpreso pelo acontecido, o Chico pediu a Emmanuel uma explicação. E seu querido guia explicou-lhe:

- Isso acontece com as casas cujos moradores não oram nem vigiam. Agora, essas bananas, desvitaminadas, apenas farão mal aos que as comerem, em virtude de se acharem impregnadas de fluidos pesados. Têm razão os nossos irmãos protestantes, quando oram às refeições, porque sabem, por intuição, que no ato simples da alimentação, no lar, reside a nossa defesa. A nossa oração aí, além do mais, é um ato de agradecimento ao Pai por tudo que nos concede: atrairemos, com ela, a Sua bênção para o que comemos e para o nosso domicílio.

E vieram-nos à lembrança as belas páginas que André Luiz escreveu num de seus instrutivos livros com relação à oração e aos bons assuntos de conversa e leitura, nos atos de dormir e das refeições como medidas felizes para comermos bem, dormirmos bem e acordarmos bem.


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Vendo mais além..

( Do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama. 22a edição. 2014. Livraria Allan Kardec Editora)


Em fins de 1945, o irmão Agostinho João de Deus adquirira malária. E foi a Pedro Leopoldo pedir ao Chico uma receita. Chico o atendeu prontamente. Na receita vinha o medicamento ATEBRINA (1). E, ao entregar-lhe a receita, considerou:

- Agostinho, este remédio é alemão e, em virtude da guerra mundial, está muito escasso nas farmácias. - Pensou um pouco e, como quem procurava ver mais além, concluiu:

- Mas você vai encontrá-lo numa das farmácias de Sabará, que ainda possui meia dúzia dele...

Agostinho agradeceu ao Chico e partiu... Em Belo Horizonte procurou-o em várias drogarias e farmácias e não o encontrou. Chegando a Sabará, foi incontinenti procurá-lo. E, de fato, numa das três farmácias existentes, encontrou meia dúzia de vidros de ATEBRINA...

Tomou-o e, graças a Deus, com um só vidro, ficou curado.

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Notas:

(1) Atebrina: droga anti-malárica desenvolvida nos anos 30 e muito utilizada durante a segunda guerra mundial. Descontinuada nos dias atuais.

(2) É interessante observar o paralelismo entre este episódio e pelo menos três narrativas evangélicas, em que a mesma capacidade de conhecer o que está fora do alcance dos olhos físicos é demonstrada por Jesus.

A primeira referência é de Lucas (a), 5: 1-5

"Certa vez em que a multidão se comprimia ao redor dele para ouvir a palavra de Deus, à margem do lago de Genesaré, viu dois pequenos barcos parados à margem do lago; os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. Subindo num dos barcos, o de Simão, pediu-lhe que afastasse um pouco da terra; depois, sentando-se ensinava do barco às multidões.

Quando acabou de falar, disse a Simão: 'Faze-te ao largo; lançai vossas redes para a pesca'. Simão respondeu: 'Mestre, trabalhamos a noite inteira sem nada apanhar; mas, porque mandas, lançarei as redes'. Fizeram isso e apanharam tamanha quantidade de peixes que suas redes se rompiam."

Depois vemos em Marcos, 11: 1-4 (também em Mateus, 21: 1-7 e Lucas, 19: 29-32):

"Ao se aproximarem de Jerusalém, diante de Betfagé e de Betânia, perto do monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos, dizendo-lhes: 'Ide ao povoado que está à vossa frente. Entrando nele, encontrareis imediatamente um jumentinho amarrado, que ninguém montou ainda. Soltai-o e trazei-o. E se alguém vos disser: Por que fazeis isso?, dizei: O Senhor precisa dele, e logo o mandará de volta. Foram, e acharam um jumentinho amarrado na rua junto a uma porta, e o soltaram."

E ainda em Mateus, 17: 24

"Quando chegaram a Cafarnaum, os coletores da didracma (b) aproximaram-se de Pedro e lhe perguntaram: 'Vosso mestre não paga a didracma?' Pedro respondeu: 'Sim'. Ao entrar em casa, Jesus antecipou-se-lhe, dizendo: 'Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra tributos ou impostos? Dos seus filhos ou dos estranhos? Como ele respondesse 'Dos estranhos', Jesus lhe disse: 'Logo, os filhos estão isentos. Mas para que não os escandalizemos, vai ao mar e joga o anzol. O primeiro peixe que subir segura-o e abre-lhe a boca. Acarás aí um estáter (c). Pega-o e entrega-o a eles por mim e por ti.'"

(a) As referência ao novo testamento, acima, foram transcritas da "Bíblia de Jerusalém", Paulus Editora. São Paulo. Brasil. 1a edição (2002), 9a reimpressão (2013).
(b) Didracma: Impostoo antual e pessoal para cobrir as necessidades do templo (Notas dos tradutores da "Bíblia de Jerusalém")
(c) Estáter: moeda grega antiga, cunhada em ouro ou prata.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

A Lição dos Chuchus

( Do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama. 22a edição. 2014. Livraria Allan Kardec Editora)


Dona Maria Pena, que era viúva do Raimundo, irmão do Chico, julgava que este era um mão aberta...

Não era muito crente do dar sem receber. E, certa manhã, em que, sobremodo, sentia a missão do médium, que muito estimava, disse-lhe.

- Chico, não acredito muito nas suas teorias de servir, de ajudar, de dar e dar sempre, sem uma recompensa. Não vejo nada que você receba em troca do que faz, do que dá, do que realiza...

- Mas tudo quanto fazemos com sinceridade e amor no coração, Deus abençoa. E sempre que distribuímos, que damos com a direita sem a esquerda ver, fazemos uma boa ação e, mais cedo ou mais tarde, receberemos a resposta do Pai. Pode crer que quem faz o bem, além de viver no bem, colhe o bem.

- Então, vamos experimentar. Tenho aqui dois chuchus. Se alguém aqui aparecer, vou lhe dar e quero ver se, depois, recebo outros dois...

Ainda não acabara de falar, quando a vizinha do lado esquerdo, pelo muro, chama:

- Dona Maria, pode me dar ou emprestar uns dois chuchus?

Daí a instante, sem que pudesse refazer-se da surpresa que tivera, a vizinha do lado direito, também pelo muro, ofereceu quatro chuchus a Dona Maria.

Meia hora depois, a vizinha dos fundos pede a Dona Maria uns chuchus e esta a presenteia com os quatro que ganhara.

A vizinha da frente, quase em seguida, sem que soubesse o que acontecia, oferece à cunhada do nosso querido médium, oito chuchus.

Por fim, já sentindo a lição e agindo seriamente, Dona Maria é visitada por uma amiga de poucos recursos econômicos.

Demora-se um pouco, o tempo bastante para desabafar sua pobreza.

À saída, recebe, com outros mantimentos, os oito chuchus...

E dona Maria diz para o Chico:

- Agora quero ver se ganho dezesseis chuchus, era só o que faltava para completar essa brincadeira...

Já era tarde.

Estava na hora de regressar ao serviço e Chico partiu, tendo antes enviado à prezada irmã um sorriso amigo e confiante, como a dizer-lhe: - "Espere e verá".

Aí pelas dezoito horas, regressou o Chico à casa.

Nada havia sucedido com relação aos chuchus...

Dona Maria olhava para o Chico com ar de quem queria dizer: "Ganhei ou não?"

Às vinte horas, todos na sala, juntamente com o Chico, conversavam e nem se lembravam mais do caso dos chuchus, quando alguém bateu à porta.

Dona Maria foi atender. Era um senhor idoso, residente na roça.

Trazia no seu burrinho pequenos presentes para Dona Maria, em retribuição às refeições que sempre lhe dava, quando vinha à cidade.

Colocou à porta um pequeno saco.

Dona Maria abriu-o nervosa e curiosamente.

Estava repleto de chuchus...

Contou-os: sessenta e quatro. Oito vezes mais do que havia, ultimamente, dado...

A graça, em forma de lição, excedia à expectativa, era mais do que esperava.

E daí por diante, Dona Maria compreendeu que aquele que dá sempre recebe mais.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Paz crescente e guerra pouca


Pouco depois do episódio da "Água da Paz", Chico Xavier recebeu a mensagem abaixo, primeira comunicação do poeta vassourense Casimiro Cunha:

"Meu amigo, se desejas
Paz crescente e guerra pouca,
Ajuda sem reclamar
E aprende a calar a boca."

( Do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama. 22a edição. 2014. Livraria Allan Kardec Editora)


quinta-feira, 21 de julho de 2016

A Água da Paz

( Do livro "Lindos Casos de Chico Xavier", de Ramiro Gama. 22a edição. 2014. Livraria Allan Kardec Editora)


Em torno da mediunidade, improvisavam-se, ao redor do Chico, acesas discussões.

É, não é. Viu, não viu.

E o médium sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido.

Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre desanimado e aflito.

Certa feita, o espírito de Dona Maria João de Deus (1) compareceu e aconselhou-lhe:

- Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.

O médium, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada.

Ao fim de duas semanas, comunicou à genitora desencarnada o fracasso da busca.

Dona Maria sorriu e informou:

- Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O médium baixou os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.

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Minha notas:

1) Dona Maria João de Deus: mãe de Chico Xavier. Apesar de desencarnada, mantinha contato com o filho através de sua mediunidade.