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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III - 6 e 7 - Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai



Destinação da Terra, Causa das misérias terrenas

6. Muitos se admiram de que haja tanta maldade na Terra e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana é uma coisa muito triste. Esse julgamento provém do ponto de vista acanhado em que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa ideia do conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração. Com efeito, a espécie humana compreende todos os seres dotados de razão que povoam os inumeráveis mundos do Universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de um lugarejo em relação à de um grande império. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a designação da Terra e a natureza dos seres que a habitam.

7. Faria dos habitantes de uma grande cidade ideia completamente falsa quem os julgasse pela população de seus bairros mais ínfimos e sórdidos. Num hospital, só se vêem doentes e estropiados; numa penitenciária, vêem-se reunidas todas as torpezas, todos os vício; nas regiões insalubres, a maioria dos habitantes são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciária, uma região insalubre, pois ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrepujam os prazeres, já que não se mandam para o hospital os que se acham com boa saúde, nem para as casa de correção os que não praticaram mal algum, visto que nem os hospitais, nem as casas de correção são lugares de delícias.

Ora, assim como numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a Humanidade inteira. E, do mesmo modo que saímos do hospital quando estamos curados, e da prisão quando cumprimos a pena, o homem deixa a Terra por mundos mais felizes, quando está curado de suas enfermidades morais.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Felicidade


O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XI - 13 - Amar o Próximo como a si Mesmo

A fé e a caridade

13. Disse-vos há pouco, meus queridos filhos, que a caridade, sem a fé, não basta para manter entre os hoemens uma ordem social capaz de os tornar felizes. Deveria ter dito que a caridade é impossível sem a fé. É, certo que podeis encontrar impulsos generosos em pessoas sem religião. Mas, essa caridade austera, que só se pratica com a abnegação, por um constante sacrifício de todo interesse egoístico, somente a fé pode inspirá-la

Sim, meus filhos, é em vão que o homem ávido de prazeres procure iludir-se sobre o seu destino na Terra, pretendendo que deva ocupar-se unicamente com a sua felicidade. Certamente, Deus nos criou para sermos felizes na eternidade; entretanto, a vida terrena deve servir apenas ao nosso aperfeiçoamento moral, que se adquire mais facilmente com o auxílio dos órgãos físicos e do mundo material. Sem levar em conta as vicissitudes ordinárias da vida, a diversidade dos gostos, dos pendores e das necessidade, é esse também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando-vos na caridade. Com efeito, só a poder de concessões e sacrifícios mútuos podeis manter a harmonia entre elementos tão diversos.

No entanto, tereis razão se afirmardes que a felicidade se acha destinada ao homem nesse mundo, desde que a busqueis no bem e não nos prazeres materiais. A história da cristandade fala de mártires que se encaminhavam alegres para o suplício. Hoje, na vossa sociedade, para serdes cristãos, não há necessidade do holocausto do martírio, nem do sacrifício da vida, mas única e exclusivamente o sacrifício do vosso egoísmo, do vosso orgulho e da vossa vaidade. Triunfareis, se a caridade vos inspirar e a fé vos orientar. - Espírito protetor. (Cracóvia, 1861.)