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segunda-feira, 10 de julho de 2017

A Sabedoria Antiga - Capítulo 4 - O Plano Mental - Parte 04

Capítulo IV - O Plano Mental - Parte 04

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Passemos, agora, ao estudo do Pensador (a) e seu veículo, tal como se encontram no homem vivo sobre a terra. Designemos com o nome de "corpo mental" o corpo cuja consciência está revestida e condicionada às quatro subdivisões inferiores do plano mental. Este corpo é constituído por combinações da matéria das mesmas subdivisões.

Quando uma nova encarnação se prepara, o Pensador, o Indivíduo, que é a alma humana verdadeira (cuja afirmação será explicada no fim deste capítulo), faz irradiar uma porção de sua energia em vibrações que tecem em torno de si um invólucro de matéria retirado das quatro subdivisões inferiores de seu próprio plano. A matéria atraída corresponde à natureza das vibrações mais rápidas, e tomam forma sob sua influência. As combinações mais grosseiras respondem às vibrações mais lentas; como um fio metálico que vibra espontaneamente em resposta a outro fio tendo o mesmo peso e a mesma tensão, mas que permanece mudo no meio de notas de fios diferentes, a matéria das diversas ordens ajusta-se e acomoda-se a diversos gêneros de vibrações. A natureza do corpo mental com que o Pensador se envolve será exatamente determinada pelas vibrações por ele emitidas. E este corpo é chamado "mental inferior", porque é constituído pelo Pensador, revestido da matéria das subdivisões inferiores do plano mental e sujeito às condições desta matéria em suas operações ulteriores.

Todas as energias sutis demais para mover esta matéria, excessivamente rápidas para dela obter uma resposta, não poderão exprimir-se através dela. O Pensador é, pois, forçosamente limitado, condicionado, reduzido às suas próprias expressões. É esta a primeira das prisões em que se encerra durante a sua vida na terra. E enquanto essas energias atuam nele, permanece ele excluído do seu mais elevado mundo, porque suas atenções se dirigem para o exterior, e sua vida é projetada com ele do corpo mental inferior, muitas vezes designado pelos termos de estojo, veículo, roupagem - expressões que têm por fim fazer compreender que o Pensador não é o corpo mental, mas forma este corpo e dele se serve para exprimir tudo que pode executar de si mesmo na região do mental inferior.

É necessário não esquecer que as energias do Pensador, continuando o seu processo de exteriorização, atraem em seguida, em torno de si, a matéria mais grosseira do plano astral para formar o seu corpo astral, e que, durante a sua vida na carne, as energias, manifestadas através das vibrações inferiores da matéria mental, são tão facilmente convertidas por ele em vibrações mais lentas, sincrônicas com as da matéria astral, que os dois corpos vibram continuamente em harmonia, interpenetrando-se um ao outro. Quanto mais grosseiras são as combinações de matérias assimiladas pelo corpo mental, tanto mais esta união se torna íntima, de tal modo que os dois corpos são às vezes classificados conjuntamente ou mesmo considerados como um veículo único (1). Quando abordarmos o estudo da reencarnação veremos que este fato em uma importância capital.

O tipo do corpo mental que a alma engendra em sua descida a uma encarnação nova é determinado pelo grau de evolução alcançado por ela mesma.

Assim como fizemos no estudo do corpo astral, poderemos examinar sob o ponto de vista do corpo mental três tipos de homem diversamente evoluídos: a) um indivíduo não evoluído; b) um indivíduo de desenvolvimento médio; c) um homem espiritualmente desenvolvido.

a) No indivíduo não evoluído, o corpo mental é pouco perceptível, porque é representado, apenas, por uma pequena quantidade de matéria mental sem organização precisa, tirada sobretudo das mais baixas subdivisões do plano. A influência que recebe é quase exclusivamente dos corpos inferiores. As tormentas astrais desencadeadas pelo contato dos objetos sensíveis determinam nele vibrações ainda pouco intensas. Quando não é estimulado por estas vibrações astrais, permanece inerte; e responde com indolência à excitação. Não possui interiormente nenhuma atividade definida: somente os choques do mundo exterior podem despertar uma resposta distinta. E tanto mais concorrem para o seu progresso quanto mais violentos forem, pois cada vibração que emitem apressa o desenvolvimento embrionário do corpo mental. Os prazeres tumultuosos, a cólera, o ódio, o sofrimento, o terror, todas as paixões, que produzem turbilhões intensos no corpo astral, suscitam fracas vibrações na matéria do corpo mental. Estas vibrações provocam um começo de atividade na consciência mental, e a conduzem gradualmente a acrescentar alguma atividade própria às impressões recebidas de for. Já vimos que o corpo mental é tão ligado com o astral como se ambos agissem como um corpo único. Mas as faculdades mentais nascentes dão às paixões astrais uma certa força e uma certa qualidade, que absolutamente não aparecem quando estas paixões agem como forças puramente animais. As impressões sobre o corpo mental são mais permanentes que as produzidas sobre o astral, e o mental as reproduz conscientemente. Assim começam a memória e a faculdade da imaginação. Esta faculdade se organiza gradualmente, à medida que as imagens do mundo exterior atuam sobre a substância do corpo mental e modelam a substância mental à sua própria semelhança. Estas imagens, nascidas dos contatos dos sentidos, atraem em torno delas a matéria mental mais grosseira, e podem ser reproduzidas à vontade pelos poderes nascentes da consciência. Esta reserva de imagens acumuladas tende a estimular a atividade gerada interiormente mediante o desejo de experimentar ainda uma vez mais, por meio do órgãos exteriores, as vibrações que deixaram uma recordação agradável e evitar as que provocaram um sofrimento.

O corpo mental começa desde então a excitar o corpo astral, e a reanimar nele os desejos que no animal dormitam enquanto não são despertados por uma excitação física. Eis  por que encontramos no homem pouco evoluído uma contínua preocupação de gozos não observados nos animais: a cobiça, a crueldade, uma astúcia que o reino inferior absolutamente não conhece. Os poderes nascentes do pensamento, adstritos ao serviço dos sentidos, fazem do homem um bruto infinitamente mais perigoso e mais feroz que qualquer animal, e as mais profundas e sutis forças inerentes ao espírito-matéria mental emprestam à natureza passional uma violência e uma acuidade que não encontramos nas espécies inferiores. Mas estes excessos trazem em si mesmos, graças aos sofrimentos de que são a causa, o germe de sua própria correção.Estas experiências penosas agem sobre a consciência, despertando nela imagens novas, com as quais a imaginação trabalha. A consciência é assim levada a resistir a certas vibrações que lhe chegam do mundo exterior por intermédio do seu corpo astral.

Começa a desenvolver sua vontade reprimindo os transportes e impulsos das paixões, em vez de lhes dar livre curso. Estas vibrações de resistência, uma vez postas em jogo, atraem do corpo mental combinações mais sutis de matéria mental, e levam-no ao mesmo tempo a expulsar as combinações mais grosseiras que vibram em resposta às notas passionais que agitam o corpo astral.

Graças a esta luta entre as vibrações provocadas pelas imagens passionais e as vibrações contrárias devidas à reprodução imaginativa de pesadas experiências dolorosas, o corpo mental se desenvolve. Começa a adquirir uma organização nítida, exercendo uma iniciativa cada vez maior diante das atividades exteriores. Se a vida terrestre é usada para armazenar experiências, a vida intermediária é empregada em assimilá-las, como veremos em detalhe no capítulo seguinte. De sorte que, em cada nova volta à Terra, o Pensador fica de posse dum estoque mais considerável de faculdades para a construção de seus corpo mental. Assim o homem não evoluído, cuja inteligência é escrava de suas paixões, se transforma em um homem medianamente evoluído, cuja inteligência é um campo de batalha - campo de batalha onde as paixões e os poderes mentais lutam com probabilidades diversas, com forças mais ou menos iguais. Durante este tempo, o homem evolui gradualmente para o completo domínio da sua natureza inferior.

b) - No homem medianamente evoluído, o corpo mental tem dimensões maiores. Revela já uma certa organização e encerra proporções suficientes de matéria tirada da segunda, terceira e quarta subdivisões do plano mental. A lei geral que preside toda a construção do corpo mental, assim como sua transformação, poderá ser aqui estudada com proveito, embora ainda se baseie no mesmo princípio que os reinos inferiores nos mostraram em suas operações no mundo físico e astral. O exercício desenvolve, mas a inércia atrofia e acaba por destruir. Cada vibração suscitada no corpo mental determina uma modificação em seus elementos constituintes. Na região afetada, a matéria que não pode mais vibrar em uníssono é rejeitada e substituída por matérias convenientes, tiradas das reservas verdadeiramente inesgotáveis que se encontram ao redor. Quanto mais um conjunto de vibrações se repete, tanto mais se desenvolve a região do corpo mental afetada; daí, seja dito de passagem, o mal em fazer uma especialização exagerada das energias mentais. Este erro de método na utilização das forças determina um desequilíbrio, um desenvolvimento desigual do corpo mental. Há tendência à pletora na região continuamente excitada e tendência à atrofia nas outras regiões talvez tão importantes. O ideal a alcançar é um desenvolvimento geral, harmonioso e proporcional. Para isto, é necessária uma análise calma de si mesmo, assim como uma adaptação precisa dos meios aos fins visados.

O conhecimento desta lei permite explicar certas experiências bem conhecidas e fazer nascer a esperança dum progresso infalível. Quando um estudo novo é empreendido, ou quando uma profunda mudança se opera para mais alta moralidade na existência, as primeiras  etapas são eriçadas de dificuldades e, por vezes, o esforço é abandonado porque os obstáculos parecem insuperáveis. No início de um novo empreendimento mental qualquer, todo o automatismo do corpo mental se mete de permeio. Estes materiais, acostumados a vibrar de certa maneira, não podem adaptar-se a novas impulsões. O primeiro passo da empresa consiste essencialmente em despender esforços que, a princípio, nada conseguem modificar, porque não provocam no corpo mental vibrações concordantes.

Estes esforços são apenas a preliminar indispensável de toda a vibração harmônica, porque tendem a expelir do mental os antigos materiais refratários, para nele incorporar combinações simpáticas. Durante este tempo não se é consciente de nenhum progresso, apenas tem-se consciência de que os esforços são frustrados, pois vêm chocar a resistência inerte que encontram.

Mas no fim de algum tempo, persistindo, os materiais ulteriormente atraídos começam a entrar em ação, e os esforços são um pouco melhor recompensados.

Finalmente, quando todos os materiais antigos são expulsos e os novos já funcionam, o homem sente que seus desígnios estão sendo bem sucedidos. O período verdadeiramente crítico está no começo. Mas se tivermos confiança na lei - tão infalível em suas operações como todas as outras leis da natureza - e se renovarmos com persistência os nossos esforços, devemos ser necessariamente bem sucedidos. O conhecimento deste fato pode servir-nos de estímulo no meio das atribulações que, sem isto, nos deixariam nas garras do desespero.

Eis, pois, como o homem medianamente desenvolvido pode prosseguir os seus esforços, descobrindo com alegria que, à medida que resiste firmemente às solicitações de sua natureza inferior, estas perdem o poder sobre ele, porque expulsa de seu corpo mental todos os materiais capazes de dar lugar a vibrações afins. O corpo mental consegue gradualmente não encerrar senão as combinações mais sutis das quatro subdivisões inferiores do plano mental; torna-se então de forma irradiante e admiravelmente belo.

c) - O homem espiritualmente desenvolvido.

Deste corpo, todas as combinações mais grosseiras já foram eliminadas, de forma que os objetos dos sentidos aí não encontram mais materiais capazes de responder simpaticamente às suas vibrações. (Vimos que o mesmo se passa no corpo astral correspondente.) Este corpo mental não encerra senão as notas mais sutis, combinações pertencentes a cada uma das quatro divisões do mundo mental inferior; demais, as substâncias do terceiro e quarto subplanos preponderam sobre as dos dois primeiros. Esse corpo é, pois, sensível a todas as operações superiores do intelecto, às impressões delicadas das artes elevadas, às puras vibrações das emoções sublimes. Um tal corpo permite ao Pensador que dele se reveste exprimir-se muito mais plenamente na região mental inferior, como também nos mundos astral e físico. Seus materiais são capazes de responder a uma muito mais extensa escala de vibrações e as impulsões vidas do alto modelam-no em um organismo mais nobre e mais sutil. Tal corpo está rapidamente se tornando capaz para reproduzir todas as vibrações emitidas pelo Pensador, vibrações estas suscetíveis de expressão nas subdivisões inferiores do plano. O Ego possuirá então um instrumento perfeito de que tem necessidade para desempenhar cabalmente seu papel na região mental inferior.

Uma compreensão muito nítida da natureza do corpo mental seria o bastante para modificar enormemente a educação moderna, tornando-a muito mais útil ao Pensador do que o é atualmente. As características gerais deste corpo dependem das vidas anteriores do Pensador na Terra, fato de que podemos convencer-nos intimamente quando tivermos estudado a reencarnação e o karma. O corpo é constituído no plano mental, e os seus materiais dependem das qualidades que o Pensador em si mesmo acumulou como resultado de suas experiências passadas, Tudo o que a educação pode fazer é proporcionar estimulantes externos de forma a despertarem as faculdades úteis que o Pensador já possui; ao mesmo tempo, deve procurar atrofiar e extirpar as más tendências. Provocar a manifestação de faculdades intatas e não sobrecarregar a memória com uma massa de fatos, tal é o fim duma educação verdadeira. A memória não tem necessidade de ser cultivada como uma faculdade distinta; porque a memória depende da atenção, isto é, a concentração firme de pensamento sobre um determinado assunto que se estuda, bem como da afinidade natural entre este assunto e a inteligência da criança. Se o assunto agrada, isto é, se a inteligência tem aptidões neste sentido, a memória não faltará desde que a atenção seja mantida firme. Eis por que a educação deveria cultivar o hábito de uma firme concentração, duma atenção inabalável, e ser dirigida de acordo com as faculdades inatas da criança.

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Nota:

(a) Pensador: o homem, designado pelo seu atributo mental, por sua capacidade de pensar.

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Nota da autora:

(1) Assim, o teosofista falará de Kama-Manas, significando a mente atuando dentro da natureza-desejo e cooperando com ela, interagindo com a natureza animal. Os seguidores da filosofia Vedanta classificam os dois juntos e falam do Ser como agindo no manomayakosha (veste formada pela mente inferior, emoções e paixões). Os psicólogos europeus fazem dos "sentimentos" uma secção de sua divisão tripartite da "mente", e incluem tanto as sensações como as emoções nos sentimentos.

sábado, 29 de abril de 2017

A Sabedoria Antiga - Capítulo 4 - O Plano Mental - Parte 03

Capítulo IV - O Plano Mental - Parte 03

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As três subdivisões superiores do plano mental são o habitat do Pensador (a), que reside ou numa ou noutra destas subdivisões, conforme seu grau de evolução. A imensa maioria em diversos graus de evolução vive no mais baixo destes três níveis. Um número de almas, comparativamente restrito e altamente intelectual habita o segundo nível. Empregando uma frase mais aplicável ao plano físico do que ao mental, diremos que o Pensador sobe a este segundo nível quando a matéria mais sutil desta região torna-se nele preponderante, predispondo-o para esta mudança necessária. Não há naturalmente "ascensão" propriamente falando, nem mudança de lugar. Apenas o Pensador começa a perceber as vibrações desta matéria sutil,que despertam em si uma resposta e o obrigam a emitir forças que fazem vibrar as partículas mais tênues.

É indispensável que o estudante se familiarize com o fato de que seu progresso na escada da evolução não implica nenhuma mudança de lugar, mas o torna simplesmente cada vez mais apto para receber impressões. Todas as esferas estão em torno de nós, quer sejam astral, mental, búdica, nirvânica ou mesmo de mundos ainda mais altos, até a vida suprema de Deus. Nenhuma necessidade temos de mover-nos para as encontrar. Estão aqui mesmo. Mas a nossa pesada irreceptividade nos separa delas mais eficazmente do que o fariam milhões de léguas de simples espaço. Não somos conscientes senão do que nos afeta, daquilo que provoca vibrações em nós, como resposta. À medida que nos tornamos mais receptivos, que em nós mesmos organizamos a matéria mais fina, entramos em contato com esferas cada vez mais sutis. Quando, pois, falamos de ascensão dum nível a outro, queremos dizer que tecemos nossas vestimentas com materiais cada vez mais sutis, e que podemos receber através delas emissões dos mundos mais elevados. E interpretando ainda melhor, mais profundamente, diremos que o Ego, no recesso íntimo de todos os invólucros, faz emergir seus poderes divinos, que, estando latentes ao estado ativo, emitem para o exterior sua vibrações mais sutis.

O Pensador que atingiu este segundo nível tem plena consciência de tudo que o rodeia, e possui a memória do seu passado. Conhece os corpos com que se reveste, por meio dos quais está em contato com os planos inferiores; pode agir sobre estes corpos em largo grau e mesmo, dirigi-los. Prevê as dificuldades e os obstáculos que o esperam, resultado duma conduta negligente em vidas passadas, e então se esforça para lhes infundir a necessária energia para a execução de sua tarefa. Sua atividade reitora, como veículos ou instrumentos dóceis da individualidade, é por vezes sentida pela consciência inferior, que rompe todas as resistências e impõe ao ser um linha de conduta cujas razões nem sempre aparecem claramente à visão confusa dos veículos astral e mental. Homens que executaram grandes ações prestam às vezes testemunhos, afirmando terem estado conscientes duma força interior irresistível que os impelia, colocando-os na impossibilidade de agir de modo diferente. É que agiram então como homens reais. O Pensador, o homem interior, agiu conscientemente através de seus corpos, que se comportaram, nesse momento, como veículos ou instrumentos dóceis da individualidade. À medida que a evolução se fizer, todos atingirão tais altos poderes.

No terceiro nível, o mais elevado da região superior do plano mental, residem os "Egos" dos Mestres e dos Iniciados, que são seus chelas. Os Pensadores que aqui habitam têm a matéria desta região preponderando em seus corpos. É do seio desta região, foco das mais sutis energias mentais, que os Mestres fazem sentir à humanidade sua influência benfazeja, derramando, como ondas, nas regiões inferiores, o ideal sublime, o inspirado pensamento, as aspirações para uma fé sincera, bem como todas as forças espirituais e intelectuais de que o homem tem necessidade. Cada força saída desta região luminosa irradia em todas as direções; e as almas mais pobres e mais puras são também as mais prontas a receber tais influências providenciais.

Uma descoberta se apresenta subitamente ao espírito do sábio, investigador paciente dos segredos da natureza; uma melodia nova encanta o ouvido de um grande músico; a solução de um problema longo tempo meditado ilumina o espírito do filósofo sublime; uma energia nova de esperança e amor vem revigorar o coração do filantropo infatigável. Ainda que os homens se julguem abandonados e sem assistência, suas frases, tais como "este pensamento ocorreu-me", "a ideia me veio", "a descoberta espocou", inconscientemente testificam a verdade que o Eu interno conhece, embora escape aos olhos físicos.

VER PRÓXIMO CAPÍTULO >>>

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Nota:

(a) Pensador: o homem, designado pelo seu atributo mental, por sua capacidade de pensar.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A Sabedoria Antiga - Capítulo 4 - O Plano Mental - Parte 02

Capítulo IV - O Plano Mental - Parte 02

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A essência elemental do plano mental é formada pela Mônada no estágio de sua descida, que precede imediatamente à entrada no mundo astral, e constitui, nas quatro subdivisões inferiores do plano mental, o Segundo Reino Elemental. As três subdivisões superiores, o "sem forma", são ocupadas pelo primeiro reino elemental. O pensamento produz, nesta essência elemental superior, irisações brilhantes, lampejos coloridos, relâmpagos de um fogo vivo, sem se incorporar em formas definidas. A essência elemental toma, por assim dizer, sua primeira lição de atividade orgânica, de ação combinada, mas não assume ainda limitações definidas das formas.

Nas duas grandes divisões do plano mental vivem inumeráveis Inteligências, cujos corpos inferiores são formados por matéria luminosa e da essência elemental do plano - Seres Resplandecentes que dirigem a evolução da ordem natural, guiam legiões de entidades inferiores das quais já falamos, e que estão por sua vez submetidos, em suas múltiplas hierarquias, aos Senhores Soberanos dos sete elementos (1). São seres, como facilmente se percebe, dum vasto conhecimento, de imenso poder, esplêndidos em seu aspecto; criaturas resplandescentes, formadas por mil nuanças de arco-íris, de cores celestes e cambiantes. Possuidores duma majestade real, respiram uma energia calma, expressão de uma força à qual não se pode resistir. Aqui se apresenta ao espírito a descrição do grande vidente cristão, quando fala de um poderoso Arcanjo: "Trazia em sua cabeça um arco-íris; seu rosto assemelhava-se ao Sol, e seus pés a colunas de fogo (2)". Suas vozes são "como som de muitas águas", como um eco da harmonia das esferas. São os guias da ordem natural; dirigem legiões imensas de elementos do mundo astral, de tal sorte que suas coortes, a cada instante, executam sua missão, auxiliando os processos da natureza com uma regularidade e precisão infalíveis.

No plano mental inferior, encontram-se numerosos chelas (a), trabalhando em seu corpo mental (3), libertos por algum tempo de sua vestimenta física.

Quando o corpo está mergulhado em sono profundo, o Pensador, o homem real, pode separar-se dele a fim de trabalhar livre de seus entraves, nessas regiões superiores. De lá, agindo diretamente sobre a esfera mental de seus semelhantes, sugerindo-lhes bons pensamentos, pode ajudá-los mais eficaz e mais rapidamente do que através da prisão do corpo físico. Percebe mais claramente as necessidades deles e pode, por consequência, vir em seu auxílio duma maneira mais perfeita. É este o seu privilégio mais alto e sua maior alegria: vir em auxílio dos seus irmãos que lutam, sem terem este conhecimento do serviço recebido e a menor ideia do braço poderoso que os ajudou a levantar o fardo da voz doce que, silenciosamente, os consola nas suas aflições.

Sem ser visto nem reconhecido, trabalha no entanto ajudando os amigos e os inimigos, com a mesma alegria e liberdade, derramando entre os homens correntes de forças benfazejas, enviadas pelos grandes Assistentes das esferas mais altas.

Encontramos também, às vezes, nesta região, as formas gloriosas dos Mestres, embora residam em geral numa subdivisão mais elevada do mundo "sem forma". Outros Grandes Seres ainda aí descem em certas épocas, quando uma missão de compaixão requer concurso num plano tão inferior.

Entre as mentes que funcionam conscientemente neste plano, humanas ou não (b), quer estejam em um corpo ou não, a comunicação é praticamente instantânea, porque se produz com "a rapidez do pensamento". As barreiras do espaço perderam seu poder de separação, e para entrar em contacto com outra alma, basta dirigir sua atenção sobre ela. Não somente a comunicação é rápida, mas igualmente completa, se as almas estão, mais ou menos, no mesmo grau de evolução. Aqui não há palavras que entravem  ou retardem as comunicações. Todos os pensamentos fluem de um a outro, ou mais exatamente talvez, cada um vê o pensamento tal como é concebido pelo outro. As verdadeiras barreiras entre as almas são as diferenças de evolução existentes entre elas. A alma menos evoluída não compreende nem conhece, na alma mais evoluída, o que aí se poderia perceber; e é evidente que unicamente a mais evoluída tem consciência desta limitação, pois a outra apenas recebe o que pode conter. Quanto mais evoluída for uma alma, mais tem consciência de tudo que a rodeia, e mais se aproxima das realidades. Mas o plano mental tem também seus voos de ilusão, não devemos esquecer nunca, embora muito menos numerosos e mais translúcidos que os do mundo físico. Cada alma está sempre envolta em sua própria atmosfera mental, e como todas as impressões devem atingi-la através desta atmosfera, são todas mais ou menos coloridas. A alma está tanto menos ao sabor das ilusões quanto mais transparente for esta atmosfera, quanto mais pura e menos colorida for pela personalidade.
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Notas da Autora:
(1) Estes seres são os Arupas Devas e os Rupa Devas dos hindus e budistas, os "Senhores dos Céus e da Terra" dos zoroastrianos, os Arcanjos e Anjos dos cristãos e maometanos.

(2) Apocalipse X, 1.

(3) Corpo ordinariamente chamado Mayavi Rupa ou corpo ilusório, quando organizado para agir independentemente no mundo mental.

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Minhas Notas

(a) chela: aprendiz de uma escola espiritual. Discípulo de um Mestre espiritual. Termo utilizado na Índia.

(b) mentes "humanas ou não": evidentemente que a autora considera a possibilidade de existir mentes "não humanas". Essa concepção parece ser quase hegemônica entre as diversas correntes espiritualistas da humanidade, mas, pessoalmente, não a considero racional. Se Deus, sendo perfeito e justo, há de conhecer o melhor caminho evolutivo para a perfeição, porque criaria caminhos alternativos?


domingo, 13 de dezembro de 2015

A Sabedoria Antiga - Capítulo 4 - O Plano Mental - Parte 01

Capítulo IV - O Plano Mental - Parte 01

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Como seu nome indica, o plano mental é o domínio próprio da consciência trabalhando como pensamento. É o plano da mente, não quando funciona por intermédio do cérebro, mas quando atua em seu próprio mundo, liberta dos entraves do espírito-matéria (a) físico.

Esse mundo é o mundo do homem real.

A palavra inglesa man (homem) provém da raiz sânscrita man, raiz do verbo sânscrito que significa "pensar". Assim, man (homem) significa pensador. O homem é designado por seu atributo mais característico: a mente.

Em inglês apenas encontramos uma única palavra mind para designar ou a própria consciência intelectual ou os efeitos produzidos no cérebro físico pelas vibrações desta consciência.

Mas devemos agora considerar a consciência intelectual como entidade distinta, uma individualidade, um ser real. As vibrações de sua vida são pensamentos, e estes pensamentos são imagens e não palavras. Esta individualidade é Manas, o Pensador (1). É o Eu revestido da matéria das subdivisões superiores do plano mental, e trabalhando sob as condições que esta matéria lhe impõe. No plano físico, sua presença revela-se pelas vibrações que transmite ao cérebro e ao sistema nervoso. Estes órgãos respondem às vibrações da sua vida por vibrações simpáticas.

Mas, devido à densidade de seus materiais, tais vibrações não podem reproduzir, senão, uma pequena porção das emitidas e, ainda assim, imperfeitamente. Assim, como a ciência afirma a existência de uma série imensa de vibrações do éter (b), série da qual nossa vista apenas percebe uma franja - o espectro solar luminoso - assim também, para nós, o aparelho físico do pensamento, cérebro e sistema nervoso, não pode pensar senão numa estreita franja da série imensa das vibrações mentais emitidas pelo Pensador em seu próprio mundo. Os cérebros muito receptivos correspondem a um grau que costumamos chamar grande potência intelectual. Os cérebros excepcionalmente receptivos, ao ponto a que chamamos genialidade. Finalmente, os cérebros excepcionalmente inertes correspondem apenas ao grau chamado idiotismo (c). Cada um de nós envia a seu cérebro milhões de ondas mentais (2), às quais este não responde, por causa da densidade de seus materiais; e o que se chama poder mental de um homem está em relação direta com esta sensibilidade. Mas antes de estudar o Pensador, será bom considerar o mundo que ele habita, isto é, o plano mental.

O plano mental é o que se segue imediatamente ao plano astral (d). Está separado deste apenas pela diferença de seus materiais, exatamente como o plano astral está separado do plano físico. De fato, podemos repetir, na comparação do plano mental e do astral, o que já dissemos ao comparar o plano astral e o físico. A vida do plano mental é mais ativa do que a do plano astral, e a forma aí é ainda mais plástica. O espírito-matéria é mais altamente vitalizado e mais sutil do que qualquer estado da matéria astral. O último átomo de matéria astral encerra, em sua esfera-invólucro, inumeráveis agregados da matéria mental de diversas variedades.

Nessas condições, compreende-se que a ação de forças vitais, neste plano, tenha um enorme acréscimo, porque a massa a pôr em movimento é infinitamente menor. A matéria está animada de um movimento contínuo, incessante; assumindo formas ao menor estremecimento de vida e, sem hesitação, se adaptando às menores alterações de movimento. A "substância mental", como já a chamaram, faz parecer grosseiro, pesado e embaciado o espírito-matéria astral, que, entretanto, se tinha apresentado tão luminoso em comparação com a matéria física. Mas a lei da analogia conserva todo o seu valor e será para nós um fio condutor através desta região superastral (região que é o nosso lugar de nascimento, nossa pátria real, embora prisioneiros que somos num país de desterro); não a conhecemos e consideramos as descrições que dela nos fazem com olhos alienados.

Aqui, como nos dois planos inferiores, as subdivisões do espírito-matéria são em número de sete.

Ainda mais, estas variedades formam inúmeras combinações de todos os graus de complexidade, constituindo os sólidos, os líquidos, os gases e os éteres (e) do plano mental. Isto é apenas um modo de falar, pois o termo "sólido" parece absurdo, embora falando das formas mais densas da matéria mental. Mas usamo-lo em falta de melhor, porque esta espécie de matéria é densa em comparação aos outros estados da matéria mental e não possuímos outros adjetivos descritivos senão os que nos fornecem as condições físicas. De resto, basta-nos compreender que este plano obedece à lei e à ordem geral da natureza, e comporta, como no nosso, uma base setenária; e que as sete subdivisões de sua matéria decrescem em densidade, tal como os sólidos, líquidos, os gases e os éteres - sendo a sétima e última subdivisão exclusivamente composta dos últimos átomos mentais.

Estas subdivisões são repartidas em dois grupos aos quais foram dados nomes pouco aplicáveis e, à primeira vista, ininteligíveis: "sem forma" e "com forma".

Em sânscrito Arupa e Rupa. Rupa significa forma, invólucro, corpo.

As quatro subdivisões inferiores constituem o grupo "com forma"; as três superiores, o grupo "sem forma".

Este agrupamento é necessário, porque há uma perfeita distinção aí, embora difícil de distinguir.

Estas regiões correspondem, na consciência humana, às divisões da própria mente, como veremos adiante. Talvez fosse melhor dizer que, nas quatro subdivisões inferiores, as vibrações da consciência dão nascimento a formas, a miragens ou representações, manifestando-se cada pensamento como uma forma viva; ao passo que, nas três subdivisões superiores, a consciência, embora sempre em vibração, parece antes emiti-la como uma poderosa onda de energia vibrante, que não se manifesta em imagens distintas, enquanto permanece nesta região superior, mas gera formas múltiplas, ligadas entre si por uma condição comum ao penetrar nos mundos inferiores. A analogia mais perfeita que posso achar para vos fazer conceber esta distinção reside na consideração dos pensamentos abstrato e concreto. A ideia abstrata de um triângulo não tem forma, mas serva para designar todas as figuras limitadas por três linhas retas, em que a soma dos ângulos internos equivale a dois ângulos retos.

Uma tal ideia condicionada, mas sem forma projetada no mundo inferior, pode dar nascimento a uma variedade infinita de figuras, triângulos retângulos, isósceles, escalenos, coloridos e de quaisquer dimensões, porém todos satisfazendo às condições - triângulos concretos, cada um possuindo forma definida.

A palavra é impotente para mostrar claramente a diferença entre os modos de ação da consciência nas duas regiões. Porque as palavras são símbolos de imagens; pertencem às operações do mental inferior no cérebro, e são exclusivamente baseadas nestas operações. Enquanto que a região "sem forma" pertence à Razão Pura, cuja ação não se exerce nos estreitos limites da linguagem.

O plano mental é o que reflete a Mente Universal na natureza, plano que, em nosso pequeno sistema, corresponde ao da Grande Mente, no cosmo (3).

Em suas regiões superiores existem todas as ideias arquetípicas que estão atualmente em curso de evolução concreta, e nas regiões inferiores estas ideias são elaboradas em formas sucessivas, para serem devidamente reproduzidas em seguida nos mundos astral e físico. A matéria deste plano é susceptível de combinar-se sob o impulso das vibrações mentais, e pode formar todas as combinações que o pensamento é capaz de imaginar. Assim como o ferro pode ser modelado em arado para arar ou em espada para matar, a matéria mental também pode ser modelada em formas que beneficiem ou que prejudiquem. A vida do Pensador, em contínua vibração, modela a matéria que o cerca e assim edifica uma obra conforme sua vontade. Nesta região, o pensamento e a ação, a vontade e o feito são uma única e a mesma coisa; o espírito-matéria torna-se aqui o escravo dócil da vida e espontaneamente adapta-se a cada impulsão criadora.

Pela sua velocidade e sutilidade, estas vibrações que modelam em formas-pensamentos a matéria do plano mental, também dão nascimento às colorações mais delicadas constantemente combinantes; vêem-se ondas de matizes variados como as irisações da madrepérola, porém de um grau incomparável de luminosidade, envolvendo todas as superfícies e penetrando todas as formas, de maneira que cada uma delas apresenta uma harmonia de cores de um vivo chamalote, delicado e puro, absolutamente desconhecidas na Terra. As palavras são impotentes para pintar a beleza e o brilho das combinações desta matéria sutil, fremente de vida e movimento.

Todos os videntes que a contemplaram, hinduístas, budistas, cristãos, falam dela deslumbrados com sua gloriosa beleza, e confessam sentir-se incapazes de descrevê-la. Parece que toda descrição, por mais hábeis que sejam os termos, não serve senão para rebaixá-la e aviltá-la.

As formas-pensamentos representam naturalmente um papel considerável entre as criaturas vivas que funcionam no plano mental. Assemelham-se às que já encontramos no plano astral, embora sejam muito mais luminosas e de colorações mais brilhantes quanto mais fortes, mas persistentes e mais vitalizadas forem.

À medida que as qualidade intelectuais superiores se acentuam, estas formas apresentam um contorno mais firme, e tendem  para uma singular perfeição de forma geométrica com pureza de luz e cores cada vez maior. Devemos dizer que, no estado atual da humanidade, as formas nebulosas e irregulares predominam largamente como um produto habitual das mentes mal organizadas que constituem a maioria.

Entretanto, aí se encontram também pensamentos artísticos de rara beleza, e não é de admirar que pintores, depois de terem, por um instante, surpreendido seu ideal na visão de algum sonho, se impacientem por não poderem exprimir tão deslumbrante beleza com as cores pobres deste mundo inferior.

Estas formas-pensamentos são constituídas pela essência elemental do plano. As vibrações do pensamento modelam a essência elemental em uma forma correspondente, da qual o pensamento constitui a vida animadora. Encontram-se, portanto, aqui, "elementos artificiais" idênticos, no modo de formação, aos do mundo astral. Tudo que já dissemos no Cap. II com relação à geração e importância dos elementais pode ser repetido em relação ao plano mental. Mas devemos levar em conta o acréscimo de responsabilidade de quem os gerou em consequência da permanência maior das características dos elementais deste mudo superior.

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Notas da Autora:

(1) De Manas deriva o termo técnico "plano manásico", traduzido por plano mental. Podemos chamá-lo plano da mente propriamente dita, para distinguir suas atividades das da mente na carne.

(2) Convém também levar em conta o grau extremamente diferente do desenvolvimento do corpo mental, instrumento do Pensador em seu próprio plano, grau que influi na quantidade e na qualidade estas ondas mentais.

(3) Mahat, o terceiro Logos ou a Inteligência Criadora Divina; Brahma dos hindus, o Madjussi dos budistas setentrionais; o Espírito Santo dos cristãos (f).

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Minhas Notas

(a) Espírito-matéria: designação dada pela autora ao espírito enquanto revestido da matéria de algum dos planos em que habita. Ela utiliza a expressão "espírito-matéria físico" para designar o ser humano encarnado, "espírito-matéria astral" para referir-se ao ser humano desencarnado, mas que ainda está revestido de matéria astral e, portanto, habita essa região vibratória e assim, sucessivamente.

(b) Sobre esta afirmação, devemos considerar que esta obra foi redigida na segunda metade do século XIX. No entanto (embora não seja relevante para a compreensão do presente texto), pode-se constatar que, após a descoberta do chamado "bóson de Higs", a física moderna parece resgatar o conceito de "éter". Em uma entrevista, o físico brasileiro, Marcelo Gleiser, resgata esse conceito. Se desejar assistir a entrevista, CLIQUE AQUI.

(c) Novamente, a situação temporal da obra é necessária. Atualmente, dá-se preferência à expressão "oligofrenia profunda" ao invés de "idiotia" que, com passar dos anos, adquiriu conotação ofensiva.

(d) Para maiores informações, ver capítulos correspondentes ao plano astral, clicando AQUI.

(e) ver nota (b), acima.

(f) é conveniente destacar que aqui, a autora toma por "cristãos" apenas uma parcela deles, os que aceitam parcial ou completamente certos dogmas instituídos pela Igreja Católica e assumidos pelas reformadoras protestantes, especificamente o dogma do "Espírito Santo".