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sábado, 29 de abril de 2017

A Sabedoria Antiga - Capítulo 4 - O Plano Mental - Parte 03

Capítulo IV - O Plano Mental - Parte 03

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As três subdivisões superiores do plano mental são o habitat do Pensador (a), que reside ou numa ou noutra destas subdivisões, conforme seu grau de evolução. A imensa maioria em diversos graus de evolução vive no mais baixo destes três níveis. Um número de almas, comparativamente restrito e altamente intelectual habita o segundo nível. Empregando uma frase mais aplicável ao plano físico do que ao mental, diremos que o Pensador sobe a este segundo nível quando a matéria mais sutil desta região torna-se nele preponderante, predispondo-o para esta mudança necessária. Não há naturalmente "ascensão" propriamente falando, nem mudança de lugar. Apenas o Pensador começa a perceber as vibrações desta matéria sutil,que despertam em si uma resposta e o obrigam a emitir forças que fazem vibrar as partículas mais tênues.

É indispensável que o estudante se familiarize com o fato de que seu progresso na escada da evolução não implica nenhuma mudança de lugar, mas o torna simplesmente cada vez mais apto para receber impressões. Todas as esferas estão em torno de nós, quer sejam astral, mental, búdica, nirvânica ou mesmo de mundos ainda mais altos, até a vida suprema de Deus. Nenhuma necessidade temos de mover-nos para as encontrar. Estão aqui mesmo. Mas a nossa pesada irreceptividade nos separa delas mais eficazmente do que o fariam milhões de léguas de simples espaço. Não somos conscientes senão do que nos afeta, daquilo que provoca vibrações em nós, como resposta. À medida que nos tornamos mais receptivos, que em nós mesmos organizamos a matéria mais fina, entramos em contato com esferas cada vez mais sutis. Quando, pois, falamos de ascensão dum nível a outro, queremos dizer que tecemos nossas vestimentas com materiais cada vez mais sutis, e que podemos receber através delas emissões dos mundos mais elevados. E interpretando ainda melhor, mais profundamente, diremos que o Ego, no recesso íntimo de todos os invólucros, faz emergir seus poderes divinos, que, estando latentes ao estado ativo, emitem para o exterior sua vibrações mais sutis.

O Pensador que atingiu este segundo nível tem plena consciência de tudo que o rodeia, e possui a memória do seu passado. Conhece os corpos com que se reveste, por meio dos quais está em contato com os planos inferiores; pode agir sobre estes corpos em largo grau e mesmo, dirigi-los. Prevê as dificuldades e os obstáculos que o esperam, resultado duma conduta negligente em vidas passadas, e então se esforça para lhes infundir a necessária energia para a execução de sua tarefa. Sua atividade reitora, como veículos ou instrumentos dóceis da individualidade, é por vezes sentida pela consciência inferior, que rompe todas as resistências e impõe ao ser um linha de conduta cujas razões nem sempre aparecem claramente à visão confusa dos veículos astral e mental. Homens que executaram grandes ações prestam às vezes testemunhos, afirmando terem estado conscientes duma força interior irresistível que os impelia, colocando-os na impossibilidade de agir de modo diferente. É que agiram então como homens reais. O Pensador, o homem interior, agiu conscientemente através de seus corpos, que se comportaram, nesse momento, como veículos ou instrumentos dóceis da individualidade. À medida que a evolução se fizer, todos atingirão tais altos poderes.

No terceiro nível, o mais elevado da região superior do plano mental, residem os "Egos" dos Mestres e dos Iniciados, que são seus chelas. Os Pensadores que aqui habitam têm a matéria desta região preponderando em seus corpos. É do seio desta região, foco das mais sutis energias mentais, que os Mestres fazem sentir à humanidade sua influência benfazeja, derramando, como ondas, nas regiões inferiores, o ideal sublime, o inspirado pensamento, as aspirações para uma fé sincera, bem como todas as forças espirituais e intelectuais de que o homem tem necessidade. Cada força saída desta região luminosa irradia em todas as direções; e as almas mais pobres e mais puras são também as mais prontas a receber tais influências providenciais.

Uma descoberta se apresenta subitamente ao espírito do sábio, investigador paciente dos segredos da natureza; uma melodia nova encanta o ouvido de um grande músico; a solução de um problema longo tempo meditado ilumina o espírito do filósofo sublime; uma energia nova de esperança e amor vem revigorar o coração do filantropo infatigável. Ainda que os homens se julguem abandonados e sem assistência, suas frases, tais como "este pensamento ocorreu-me", "a ideia me veio", "a descoberta espocou", inconscientemente testificam a verdade que o Eu interno conhece, embora escape aos olhos físicos.

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Nota:

(a) Pensador: o homem, designado pelo seu atributo mental, por sua capacidade de pensar.


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