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domingo, 12 de maio de 2019

Gestação sublime - Recados do meu coração


A você, querida mãezinha, que pensa na possibilidade de cometer o aborto, pedimos encarecidamente que reveja as próprias intenções a fim de não ver agravado o quadro de amarguras que hoje a envolve, O aborto é um ato de violência contra um ser indefeso, catalogado pelos códigos celestes como crime hediondo, que não resolve problema algum em nosso caminho, antes aumenta consideravelmente a carga de aflições daquele que o pratica.

Como as leis divinas se acham esculpidas em nossa consciência, todo ato de violência acaba repercutindo primeiramente em quem a comete, que passará a sofrer, no corpo e na alma, as consequências negativas do desequilíbrio consciencial.

Além do mais, o aborto não nos livra da presença do espírito expulso do ventre materno. Não raro, o espírito abortado, que se tornaria no futuro em benfeitor da mãe e do próprio núcleo familiar, converte-se, pelo aborto de que foi vítima indefesa, em inimigo ferrenho daqueles que lhe impediram o renascimento na carne, cuja reencarnação lhe traria valiosas oportunidades de progresso e paz. Frustrado em seu desejo de renascer e progredir, revolta-se e passa a perseguir os que lhe negaram a oportunidade de ser feliz dando margem a obsessões graves, de tratamento longo e laborioso, com repercussões na saúde fisiopsíquica da mulher, que lhe custará longos períodos de tratamento.

Portanto, mãezinha, mesmo que a gestação nos imponha pesados sacrifícios, será sempre preferível levá-la a bom termo, porque o amor sempre é o responsável pelos maiores benefícios que conquistamos em nossa vida, enquanto o egoísmo é a escada fácil de acesso a tudo o quanto ocorrer de mal em nossa jornada.

Experimente o amor, abençoada mãe, nada tema, Jesus é conosco quando nos decidimos a amar. A gestação, quando bem compreendida e vivida, traduz-se num dos momentos de maior elevação espiritual que a mulher experimenta em sua jornada terrena. Não esqueça, filha, que Nossa Mãe Santíssima se incumbe de lhe guiar os passos na senda da sublime gestação. Ela que tão bem soube servir a Deus recebendo o Cristo em seu ventre, passando pelos mais graves perigos e dando os mais excelsos testemunhos de amor e abnegação em favor da família humana. Maria é por você, mulher, siga-lhe os passos, imite-lhe os exemplos de coragem e abnegação e assim você sairá vencedora deste mundo como a mulher valorosa que soube dignificar a vida em detrimento daquelas que sofrem por não terem optado pelo amor como a melhor solução para suas vidas.

Dr. Bezerra de Menezes, pela psicografia de José Carlos de Lucca em "Recados do meu Coração".

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Diante do Desespero - Recados do meu coração


Quando o nosso pranto estiver jorrando lágrimas de desespero, quando nenhuma saída avistarmos no palco de nossas dores, quando a noite escura parecer não ter fim, quando a ideia do suicídio começar a rondar os nossos pensamentos, creiamos que estejamos atravessando um momento grave em nossa vida, a exigir pronto recuo de nossa parte a fim de não darmos mais um passo sequer na trilha do derrotismo.

Sabemos que o sofrimento pode chegar às culminâncias da aflição, porém todo homem na Terra é marcado por Deus com o sinal da vitória e da resistência, por isso jamais devemos desertar do caminho em que nos encontramos, por mais graves que sejam os nossos problemas. Comumente, quando a dor atinge o seu ápice, ela tende a recuar e os problemas naturalmente vão encontrando o curso das próprias soluções. Muitos que se entregaram ao suicídio experimentaram, nas regiões espirituais, amargos arrependimentos, exatamente porque constataram que, se tivessem suportado mais um pouco, se tivessem um pouco mais de resignação e confiança em Deus, teriam suplantado a prova difícil, vitoriosos.

Não nos achemos indignos de receber o amparo espiritual, porque neste momento Deus não está olhando para os nossos erros e quedas, mas sim para a nossa condição de filho amado, necessitado e merecedor de todo o carinho espiritual.

Não alimentemos a infeliz ideia de abandonar a vida, irmão querido, e falo isso não apenas em meu nome, mas em nome de muitos corações amigos que o amam e que se encontram deste lado da vida pedindo-me que eu escreva esta mensagem. Jamais se creia só. Muitas almas nobres se interessam pela sua felicidade. Tente a oração para sentir quanto amor existe por você, quantas vozes estão lhe suplicando para que abandone o pensamento de exterminar a própria vida. Mesmo porque, caro irmão, dar fim a tudo não lhe será possível, porque o suicídio extermina o corpo sem acabar com a sua vida e com os seus pesadelos, que aliás ficarão bem maiores deste lado de cá, se você regressar às regiões espirituais antes da hora em que Deus julgava oportuno.

Pondere, meu filho, se tudo nos falta, lembremo-nos de que ainda temos Deus, e quem tem Deus como Pai e Guia tem tudo para vencer a noite escura e aguardar confiante a aurora de um novo amanhecer. Oremos com mais fé, entreguemo-nos ao coração de Nossa Senhora, Mãe de todos os aflitos, continuemos marchando na execução de nossos deveres, ainda que a passos vagarosos, e confiemos que o socorro do Alto já chegou.

Dr. Bezerra de Menezes, pela psicografia de José Carlos de Lucca em "Recados do meu Coração".


domingo, 18 de novembro de 2018

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo V - 21 - Bem Aventurados os Aflitos


Perda de pessoas amadas - Mortes prematuras


21. Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais jovens antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica o que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que já não servem para nada; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.

Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, a fim de compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, e a sábia previdência onde acreditais ver a cega fatalidade do destino. Por que medir a justiça divina pela medida da vossa? Podeis supor que o Senhor dos mundos queira, por simples capricho, infligir-vos penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor toda as dores que vos atingem, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses mereceriam uma consideração tão secundária, que os relegaríeis para o último plano.

Crede-me, a morte é preferível, numa encarnação de vinte anos, a esses desregramentos vergonhosos que desolam as famílias respeitáveis, ferem um coração de mãe e fazem que os cabelos dos pais embranqueçam antes do tempo. Quase sempre a morte prematura é um grande benefício que Deus concede àquele que se vai e que assim se preserva das misérias da vida, ou das seduções que talvez o arrastassem à perdição. Aquele que morre na flor da idade não é vítima da fatalidade; é que Deus julga não convir que ele permaneça por mais tempo na Terra.

É uma terrível desgraça, dizeis, que uma vida tão cheia de esperanças seja cortada tão cedo! De que esperanças quereis falar? Das da Terra, onde aquele que se foi podia brilhar, abrir caminho e enriquecer? Sempre essa visão acanhada, incapaz de elevar-se acima da matéria. Sabeis qual teria sido a sorte dessa vida, tão cheia de esperanças em vossa opinião? Quem vos diz que ela não estaria saturada de amarguras? Então não levais em conta as esperanças da vida futura, a ponto de preferirdes as da vida efêmera que arrastais na Terra? Supondes então que mais vale uma posição elevada entre os homens, do que entre os Espíritos bem-aventurados?

Em vez de vos queixardes, alegrai-vos quando for agradável a Deus retirar um de seus filhos deste vale de misérias. Não seria egoísmo desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que não tem fé e que vê na morte uma separação eterna. Mas vós, espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo. Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem e a lembrança que deles guardais os transporta de alegria; mas as vossas dores desarrazoadas também os afligem, porque denotam falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus.

Vós que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o futuro prometido pelo soberano Senhor. - Sanson, antigo membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)

sábado, 5 de maio de 2018

Como Reagis?! - Cristo em Nós - Capítulo 69



Não vos esqueçais, através de vossas reações diante de determinadas circunstâncias, de observar-vos no cotidiano, a fim de que possais vos aproximar de um melhor autoconhecimento.

Como reagis quando recebeis uma provocação no trânsito?...

Diante de uma contrariedade numa casa comercial?...

De uma opinião que se confronte diretamente com a vossa?...

Da oportunidade de consumardes pequeno ato de desonestidade?...

De uma notícia que vos induza a esse ou àquele abalo emocional?...

De uma resposta ríspida de alguém?...

De uma humilhação pública que vos possa ter sido feita?...

De uma proposta para aderirdes a uma situação que, impondo prejuízos a terceiros, vos traga benefícios pessoais?...

Como reagis diante de quem, praticamente, vos convida para descerdes o nível do diálogo que com ele procurais manter com serenidade?!...

Diante do inesperado, a vossa reação sempre revela como vos encontrais estruturados em vosso mundo interior, conseguindo, não raro, vos induzir à inevitável decepção convosco, por acreditardes que já estivesse morto o homem velho (1) dentro de vós, o qual, infelizmente, não perde ocasião para ressurgir.

(Cristo em Nós, de Carlos A. Baccelli/Bezerra de Menezes. 1a edição. 2017. Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo - Uberaba - MG)

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Nota:
(1) Referência a Paulo de Tarso: Efésios 4: 22 a 24 e em outras epístolas.


terça-feira, 3 de abril de 2018

Questões Lógicas - Cristo em Nós - Capítulo 58



Se não contais com quem sempre vos ofenda, como havereis de vos exercitardes na difícil virtude do perdão, tanto às agressões mais leves quanto à mais graves que vos forem feitas?

Se alguém, insistentemente, não vos solicita exemplos de tolerância, de que maneira havereis de acender no próprio espírito o lume da compreensão?

Se não vos deparais com desafios à fé no cotidiano, de que forma havereis de saber se já possuis suficiente coragem para vos entregardes a maior sacrifício pela Causa?

Se, de quando em quando, não experimentardes reações de ingratidão na prática do bem aos semelhantes, como medireis o tamanho do vosso devotamento àqueles a quem devemos amor?

Se não vos sentis, periodicamente, espezinhados dentro de certas situações da existência, o que vos induzirá a desenvolver a humildade, em face dos muitos constrangimento que vierdes a sofrer?

Se não fordes, sempre e sempre, confrontados pelas próprias mazelas e imperfeições, detectando-as em vós mesmos, como lograreis alcançar o objetivo da autossuperação?

(Cristo em Nós, de Carlos A. Baccelli/Bezerra de Menezes. 1a edição. 2017. Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo - Uberaba - MG)