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sábado, 5 de maio de 2018

Como Reagis?! - Cristo em Nós - Capítulo 69



Não vos esqueçais, através de vossas reações diante de determinadas circunstâncias, de observar-vos no cotidiano, a fim de que possais vos aproximar de um melhor autoconhecimento.

Como reagis quando recebeis uma provocação no trânsito?...

Diante de uma contrariedade numa casa comercial?...

De uma opinião que se confronte diretamente com a vossa?...

Da oportunidade de consumardes pequeno ato de desonestidade?...

De uma notícia que vos induza a esse ou àquele abalo emocional?...

De uma resposta ríspida de alguém?...

De uma humilhação pública que vos possa ter sido feita?...

De uma proposta para aderirdes a uma situação que, impondo prejuízos a terceiros, vos traga benefícios pessoais?...

Como reagis diante de quem, praticamente, vos convida para descerdes o nível do diálogo que com ele procurais manter com serenidade?!...

Diante do inesperado, a vossa reação sempre revela como vos encontrais estruturados em vosso mundo interior, conseguindo, não raro, vos induzir à inevitável decepção convosco, por acreditardes que já estivesse morto o homem velho (1) dentro de vós, o qual, infelizmente, não perde ocasião para ressurgir.

(Cristo em Nós, de Carlos A. Baccelli/Bezerra de Menezes. 1a edição. 2017. Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo - Uberaba - MG)

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Nota:
(1) Referência a Paulo de Tarso: Efésios 4: 22 a 24 e em outras epístolas.


terça-feira, 3 de abril de 2018

Questões Lógicas - Cristo em Nós - Capítulo 58



Se não contais com quem sempre vos ofenda, como havereis de vos exercitardes na difícil virtude do perdão, tanto às agressões mais leves quanto à mais graves que vos forem feitas?

Se alguém, insistentemente, não vos solicita exemplos de tolerância, de que maneira havereis de acender no próprio espírito o lume da compreensão?

Se não vos deparais com desafios à fé no cotidiano, de que forma havereis de saber se já possuis suficiente coragem para vos entregardes a maior sacrifício pela Causa?

Se, de quando em quando, não experimentardes reações de ingratidão na prática do bem aos semelhantes, como medireis o tamanho do vosso devotamento àqueles a quem devemos amor?

Se não vos sentis, periodicamente, espezinhados dentro de certas situações da existência, o que vos induzirá a desenvolver a humildade, em face dos muitos constrangimento que vierdes a sofrer?

Se não fordes, sempre e sempre, confrontados pelas próprias mazelas e imperfeições, detectando-as em vós mesmos, como lograreis alcançar o objetivo da autossuperação?

(Cristo em Nós, de Carlos A. Baccelli/Bezerra de Menezes. 1a edição. 2017. Livraria Espírita Edições Pedro e Paulo - Uberaba - MG)

sábado, 23 de dezembro de 2017

Natal na Colônia São Sebastião

(Trechos do Livro "Violetas na Janela", do espírito Patrícia e da Médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, que tratam da celebração do natal numa colônia espiritual)


"O Natal se aproximava. Natal sempre foi festa para mim, embora papai sempre nos alertasse que datas não representam nada e que o Natal passou, para a maioria, a ser uma festa material.

Era a primeira vez que passava o Natal desencarnada e estava curiosa."

"O Natal na Colônia é lindo! Jovens e crianças organizam recitais, danças, palestras, encontros para conversar e ouvir música. Tudo isso para que ocupem o tempo e não sintam saudade dos encarnados (...)"

"Os organizadores da Colônia planejam longa programação nessa época de Natal. Na praça, todos os dias há apresentações de peças teatrais, corais, músicas, tudo muito alegre. O Educandário fica todo enfeitado, montam presépios, enfeitam árvores com luzes e bolas coloridas, lembrando os enfeites dos encarnados. Tudo é feito para alegrar as crianças. Trabalhadores vestem-se de palhaço, há jogos, danças e a criançada se diverte."

"Não há trocas de presentes, mas votos sinceros de harmonia e paz."

"Cada ano, na época de Natal, há um ensinamento como objetivo. Neste ano foi: "A importância de Jesus ter encarnado na Terra." Colocaram algumas faixas com esses dizeres pela Colônia, como também saudando os moradores e hóspedes. Por toda a Colônia há palestras sobre o tema deste Natal. É muito bonito, educativo e emocionante.

'Já pensou se Jesus não tivesse encarnado entre nós?'"

"O Natal passou em festa, embora os trabalhadores se desdobrassem em tarefas, pois em todas as épocas de festas de encarnados, sempre há muitos abusos. A passagem de ano aqui é mais simples. A maioria faz votos de renovação. Com alegria, cumprimentam-se desejando alegrias e esperanças."

"Meu primeiro Natal no plano espiritual foi de muita alegria. Como pode alguém sentir tristeza comemorando um nascimento como o de Jesus (...)?

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo V - 20 - Bem-aventurados os Aflitos


A felicidade não é deste mundo


20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições tão desejadas, porque incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram.

Diante te tal resultado, é inconcebível que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta avidez as condições das que parecem favorecidas pela fortuna. Neste mundo, por mais que se faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e decepções, pelo que é fácil chegar-se à conclusão de que a Terra é um lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que a Terra é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência lhe é permitido alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, considerando-se que está demonstrado, por experiência multissecular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral, pode-se afirmar que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais conseguirem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

Aquilo em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não se deixa guiar pela ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos felizes da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseqüentemente, se a morada terrena se distingue por ser um local de provas e de expiações, há que se admitir a existência, em algum lugar, de moradas mais favorecidas, onde o Espírito do homem, embora ainda aprisionado num corpo de carne, desfruta dos prazeres inerentes à vida humana em toda a sua plenitude. É por isso que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores, para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos realizados podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conquistados,novos e mais fecundos melhoramentos. Essa é a tarefa imensa que será realizada pela nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e cada um de vós se despoje do homem velho. Consagrai-vos todos à propagação do Espiritismo que já deu início à vossa própria regeneração. É um dever fazer que os vossos irmãos participem dos raios dessa luz sagrada. Mãos, pois, à obra, meus queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as futuras gerações um mundo em que a felicidade não seja mais palavra vã. - François-Nicola-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)