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sexta-feira, 5 de maio de 2017

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo V - 18 - Bem e mal sofrer

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS



Bem e mal sofrer


18. Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o reino dos céus", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, estejam no trono ou sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações quando vos falta coragem. A prece é um sustentáculo para alma, mas não é suficiente: é preciso que se apoie numa fé viva na bondade de Deus. Ele já vos disse muitas vezes que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcional às forças, como a recompensa guardará proporção com a resignação e a coragem. A recompensa será tanto maior quanto mais penosa é a aflição. Mas essa recompensa deve ser merecida, e é por isso que a vida está cheia de tribulações.

O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo não lhe faculta nenhuma promoção. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se entrevaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos quando Deus vos enviar para a luta. Essa luta não consiste no fogo da batalha, mas nas amarguras da vida, onde, às vezes, é preciso mais coragem do que num combate sangrento, pois aquele que se mantém firme em presença do inimigo pode fraquejar sob o choque de uma pena moral. O homem não recebe nenhuma recompensa por essa espécie de coragem, mas Deus lhe reserva a palma da vitória e um lugar glorioso. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e quando houverdes conseguido dominar os ímpetos de impaciência, da cólera ou do desespero, dizei para vós mesmos, com justa satisfação: "Fui o mais forte".

Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, pois terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porquanto, após o trabalho virá o repouso. - Lacordair. (Le Havre, 1863.)

sábado, 29 de abril de 2017

A Sabedoria Antiga - Capítulo 4 - O Plano Mental - Parte 03

Capítulo IV - O Plano Mental - Parte 03

<<< VER CAPÍTULO ANTERIOR

As três subdivisões superiores do plano mental são o habitat do Pensador (a), que reside ou numa ou noutra destas subdivisões, conforme seu grau de evolução. A imensa maioria em diversos graus de evolução vive no mais baixo destes três níveis. Um número de almas, comparativamente restrito e altamente intelectual habita o segundo nível. Empregando uma frase mais aplicável ao plano físico do que ao mental, diremos que o Pensador sobe a este segundo nível quando a matéria mais sutil desta região torna-se nele preponderante, predispondo-o para esta mudança necessária. Não há naturalmente "ascensão" propriamente falando, nem mudança de lugar. Apenas o Pensador começa a perceber as vibrações desta matéria sutil,que despertam em si uma resposta e o obrigam a emitir forças que fazem vibrar as partículas mais tênues.

É indispensável que o estudante se familiarize com o fato de que seu progresso na escada da evolução não implica nenhuma mudança de lugar, mas o torna simplesmente cada vez mais apto para receber impressões. Todas as esferas estão em torno de nós, quer sejam astral, mental, búdica, nirvânica ou mesmo de mundos ainda mais altos, até a vida suprema de Deus. Nenhuma necessidade temos de mover-nos para as encontrar. Estão aqui mesmo. Mas a nossa pesada irreceptividade nos separa delas mais eficazmente do que o fariam milhões de léguas de simples espaço. Não somos conscientes senão do que nos afeta, daquilo que provoca vibrações em nós, como resposta. À medida que nos tornamos mais receptivos, que em nós mesmos organizamos a matéria mais fina, entramos em contato com esferas cada vez mais sutis. Quando, pois, falamos de ascensão dum nível a outro, queremos dizer que tecemos nossas vestimentas com materiais cada vez mais sutis, e que podemos receber através delas emissões dos mundos mais elevados. E interpretando ainda melhor, mais profundamente, diremos que o Ego, no recesso íntimo de todos os invólucros, faz emergir seus poderes divinos, que, estando latentes ao estado ativo, emitem para o exterior sua vibrações mais sutis.

O Pensador que atingiu este segundo nível tem plena consciência de tudo que o rodeia, epossui a memória do seu passado. Conhece os corpos com que se reveste, por meio dos quais está em contato com os planos inferiores; pode agir sobre estes corpos em largo grau e mesmo, dirigi-los. Prevê as dificuldades e os obstáculos que o esperam, resultado duma conduta negligente em vidas passadas, e então se esforça para lhes infundir a necessária energia para a execução de sua tarefa. Sua atividade reitora, como veículos ou instrumentos dóceis da individualidade, é por vezes sentida pela consciência inferior, que rompe todas as resistências e impõe ao ser um linha de conduta cujas razões nem sempre aparecem claramente à visão confusa dos veículos astral e mental. Homens que executaram grandes ações prestam às vezes testemunhos, afirmando terem estado conscientes duma força interior irresistível que os impelia, colocando-os na impossibilidade de agir de modo diferente. É que agiram então como homens reais. O Pensador, o homem interior, agiu conscientemente através de seus corpos, que se comportaram, nesse momento, como veículos ou instrumentos dóceis da individualidade. À medida que a evolução se fizer, todos atingirão tais altos poderes.

No terceiro nível, o mais elevado da região superior do plano mental, residem os "Egos" dos Mestres e dos Iniciados, que são seus chelas. Os Pensadores que aqui habitam têm a matéria desta região preponderando em seus corpos. É do seio desta região, foco das mais sutis energias mentais, que os Mestres fazem sentir à humanidade sua influência benfazeja, derramando, como ondas, nas regiões inferiores, o ideal sublime, o inspirado pensamento, as aspirações para uma fé sincera, bem como todas as forças espirituais e intelectuais de que o homem tem necessidade. Cada força saída desta região luminosa irradia em todas as direções; e as almas mais pobres e mais puras são também as mais prontas a receber tais influências providenciais.

Uma descoberta se apresenta subitamente ao espírito do sábio, investigador paciente dos segredos da natureza; uma melodia nova encanta o ouvido de um grande músico; a solução de um problema longo tempo meditado ilumina o espírito do filósofo sublime; uma energia nova de esperança e amor vem revigorar o coração do filantropo infatigável. Ainda que os homens se julguem abandonados e sem assistência, suas frases, tais como "este pensamento ocorreu-me", "a ideia me veio", "a descoberta espocou", inconscientemente testificam a verdade que o Eu interno conhece, embora escape aos olhos físicos.

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Nota:

(a) Pensador: o homem, designado pelo seu atributo mental, por sua capacidade de pensar.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Medíocre valor

O Céu e o Inferno - Allan Kardeck

Segunda Parte - Capítulo II - Espíritos Felizes

(Mensagem ditada pelo espírito Sanson, em 23 de abril de 1862, quando evocado, dois dias após o seu desenlace do corpo carnal)


“Não vos atemorize a morte, meus amigos: ela é um estágio da vida, se bem souberdes viver; é uma felicidade, se bem a merecerdes e melhor cumprirdes as vossas provações. Repito: coragem e boa vontade!  Não deis mais que medíocre valor aos bens terrenos, e sereis recompensados. Não se pode muito gozar, sem tirar de outrem o bem ­estar e sem fazer moralmente um grande, um imenso mal. A terra me seja leve.”


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Que fazeis de especial? - Vinha de Luz - Capítulo 60

"Que fazeis de especial?"
Jesus (Mateus, 5: 47)"


Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; que o corpo carnal é simples vestimenta a desgastar-se cada dia; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que os trabalhos e desgostos do mundo são recursos educativos; que a dor é o estímulo às mais altas realizações; que a nossa colheita futura se verificará, de acordo com a sementeira de agora; que a luz do Senhor clarear-nos-á os caminhos, sempre que estivermos a serviço do bem; que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes divinos; que ninguém se acha na crosta do planeta em excursão de prazeres fáceis, mas sim em missão de aperfeiçoamento; que a justiça não é uma ilusão e que a verdade surpreenderá toda a gente; que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.

Efetivamente, sabemos tudo isto.

Em face, pois, de tantos conhecimentos e informações dos planos mais altos, a beneficiarem nossos círculos felizes de trabalho espiritual, é justo ouçamos a interrogação do divino Mestre:

- Que fazeis mais que os outros?

(Vinha de Luz, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2014. Federação Espírita Brasileira)