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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo I - 8 - Não vim destruir a lei

Aliança da Ciência e da Religião

8. A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e outra as do mundo moral. Ambas, porém, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessáriamente estaria em erro e a outra com a verdade, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra. A incompatibilidade que sejulgou existir entre essas duas ordens de idéias provém apenas de uma observação defeituosa e de um excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo hão de receber o seu complemento; em que o véu lançado intencionalmente sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual; em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, essas duas forças - Ciência e Religião - apoiando-se uma na outra, marcharão combinadas e se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão e já não se lhe poderá opor a irresistível lógica dos fatos.

A Ciência e a Religião não puderam entender-se até hoje porque cada uma, encarando as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente. Era preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreso, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez constatadas pela experiência essas relações, fez-se uma nova luz: a fé dirigiu-se à razão, a razão nada encontrou de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido. Mas, nisso, como em todas as coisas, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem. É toda uma revolução moral que neste momento se opera e trabalha os espíritos. Após uma elaboração que durou mais de dezoito seculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma Nova Era para a Humanidade. As consequências dessa revolução são fáceis de prever: deve produzir inevitáveis modificações nas relações sociais, às quais ninguém terá força para se opor, porque estão nos designios de Deus e resultam da lei do progresso, que é uma lei de Deus.

13/12/2012

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