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segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXIII - 7 e 8 - Estranha Moral

Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos.

7. Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, permite que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. - Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos: quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. Lucas, 9:59 e 60.)

8. Que podem significar estas palavras? "Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos?" As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram pronunciadas, não podiam exprimir censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Têm, no entanto, um sentido mais profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tornar compreensível.

A vida espiritual é, realmente, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito; sua existência terrestre é transitória e passageira, espécie de morte, se comparada ao esplendor e atividade da vida espiritual. O corpo não passa de vestimenta grosseira que reveste temporariamente o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena., do qual ele se sente feliz em libertar-se. O respeito que se consagra aos mortos não se prende à matéria, mas ao Espírito ausente, mediante a lembrança que dele guardamos. É análogo àquele que se tem pelos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso que aquele homem não podia compreender por si mesmo. Jesus então lhe ensinou, dizendo: "Não te preocupes como o corpo, pensa antes no Espírito: vai ensinar o reino de Deus: vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, pois somente lá transcorre a verdadeira vida".



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