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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Nem vendo, pra crer...


Na fazenda Santa Maria, localizada a quatorze quilômetros de Sacramento e quatro quilômetros de Conquista, residiam alguns familiares de Eurípedes. Entre estes, cotavam-se: Mariano da Cunha - Tio Sinhô - como era chamado na intimidade familiar (...)

Nos fins do século passado, insólitos fenômenos começaram a abalar a paz da gente trabalhadora e ordeira de Santa Maria.

Estranhas vozes se ouviam das cumeeiras das casas. Assobios e pedradas partiam de inusitados lugares.

Os animais se assustavam e os lavradores entraram em pânico ante os fatos inexplicáveis para a maioria.

Mas, ficaram sabendo que aqueles fatos só podiam ser artes do "demônio" e que apenas o Espiritismo sabia tratar dessas coisas.

Tio Sinhô, apesar de incrédulo e de sustentar ideias materialistas, desde criança via almas do outro mundo.

Quando se casou com Da. Herondina Djanira da Cunha foram residir em Engenheiro Lisboa - entroncamento da Mogiana, próximo a Conquista - onde era negociante.

Certo dia, fora procurado por um garimpeiro de nome Levi, de origem francesa, que lhe disse:

- Sinhô, aqui está um facão de muita estimação. Você guarde pra mim com muito cuidado até meu retorno.

Sinhô guardou o facão na gaveta de sua mesa, no seu escritório.

Quando Levi chegou, meses depois, pediu o facão de volta.

Sinhô procura no local em que guardou, nada. Procura em outros lugares, sem resultado. Volta ao amigo:

- Seu Levi, já procurei em todo lugar e infelizmente não achei. O senhor põe preço nesse facão.

O outro queimou-se, redarguindo, colérico:

- Quando lhe entreguei o facão, não lhe disse que era de muita estima? Pois ele não tem preço. Eu quero meu facão.

Sinhô voltou ao escritório, sentou-se à mesa, meditando:

- Será possível que teria de matar ou morrer por causa de um facão?

Súbito, a mão direita se lhe movimenta, acionada por estranha força, na direção de um lápis sobre a mesa. Sem saber como, o lápis vai deixando palavras num pedaço de papel, sem que sua vontade tome parte no fato. Em poucos segundos, Sinhô pode ler o que havia no papel:

"O facão está debaixo de um jacá velho, no cômodo de despejo".

Sinhô foi lá e achou o facão. Soube mais tarde que havia sido levado para ali pela avó e a empregada, num dia de arranjos...

Outros fatos semelhantes se deram com Sinhô, sem que se lhe abalasse a velha convicção materialista.

(Trecho do Livro "Eurípedes - O Homem e a Missão", de Corina Novelino, Instituto de Difusão Espírita. 18a edição. 2007)

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Nota: posteriormente, quando os fenômenos mediúnicos se intensificaram na fazenda Santa Maria, Sinhô Mariano recorreu a Frederico Peiró, espírita abnegado, que o auxiliou. Finalmente, Tio Sinhô rendeu-se aos fatos e converteu a Fazenda Santa Maria em núcleo de auxílio espiritual aos necessitados. Foi através dele que, mais tarde, Eurípedes Barsanulfo, recebeu a obra que, primeiramente, despertou seu interesse pela doutrina espírita: "Depois da Morte - Exposição da Filosofia dos Espíritos, das suas bases científicas e experimentais e da suas consequências morais", de Léon Denis.


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