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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Anjos da Guarda, Mentores ou Guías Espirituais...

(Pelo espírito Ramatis/Hercílio Maes - Mediunismo. Livraria Freitas Bastos SA. 3a edição. 1960. páginas 210 a 212)



PERGUNTA: - Toda pessoa candidata a médium tem o seu guia já designado desde o berço de nascimento?

RAMATÍS: - Na verdade, todos os seres possuem o seu guia espiritual desde o berço de nascimento, o qual a tradição religiosa sempre designou como anjo de guarda que protege a criatura e lhe inspira as boas ações. Em alguns casos, o espírito que deve renascer na matéria com a prova da mediunidade solicita de outro espírito amigo, com autorização do Alto, que o proteja e guie no denso cipoal de dificuldades próprias da vida física. Outras vezes, os guias são atraídos naturalmente pelos médiuns em desenvolvimento mediúnico, porque ambos possuem gênios semelhantes e se aproximam pelos laços de simpatia espiritual. Os guias também podem ser designados posteriormente, no Espaço, muito tempo depois da encarnação dos seus pupilos, assim como outros se ligam ao médium que lhes ofereça oportunidade de progresso no intercâmbio recíproco de ideias e no serviço mediúnico benfeitor.

Mas o guia, em geral, é sempre o espírito amigo portador de qualidades e aptidões que o médium só possui embrionariamente; assim, o êxito do seu pupilo, na matéria, também se reflete benfeitoramente sobre si. Há casos em que o guia acompanha o médium durante séculos e ao qual se sente ligado por longo afeto, pois prontificou-se a situá-lo definitivamente à sombra salvadora do Cristo. No entanto, todo êxito nesse serviço de socorro e orientação espiritual aos médiuns encarnados sempre depende de estes cooperarem espiritualmente, pois, em geral, deixam-se dominar pela teimosia, pela irascibilidade ou pelos vícios, que tecem uma cortina de fluidos perniciosos entre eles e as instituições do Alto.

PERGUNTA: - Às vezes os médiuns anunciam a substituição do seu guia habitual por outro espírito afim, e o primeiro despede-se em determinada noite no Centro Espírita. Isso é razoável, ou o guia deve acompanhar o seu médium até o dia de sua desencarnação?

RAMATÍS: - Em certos casos, o espírito encarnado na Crosta necessita de esclarecimentos especiais, desenvolve determinado objetivo científico ou possui intelecto excepcional, requerendo então a assistência de outros espíritos mais competentes do que aquele que o guia desde o berço. Deste modo, ninguém se encontra desamparado da proteção do Alto, mas atraindo sempre para junto de si as almas que vibram no mesmo padrão espiritual. Essa proteção só se reduz quando é o próprio guiado quem cria condições psíquicas e fluídicas que hostilizem a ação do seu protetor.

Certas vezes o guia do médium precisa retornar à matéria, a fim de prosseguir no seu aprimoramento espiritual; doutra feita ausenta-se para associar-se a serviços mais elevados em esfera próxima, ou então precisa atender a outra alma de sua maior afinidade e compromisso cármico em renascimento no mundo físico. Se o médium é muito estudioso e devotado sinceramente ao serviço do Cristo, obviamente ele acelera o seu progresso espiritual, requerendo por vezes outro orientador espiritual com melhores credenciais e experiência, que há de suprir-lhe as perspectivas mais amplas e os novos conhecimentos buscados pelo seu espírito.

PERGUNTA: - Seria possível que algum médium lograsse tal progresso na sua vida terrena, que o fizesse superar o seu "guia" espiritual em conhecimento ou experiência?

RAMATÍS: - Na realidade, quem mais pode progredir no trato carnal é o médium, desde que estude, experimente e apure sua conduta espiritual. O guia, num sentido geral, é mais o fruto da amizade espiritual pré-reencarnatória, da responsabilidade recíproca assumida em vidas anteriores, ou então consequente de determinação do Alto. Em consequência, variam as aptidões, o entendimento e o poder espiritual dos guias entre si; alguns são muitíssimo semelhantes aos seus próprios pupilos encarnados, levando-lhes vantagem só porque estão em liberdade no Além e conhecem antecipadamente as necessidades, os objetivos e as probabilidades de êxito dos seus guiados. Eles assim visualizam com mais segurança a realidade espiritual que os encarnados percebem confusamente, pois estes, habitando a carne, perdem considerável parte de sua memória pregressa e visão do Além.

O médium muito intelectivo, mas débil moralmente, pode ser guiado por um espírito humilde e boníssimo, cujo objetivo é despertar-lhe as virtudes superiores; no entanto, o médium de elevado índice moral, mas pobre de intelecto, por vezes é orientado por ama de menor coeficiente espiritual, mas de boa intenção e valiosa inteligência. Em ambos os casos, a influência é recíproca e de bons resultados; o guia boníssimo recebe os estímulos inteligentes do seu médium, que lhe apuram o coeficiente mental, enquanto noutro extremo, o orientador de intelecto avançado, mas de poucas virtudes, influencia-se pela força das disposições morais elevadas do seu tutelado.

O médium estudioso, boníssimo e criterioso, devotado aos objetivos espirituais superiores e ardente pesquisador do mistério da ida, é capaz de elevar-se ao nível mental do seu tutor espiritual, e mesmo fazer jus à orientação de outra entidade mais graduada na escala sideral.


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