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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Jornada dos Anjos

Jornada dos Anjos:



"Jornada dos Anjos", por múltiplas razões, oferece uma leitura envolvente: apresenta narrativa bem contextualizada, nos diversos períodos históricos em que se desenrolam as tramas de seus personagens; avança por períodos especialmente instigantes do passado da humanidade, mais especificamente, a época da Roma Antiga - à época do Concílio de Nicéia - o período sombrio da Inquisição, na República da Boêmia, o momento da Reforma Protestante na Europa e a ocasião da Guerra Civil/Abolicionista norte-americana; desvenda particularidades das histórias pessoais de personalidades historicamente conhecidas, como o Imperador Constantino, o cristão condenado Ário, Jan Huss, o reformista, e o Papa João XXIII; conta os dramas de personagens reais anônimos, permeando as páginas, com suas angústias, venturas e desventuras pessoais à luz das Leis do Livre Arbítrio e da Causa e Efeito, que regem a humanidade.

Do ponto de vista espiritual e da religiosidade, a obra também é plena de revelações. A personalidade de João Evangelista e o cenário espiritual que o envolveu enquanto redigia o "Livro do Apocalipse" são desvendados com clareza e naturalidade; os motivos e influências espirituais nefastas por traz dos eventos que culminaram na fundação da Igreja Católica Apostólica Romana no Concílio de Nicéia são trazidos à tona; as intenções de entidades espirituais mesquinhas e atrasadas e suas influências sobre o movimento protestante, em suas raízes, desvirtuando seu potencial reformador são trazidos às luzes dos olhos do leitor; e, por outro lado, é lembrado a cada instante, o trabalho incansável das entidades luminosas que, do plano espiritual, protegem e influenciam seus amparados, incessantemente.

Porém, muito mais do que narrar fatos, "Jornada dos Anjos" induz à reflexão. As questões fundamentais a que se ativeram os grandes filósofos no decorrer dos séculos são a "massa do pão" de que é feito esse romance: - Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Essas questões, entre outras, permeiam intencionalmente a obra do começo ao fim. E as respostas, as encontramos nas histórias de vida de um grupo de personagens ligados carmicamente, no decorrer de suas encarnações ao longo de aproximadamente mil e setecentos anos.

Em meados do século XIX encontramos Stephanie, numa comunidade protestante na Pensilvânia, Estados Unidos. Stephanie era filha de David, de quem, indiretamente, fora responsável pela morte em vida anterior, nos tempos do Imperador Romano Constantino. Agora, casar-se-ia, com Eric, por quem nutria o mais sincero amor, e de quem havia sido filha no século XV. O mesmo Eric que fora grande amigo e braço direito de Constantino, este que agora renascia, como filho do casal... Deu para entender? Esse tipo de trama, urdido com os fios da verdade e alicerçada nas Leis do Livre Arbítrio e da Causa e Efeito, é que nos leva à reflexão...

Essa dança dos papéis encarnatórios é realidade nessa história e na vida de todos nós! Quantas vezes "trombamos" com pessoas pelas quais temos imediata simpatia ou, pelo contrário, inexplicável aversão? Ora, duras realidades movem nossos relacionamentos dentro do próprio lar; ora, surge em nosso caminho uma alma compreensiva por quem nutrimos profunda simpatia e que o destino colocou diante de nós aparentemente por acaso...

Mas por que tudo isso? Por que essa dança inexplicável de papéis?

Responder a essa questão é um exercício do qual não privarei o próprio leitor. Porém, é indibitável aos olhos de quem deseja enxergar, que a infinita justiça e misericórdia Divinas têm a ver com o que não conseguimos, à primeira vista, compreender...

Porém, entre as reflexões que envolvem todo esse questionamento sobre o passado e as leis que regem as interações e as reinterações entre as pessoas, há um sentido de urgência em relação ao futuro. Esse sentimento vai se acentuando conforme nos adiantamos na leitura. Qual o nosso destino como almas imortais? Estaremos fazendo o que deveríamos com nossa experiência encarnatória atual? O que nos espera após a morte e - mais especificamente - o que nos espera após a próxima morte, neste momento em que a transição planetária (de "planeta de expiação" para "planeta de regeneração") já é preparada há algumas décadas e no qual milhões de espíritos que têm retardado seu passo evolutivo estão sendo exilados para orbes física e moralmente muito inferiores ao nosso e onde maior sofrimento os aguarda?

Por fim, para maior proveito, não posso deixar de alertar que esta é uma leitura a ser melhor apreciada, na sua devida profundidade, se o leitor se dispuser a ler primeiro a maravilhosa obra dos mesmos autores, "Exilados por Amor", que trata da jornada pregressa desses mesmos personagens.

Desejo-lhes boa leitura e muitas e úteis reflexões.

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Edição utilizada neste blogue:

Jornada dos Anjos
Vivaluz Editora Espírita Ltda.
pelo espírito Lucius, psicografada por Sandra Carneiro
1a edição, 2012.



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