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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Exilados por Amor

Exilados por Amor:


Há dezenas de milênios, através do esforço evolutivo incansável de seus habitantes, um dos orbes do sistema planetário da estrela Capela, na constelação do Cocheiro, a 42 anos-luz de distância de nosso planeta, passava por momento evolutivo semelhante àquele pelo qual passa a Terra nos dias atuais: saía de um longo período de provas e expiações para ingressar no estágio de "Planeta de Regeneração".

A história percorre essas dezenas de milênios, acompanhando a trajetória de Ernesto, um capelino de grande capacidade intelectual, mas, infelizmente, desprovido de elevação moral à mesma altura. É fascinante comparar o estado do planeta onde se inicia a história com a realidade contemporânea no planeta Terra para, por uma inferência natural, compreender, que os caminhos das humanidades no Universo são, desde a eternidade, inexoravelmente os mesmos, evoluindo da rebeldia à aceitação das Leis Divinas, crescendo da miséria física e espiritual ao esplendor do Amor inesgotável.

Vemos no planeta de Ernesto, apesar de ali também habitarem espíritos mais adiantados, a mesma mesquinharia material que se encontra em nosso planeta nos dias de hoje, a mesma ganância, egoísmo e orgulho espalhados por toda parte, ao lado de uma evolução científica e tecnológica, aparentemente incompatíveis com tamanho atraso moral. A mesmíssima situação que enfrentamos em nossos dias, no século XXI!

E, de repente, todos esses espíritos iludidos pela própria ignorância espiritual, cegos pelo egoísmo e pelo orgulho, viram-se exilados para um outro Orbe, sem apelação, não como punição, mas como parte de um plano superior e amoroso para que a maravilha da evolução humana pudesse continuar florescendo em Capela, quanto no planeta a que se destinavam os espíritos banidos. De novo, a mesmíssima situação que vem ocorrendo sob nossas vistas nos dias de hoje, completamente visível àqueles que se libertam da cegueira imposta pelo desinteresse espiritual.

O Espírito Lucius e a médium Sandra Carneiro acompanham a trajetória de Ernesto no orbe Terreno, desde os primórdios em que o veículo carnal do ser humano não passava de um esboço simiesco e primitivo, nos tempos pré-históricos, até a época de sua encarnação na Galiléia, como conhecido personagem, nos tempos de Jesus.

E nessa trajetória percebemos a grandeza do amor de Deus e do amor que um ser humano pode ter por outro - cujo potencial é sempre mais divino e mais extraordinário do que podemos imaginar - e que justificam o título da obra. Vemos a figura de Elvira, espírito de grande elevação moral, esposa de Ernesto em sua última encarnação em Capela, aguardar por seu amado algumas dezenas de milhares de anos até que ele pudesse vislumbrar mínimas claridades no horizonte da alma e estivesse liberto para retornar a seu planeta de origem. Vemos - mais que isso - Elvira deslocar-se voluntariamente de seu orbe que se transformava em planeta de ventura e bem-aventurança, ao nosso planeta de dor e sofrimento, e aqui assumir um corpo físico, movida unicamente por amor, para auxiliar o espírito de Ernesto a conquistar o progresso de que necessitava no campo moral.

E nesse amor que resiste a tudo (à separação, às provações, ao sofrimento), nesse amor eterno e infinito, é que reside, a meu ver, a mais apaixonante lição dessa obra.

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Edição utilizada neste blogue:

Exilados por Amor
Vivaluz Editora Espírita Ltda.
pelo espírito Lucius, psicografada por Sandra Carneiro
6a edição, 2011.


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