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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Tao Teh Ching - Livro I - 1 - O Tao

O caminho que pode ser seguido
não é o Caminho Perfeito.

O nome que pode ser dito
não é o Nome eterno.

No princípio está o que não tem nome.

O que tem nome é a Mãe de todas as coisas.

Para que possamos observar os seus segredos
devemos permanecer sem desejos.

Mas se em nós mora o desejo
a única coisa que podemos contemplar é a sua forma
externa. A casca que a essência oculta.

Esses dois estados existem para sempre inseparáveis.

Diferentes unicamente em nome.
Conjuntamente idênticos, unidos, integrados.
São os chamados Mistérios!

Mistério além dos mistérios
O Portal que conduz a tudo aquilo que é sutil e maravilhoso
ao recôndito segredo de todas as essências!

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Comentário sobre a origem do Tao Teh Ching:
(Extraído da apresentação do livro "Poemas e Cartas a um Jovem Poeta", de Rainer Maria Rilke, Editora Nova Fronteira Participações S.A., por Geir Campos)

"Consta uma lenda oriental, posta em versos pelo poeta e dramaturgo alemão "Bertolt Brecht", a maneira pela qual teria sido escrito o "Livro da vida e da virtude" (a) do grande pensador chinês Lao-Tsé. Ao que diz a lenda, a bondade via-se no país cada vez mais débil, e a maldade cada vez mais forte, quando o Mestre, carecendo de repouso, por volta dos seus setenta anos, arrumou a trouxa e decidiu ir para outro lugar; mas teve a sua migração barrada na fronteira por um guarda aduaneiro; o guarda, ao ser informado que o passante levara toda a vida ensinando e, reconhecendo-se ignorante de muitas coisas, insistiu com o Sábio para que lhe deixasse, por escrito, alguns bons conselhos; e o Mestre apeou do boi em que ia montado e, com o aluno que o acompanhava, demorou-se uma semana em casa daquele guarda, pensando e ditando seus pensamentos, até ficarem escritos oitenta e um provérbios. Então Lao-Tsé partiu, com seu discípulo, agradecendo um pequeno farnel que o guarda lhes ofereceu. E a lenda tem um remate, que Brecht põe nestes versos:

Mas não louvemos apenas o Sábio,
cujo nome se ostenta sobre o livro;
pois antes foi preciso extrair do sábio a sabedoria.
Vamos portanto agradecer também ao guarda
que a soube colher dele!"

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Minha nota:
(a) "Livro da Vida e da Virtude": o mesmo que o "Livro do Caminho Perfeito", ou "Tao Teh Ching".

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