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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Sabedoria Antiga - Introdução - Parte 02 - Taoísmo

<<< VER CAPÍTULO ANTERIOR

A China, cuja civilização está atualmente reduzida a um estado fóssil, foi outrora povoada pelos turanianos, quarta sub-divisão da quarta Raça-Mãe (a), desta raça que habitou o continente desaparecido da Atlântida (b) e que cobriu com suas ramificações a superfície do globo. Os mongóis, sétima e última subdivisão da mesma raça, vieram mais tarde reforçar a população desta região de maneira que na China encontramos tradições de uma alta antiguidade, anteriores ao estabelecimento, na Índia, da quinta raça, a raça ariana.

No Ching Chang Ching ou Clássico da Pureza (c), encontramos um fragmento da antiga Escritura, de singular beleza, onde se sente este espírito de calma e de paz, tão característico do "ensinamento original".

No prefácio de sua tradução, M. Legge diz que este tratado "é atribuído a Ko Yuam ou Hsuam, um taoísta da dinastia de Wu (222-227 d.C.). Contam que este sábio atingiu a condição de Imortal, título com que é geralmente designado. Representam-no executando milagres, dado também à intemperança e muito excêntrico em seu modo de viver.

Tendo um dia naufragado, surgiu do fundo das águas sem que suas vestes estivessem molhadas e andou calmamente na superfície do mar. Finalmente subiu ao Céu em pleno dia.

Todas estas narrações podem ser atribuídas às invenções fantásticas de época ulterior".

Tais ações são frequentemente contadas sobre iniciados (d) de diferentes graus, e não são necessariamente invenções fantástica. Mas o que o próprio Ko Yuam diz com relação ao seu livro ainda mais nos interessará:

"Quando alcancei o verdadeiro Tao (e), eu tinha recitado este Ching (livro) dez mil vezes. Assim praticam os espíritos celestes e este livro nunca foi comunicado aos sábios deste mundo inferior. Foi-me dado pelo Chefe Divino do Hiva Oriental (f); este já o tinha recebido do Chefe Divino da Porta de Ouro; este último o recebera da Mãe Real do Ocidente."

Ora, o título de "Chefe Divino da Porta de Ouro" era o do Iniciado que governava o império tolteca (g) na Atlântida, e o emprego desse título parece indicar que o Clássico da Pureza foi levado da Atlântida para a China, quando os turanianos se separaram dos toltecas. Esta idéia é corroborada pelo conteúdo deste curto tratado, que tem como assunto o Tao - Literalmente "o Caminho", nome que designa a Realidade Única na antiga religião turaniana e mongólica. Assim lemos:

"O Grande Tao não tem forma corpórea, mas foi Ele quem produziu, mantém e alimenta o Céu e a Terra.

O Grande Tao não tem paixões, mas é a causa das revoluções do Sol e da Lua. O Grande Tao não tem nome, mas é Ele quem mantém o crescimento e e a conservação de todas as coisas." (i,1)

Tao é Deus manifestado como unidade. Em seguida intervém a dualidade.

"Ora, Tao aparece sob duas formas, o Puro e o Impuro, e possui as duas condições de movimento e repouso. O Céu é puro e a Terra é impura; o Céu move-se, mas a Terra está em repouso; O masculino é puro e o feminino é impuro; o masculino move-se e o feminino está em repouso.

O radical (Pureza) desceu e o produzido (Impureza) se espalhou em todos os sentidos, e assim todas as coisas foram geradas."

Esta passagem é particularmente interessante, porque põe em evidência os dois aspectos ativo e receptivo da natureza, estabelecendo assim a distinção entre o espírito gerador e a matéria nutriente, distinção tão familiar em escritos posteriores.


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Minhas Notas:

(a, b) A Teosofia aceita como verdadeira a existência do continente da Atlântida, em muitos aspectos descrito de forma similar à apresentada por Platão. A revelação a respeito das características desse continente e de sua civilização teria sido recebida por personagens de destaque no contexto da Teosofia, no final do século XIX e início do século XX. Entre essas pessoas destacam-se Helena P. Blavatsky, W. Scott-Elliot, Annie Besant e C.W. Leadbeater, através de comunicações de espíritos e de visões individuais,

A civilização atlante teria tido seu apogeu entre 1.000.000 e 900.000 anos atrás, porém sobreviveria até o término do paulatino afundamento do continente, devido a uma série de cataclismos, culminando com o seu desaparecimento definitivo em 9564 a.C.. Com o afundamento gradual da Atlântida, habitantes sobreviventes teriam migrado aos poucos para os demais continentes.

A civilização atlante teria sido o que foi chamado pela Teosofia de a segunda Raça-Raiz ou Raça-Mãe da humanidade.

Além da referência ao continente Atlante por Platão, na Antiguidade, e por Helena P. Blavatski nos idos de 1888, quase um século depois, Edgard Armond, celebrizado por seu trabalho na divulgação da doutrina espírita no Brasil, escreveu "Os Exilados da Capela", sob inspiração mediúnica do espírito Razin, obra que apresenta detalhes sobre o continente e a civilização Atlantes e que usa a mesma terminologia "Raça-Mãe", para se referir a essa civilização, embora a classificando-a como a quarta e não como a segunda Raça-Mãe.

(c) Ching Chang Ching ou "Clássico da Pureza e do Repouso": uma das obras mais importantes do Taoismo.

(d) Iniciados. A autora faz referência à iniciação espiritual. Essa circunstância do aprendizado espiritual existe e existiu em diversas culturas e religiões e o estado de "iniciação" significa um certo marco na evolução de um Discípulo, no aprendizado orientado por um Mestre. Mais informações sobre o processo de iniciação podem ser encontradas na obra "O Caminho do Discipulado", da mesma autora.

(e) "Tao" é conceituado neste mesmo texto, nos seguintes termos: "Tao é Deus manifestado como unidade". No entanto, "Tao" também é usado com propriedade para referir-se ao estado não-manifestado de todas as coisas e do qual advém esse segundo estado, manifesto e material. Ou seja, há dois aspectos do Tao: um imanifesto, imaterial e incognoscível e outro, derivado do primeiro, manifesto, material e perceptível.

(f) Hiva Oriental: região que teria pertencido ao continente da Atlântida; Chefe Divino do Hiva Oriental: governador dessa região. Curiosamente, na Ilha de Páscoa, existe a lenda que diz que o seu povo seria originário de uma Ilha Mágica que teria submergido, denominada ilha de Hiva.

(g) Não se trata aqui de referência à civilização tolteca, conhecida por ter habitado o território mexicano entre os séculos X e XII, mas, possivelmente, a ancestrais dessa civilização. Tanto na concepção de Platão quanto na da Teosofia, a civilização Atlante contava com a Cidade das Portas de Ouro, que correspondia à capital do Império da sub-raça denominada Tolteca e é a esta que a autora se refere. O governante dessa cidade era designado como o "Chefe Divino dos Portais de Ouro".


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