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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Capítulo XVII, 1 e 2 - Sede Perfeitos

Características da perfeição

1. Amai os vossos inimigos; fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam; - porque, se somente amardes os que vos amam, que recompensa tereis disso? Não fazem assim também os publicanos? - Se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis com isso mais que os outros? Os pagão não fazem a mesma coisa? - Sede, pois, vós outros, érfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial. (S. Mateus. 5:44, 46 a 48.)

2. Visto que Deus possui a perfeição infinita em todas as coisas, esta máxima: "Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai celestial", tomada ao pé da letra, pressuporia a possibilidade de atingir-se a perfeição absoluta Se fosse dado à criatura ser tão perfeita quanto o Criador, ela se tornaria igual a este, o que é inadmissível. Mas os homens a quem Jesus falava não compreenderiam essa nuança. Jesus se limita a lhes apresentar um modelo e a dezer-lhes que se esforme por alcançá-lo.

Aquelas palavra devem, pois, ser entendidas no sentido da perfeição relativa, a de que a Humanidade é suscetível e que mais a aproxima da Divindade. Em que consiste essa perfeição? Jesus o diz: em "amarmos os nossos inimigos, em fazermos o bem aos que nos odeiam, em orarmos pelos que nos perseguem". Mostra, desse modo que a essência da perfeição é a caridade na sua mais ampla acepção, porque implica a prática de todas as outras virtudes.

Com efeito, se observarmos os resultados de todos os vícios e, mesmo, dos simples defeitos, reconheceremos não haver nenhum que não altere mais ou menos o sentimento da caridade, porque todos têm o seu princípio no egoísmo e no orgulho, que lhes são a negação, já que tudo que superexcita o sentimento da personalidade destrói, ou , pelo menos, enfraquece os elementos da verdadeira caridade, que são: a benevolência, a indulgência, a abnegação e o devotamento. Não podendo o amor do próximao, levado até ao amor dos inimigos, aliar-se a nenhum defeito contrário à caridade, aquele amoré, por isso mesmo, sempre indício de maior ou menor superioridade moral, donde resulta que o grau de perfeilção está na razão direta da sua extensão. Foi por isso que Jesus, depois de ter dado a seus discípulos as regras da caridade, no que tem de mais sublime, lhes disse: "Sede perfeitos, como perfeito é vosso Pai celestial".

13/08/2012, às 16:30 h, após oração.

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