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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo V - 8 a 10 - Bem-aventurados os Aflitos


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Causas anteriores das aflições

8. As tribulações da vida podem ser impostas a Espíritos endurecidos, ou muito ignorantes, para levá-los a fazer uma escolha com conhecimento de causa; porém, são livremente escolhidas e aceitas por Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar proceder melhor. Tal ocorre com aquele que, havendo desempenhado mal a sua tarefa, pede para recomeçá-la, a fim  de não perder o fruto de seu trabalho. Essas tribulações, portanto, são, ao mesmo tempo, expiações do passado, que elas punem, e provas para o futuro, que elas preparam. Rendamos graças a Deus, que em sua bondade, concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena irrevogavelmente por uma primeira falta.

9. Não se deve crer, no entanto, que todo sofrimento suportado neste mundo seja necessariamente indício de uma determinada falta. Muitas vezes são simples provas escolhidas pelo Espírito para concluir a sua depuração e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Contudo, provas e expiações são sempre sinais de relativa inferioridade, porque o que é perfeito não precisa ser provado. Um Espírito pode, pois, ter adquirido certo grau de elevação, mas desejando adiantar-se mais, solicita uma missão, uma tarefa a executar, pela qual serpa tanto mais recompensado, se sair vitorioso, quanto mais penosa haja sido a luta. Tais são, especialmente, essas pessoas de instintos naturalmente bons, de alma elevada, de nobres sentimentos inatos, que parecem nada haver trazido de mau das existências anteriores e que sofrem, com resignação cristã, as maiores dores, somente pedindo a Deus para suportá-las sem murmurar. Pode-se, ao contrário, considerar como espiações as aflições que provocam queixas e impelem o home à revolta contra Deus.

Sem dúvida, o sofrimento que não provoca queixumes pode ser uma expiação, mas é indício de que foi escolhida voluntariamente, e não imposta, e constitui prova de forte resolução, o que é sinal de progresso.

10. Os Espíritos não podem aspirar à completa felicidade enquanto não se tenham tornado puros: qualquer mácula lhes interdita a entrada nos mundos felizes. São como os passageiros de um navio atingido pela peste, aos quais se impede a entrada em uma cidade até que se hajam expurgado. É nas diversas existências corpóreas que os Espíritos se despojam pouco a pouco de suas imperfeições. As provações da vida, quando bem suportadas, os fazem adiantar-se. Como expiações, elas apagam as faltas e purificam: são o remédio que limpa as chagas e cura o doente. Quanto mais grave é o mal, tanto mais enérgico deve ser o remédio. Aquele, pois, que sofre muito, deve reconhecer que muito tinha a expiar e alegar-se à ideia de ser logo curado. Depende dele, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, pois, do contrário, terá de recomeçar.


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