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sábado, 2 de julho de 2016

Medicina e inspiração mediúnica.

(Do livro "Amor e Sabedoria de Emmanuel", de Clovis Tavares. Instituto de Difusão Espírita. Araras. SP. 1a edição. 1970.)



"Quando meu primogênito, Carlos Vítor, caiu gravemente enfermo, naturalmente meu coração, junto ao extremoso coração maternal de Hilda, minha querida companheira, buscou o conforto que mana do Alto para todos os que sofrem na Terra.

(...)

Voltara eu a Campos de uma viagem a Pedro Leopoldo, onde obtivera dos amigos espirituais uma orientação para o tratamento do Carlinhos. O querido Dr. Bezerra, sempre paternal, pelo lápis de Chico (1), me ofertara carinhosa mensagem elucidativa sobre os problemas que nos afligiam e indicara, excepcionalmente, dois produtos alopáticos para o menino. E, acima de tudo, tranquilizara meu espírito angustiado.

Não procurei os medicamentos no Rio a fim de mais depressa regressar ao lar: comprá-los-ia em Campos mesmo...

Acontece que, algumas horas após minha chegada, nosso filhinho foi acometido de singular problema respiratório, o que nos assustou de tal maneira, pelo insólito do acontecimento que, aconselhados pelo seu médico assistente, levamo-lo ao especialista do Rio, que dele estava cuidando. Foi tão inesperado o mal-estar do pequenino, que nem tive tempo de adquirir os medicamentos recomendados em Pedro Leopoldo.

Tomamos o primeiro avião, minha esposa, o pequenino e eu. Horas depois estávamos no consultório do médico do Rio.

Enquanto esperávamos nosso horário, a devotada Hilda, com o menino no colo, e eu, orávamos silenciosamente, suplicando o auxílio do Alto para o filhinho e a inspiração dos amigos espirituais para o bondoso facultativo que iria atendê-lo, instantes após.

Recordo-me perfeitamente de que nossos pensamentos se voltaram, como nos propusemos, para o querido amigo Dr. Bezerra de Menezes. Como de outras vezes, a ele recorria, junto à querida esposa, recordando o carinho que o amado benfeitor me dispensara alguns anos antes, em fase aflitiva de agudo distúrbio circulatório.

Minutos depois a enfermeira nos conduz ao consultório.

O especialista examina o menino que, por sinal, tinha vencido o mal-estar assustador. Bondoso e experimentado, após o exame, tranquiliza-nos. Realmente, a crise passara.

Entre o exame e a receita, o médico, alegre e loquaz, fala sobre acontecimentos políticos do dia, recorda viagens à Europa, cita estudos históricos de Pandiá Calógeras (2)...

Calmo, prescreve os medicamentos necessários... E entrega-nos a receita. O que o leitor não pode absolutamente imaginar foi a emoção que se apossou de nós, de minha esposa e de mim, ao lermos, na pequena folha de papel, enquanto mal ouvíamos suas explicações finais, os nomes dos dois medicamentos prescritos, que eram absolutamente os mesmos que, três ou quatro dias antes, haviam sido indicados pelo bondoso Dr. Bezerra.

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Notas:

(1) Chico: Chico Xavier. Dr. Bezerra de Menezes, em espírito, através de mediunidade de Chico Xavier fizera uma prescrição não usual, a prescrição de medicamentos alopáticos.

(2) João Pandiá Calógeras foi engenheiro, geólogo e político brasileiro, deputado federal pelo estado de Minas Gerais e ministro da agricultura.

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