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domingo, 20 de dezembro de 2015

De madrugada - Pão Nosso - Capítulo 168

E no primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro,
de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra removida do sepulcro.
(João, 20:1)


Não devemos esquecer a circunstância em que Maria de Magdala recebe a primeira mensagem da ressurreição do Mestre.

No seio de perturbações e desalentos da pequena comunidade, a grande convertida não perde tempo em lamentações estéreis nem procura o sono do esquecimento.

Os companheiros haviam quebrado o padrão de confiança. Entre o remorso da própria defecção e a amargura pelo sacrifício do Salvador, cuja lição sublime ainda não conseguiam apreender, confundiam-se em atitudes negativas. Pensamentos contraditórios e angustiados azorragavam-lhes os corações.

Madalena, contudo, rompe o véu de emoções dolorosas que lhe embarga os passos. É imprescindível não sucumbir sob os fardos, transformando-os, acima de tudo, em elemento básico na construção espiritual, e Maria resolve não se acovardar ante a dor. Porque o Cristo fora imolado na cruz, não seria lícito condenar-lhe a memória bem-amada ao olvido ou à indiferença.

Vigilante, atenta a si mesma, antes de qualquer satisfação a velhos convencionalismos, vai ao encontro do grande obstáculo que se constituía o sepulcro, muito cedo, precedendo o despertar dos próprios amigos, e encontra a radiante resposta da Vida eterna.

Rememorando esse acontecimento simbólico, recordemos nossas antigas quedas, por havermos esquecido o "primeiro dia da semana", trocando, em todas as ocasiões, o "mais cedo" pelo "mais tarde".

(Pão Nosso, de Chico Xavier/Emmanuel. 1a edição. 2015. Federação Espírita Brasileira)


Um comentário:

  1. Lindo texto Gilberto.
    Desejo a você e aos seus familiares,um Feliz Natal e um 2016,repleto de muitás alegrias.
    Bjs-Carmen Lúcia.

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