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sábado, 4 de julho de 2015

Harpas Eternas

Harpas Eternas:



Entre as crônicas a respeito da vida de Jesus, existem aquelas que adquiriram maior notoriedade por haverem sido incluídas entre os textos ditos "canônicos" na coleção que conhecemos por "Bíblia".

Esses textos, no entanto, deixam lacunas consideráveis sobre a personalidade, os ensinamentos, a vida, o contexto histórico, a família e as demais personagens que secundaram a passagem do Divino Mestre por nosso planeta. Chega a nós, através desses relatos, algo a respeito de seu nascimento, uma ou duas breves passagens sobre sua infância e, depois, há uma lacuna de duas décadas, quando, então, o "Filho de Deus" ressurge para uma curta permanência entre os hebreus até o término de seus dias de espírito encarnado, no alto do monte "Gólgota", que todos conhecemos.

"Harpas Eternas" é uma obra que pretende preencher diversas dessas lacunas. Sua narrativa detalhada aborda fatos sucedidos desde antes do nascimento do Profeta Nazareno até os 40 dias após o martírio e o sacrifício, no Calvário.

Nessa coleção de quatro volumes, a personalidade luminosa do Homem-Amor é apresentada ao leitor como se este estivesse assistindo a um artista, à medida que ele pinta uma tela. A alma alegre, amorosa e iluminada do enviado de Deus, vai, do nascimento ao desencarne, tomando posse gradativa de todas as suas incomparáveis faculdades psíquicas, como se ornasse, aos poucos, com novas cores e novos tons, a pintura de beleza inefável que foi sua passagem por entre nós, ainda, em nossa maioria, aparentemente distantes de o haver compreendido.

Não tenho dúvidas de que o maior tesouro que nos oferece a obra, é o estreitamento de nossa relação com essa alma sublime que se entregou à imolação por amor à humanidade.

Em "Harpas Eternas" vemos claramente a dedicação da vida messiânica de Jesus a dois objetivos que são, na verdade, um só:

1) colocar à luz do sol as inúmeras adulterações que, no correr dos séculos e na escuridão das trevas, a classe sacerdotal farisaica, cega pela cobiça e pelo poder, havia introduzido como ervas daninhas no terreno aprazível em que deveria frutificar a "lei" de Moisés, verdadeira e simples, resumida no decálogo do Sinai e;

2) substituir essa montanha de prescrições dogmáticas cultuadas até hoje, mas que não visavam, senão, encher de ouro e poder os representantes do Sinédrio judaico, por um único e poderoso ensinamento:

- AMA A DEUS ACIMA DE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.

Mas, como se isso não bastasse, a narrativa é recheada, ainda, de numerosas informações que são como presentes para o espírito investigativo: adentra-se, em pormenores, no mundo da fraternidade Essênia; são tecidas, em minúcias, as relações de afeto entre o Homem-Deus, seus familiares e as pessoas que o amaram e que Ele amava mais ainda, bem como o papel decisivo dessas pessoas no desenrolar dos fatos que chegaram até nós através dos relatos canônicos; é desembaralhado, ante nossos olhos, o intricado panorama político-religioso que resultava na opressão do povo hebreu pelo invasor romano de um lado, mas também pelo seu próprio poder religioso, corrompido, ganancioso e hipócrita, de outro; aclara-se a paisagem dos humores e da perspectiva histórica do povo oprimido que desejava um Messias-Rei, que o libertasse dos poderes tiranos que o dominavam, sem conseguir alcançar as palavras do Mestre, que repetidamente afirmava não ser o Seu reino deste mundo; desvenda, com absoluta clareza, os interesses vis e mundanos responsáveis pelos fatos que culminaram com a crucificação do Filho de Deus...

Harpas Eternas, além de procurar descerrar o véu que de certa forma encobre de mistério os acontecimentos da vida do Homem-Luz, também nos oferece uma visão muito mais próxima e humanizada de personagens que povoam como de relance os evangelhos canônicos. Esse é caso das personalidades de Maria de Nazaré e José, seu esposo, de José de Arimatéia, de Nicodemos, dos chamados "reis magos" (Melchior, Gaspar e Baltazar), de Maria de Mágdalo, a castelã (ou Maria Madalena), entre muitos outros.

Tudo isso e muito mais nos é dado como instrumento para a reflexão.

Agora podemos perguntar de onde virá tanta informação "não oficial"? Por que não nos foi revelada antes? Ela é confiável?

O espírito Hilaríón de Monte Nebo, que psicografa através da médium Josefa Rosalía Luque Alvarez, responde. Sua fonte, afirma, são os "Arquivos da Luz Eterna". Essa é uma referência que o espírito faz ao que, no oriente, no esoterismo e na teosofia é conhecido como "Akasha" ou "Akasa". Esses termos referem-se a registros vivos de tudo que acontece em toda parte. Cada folha que cai, cada ação humana, cada pensamento emitido, tudo isso seria gravado a fogo nesse arquivo intangível que os espíritos que chegaram a um nível de evolução compatível poderiam acessar. E esses arquivos não são lidos, mas, sim, vivenciados pelo consulente, que, então, conhece tudo o que se passou, bem como cada pensamento e cada sentimento envolvidos.

Cabe a nós leitores, somando essas a outras informações das quais disponhamos, analisar e refletir, meditar e buscar, através do Filho, o reencontro com o Pai.

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Edições utilizadas neste blogue:

Harpas Eternas - Volume I
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
6a edição, 2000.

Harpas Eternas - Volume II
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1996.

Harpas Eternas - Volume III
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1993.

Harpas Eternas - Volume IV
Editora Pensamento
pelo espírito Hilarión de Monte Nebo, psicografada por Josefa Rosalía Luque Alvarez
1a edição, 1993.




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