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terça-feira, 21 de maio de 2013

Temas da Vida e da Morte - 02 - Reminiscências e Conflitos Psicológicos


(pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda - Psicografado por Divaldo Pereira Franco)

O processo da reencarnação está a exigir estudos acurados por embriogenistas, biólogos e psicólogos, de modo a poderem penetrar nos seus meandros, que lhes permanecem ignorados, o que dá margem, nessas áreas de estudo, quando diante de determinados acontecimentos, a opiniões sem fundamentação, porque destituídas do conhecimento das causas, cujos efeitos contemplam.

Iniciando-se, no momento da fecundação, alonga-se o processo reencarnatório até a a adolescência do ser, quando, a pouco e pouco, atinge a plenitude. (1)

As impressões mais fortes das experiências passadas fixam-se no corpo em formação, através de deficiências físicas ou psíquicas, saúde e inteligência, de acordo com o tipo de comportamento que caracteriza o estado evolutivo do Espírito.

Estabelecidos os programas cármicos referentes às necessidades de cada ser, outros fatores contribuem durante a gestação e o parto, para ulteriores fenômenos psicológicos no reencarnante.

Graças à simpatia ou animosidade que o vinculam aos futuros genitores, estes reagem de forma positiva ou não, envolvendo o filho em ondas de ternura ou revolta que o mesmo assimila, transformando-se essas impressões em fobias ou desejos que exteriorizará na infância e poderá fixar, indelevelmente, na idade adulta.

Porque lúcido, acompanhando o mergulho na organização física, percebe-se desejado ou reprochado, registrando os estados familiares, bem como os conflitos domésticos do meio onde irá viver.

Vezes ocorrem, em que o pavor se torna tão grande, que o Espírito desiste da reencarnação ou, em desespero, interrompe inconscientemente o programa traçado, resultando em aborto natural a gestação em andamento.

Os meses de ligação física com a mãe são, também, de vinculação psíquica, em que o recomeçante em sofrimento pede apoio e amparo, ou, se ditoso, roga ternura para o fiel cumprimento do plano feliz que se encontra em execução.

Adicionando-se às leis do mérito os fenômenos emocionais dos futuros pais, esses resultarão em heranças, que fazem pressupor semelhanças com o clã, estudadas pelas modernas leis da genética.

- Tal pai, qual filho - afirma o refrão popular, demonstrando a força dos genes e cromossomos nos códigos de hereditariedade.

A verdade, porém, é diversa.

Se ocorrem semelhanças físicas e até psicológicas, estas adquiridas mediante convivência familiar, o mesmo não se dá nos campos moral e intelectual.

O Espírito é o herdeiro das próprias conquistas passadas, graças às quais se expressa no campo da atividade nova.

No entanto, os comportamentos familiares influem sobre a conduta do reencarnante, que se impregna - especialmente quando se trata de Espírito imperfeito - dos conflitos e das vibrações perniciosas que lhe irão influenciar profundamente o procedimento.

Reações de vária ordem se manifestarão na criança, como resultantes da insegurança que experimenta no berço novo, desdobrando-se em rebeldia e insatisfação, nervosismo e incapacidade intelectual, durante a infância e a adolescência, com agravantes para o futuro, caso o amor dos pais não interrompa a caudal das reminiscências infelizes.

O auxílio do psicólogo, a terapia cuidadosa ajudam no mecanismo de reajustamento da criança, todavia, aos pais cumpre a tarefa maior, assistindo e amparando o filhinho temeroso e desconfiado, necessitado de segurança e tranquilidade.

Não nos referimos aqui ao capítulo adicional das obsessões, que exercem forte interferência no quadro complexo da reencarnação, respondendo por graves injunções, no comportamento infantil.

Detemo-nos, apenas, nas reminiscências, ora do domínio do inconsciente atual, que irrigam a consciência com temores e conflitos, produzindo estados de desequilíbrio, que poderiam ser evitados.

Enurese noturna, irritabilidade, pavores de toda espécie, timidez, ansiedade encontram nas ocorrências da vida fetal, em relação à mãe e aos demais familiares, muitas das suas causas.

Não obstante, é possível minimizar-lhes as consequências através de uma atitude firme e afetuosa dos pais, particularmente da mãe, utilizando-se do sono do filhinho para infundir-lhe coragem e anular-lhe as impressões negativas, envolvendo-o em amor e conversando com ele, com sincero carinho, transmitindo-lhe a confiança de que romperá a barreira invisível das dificuldades, enfim, alcançando-lhe o íntimo.

Desde que ainda não esteja concluída a reencarnação, o Espírito ouvirá e entenderá as sugestões positivas que lhe são apresentadas, o amor que lhe é oferecido, toda a gama de afeição que lhe é destinada.

Quantas vezes um conflito sexual não se originará na criança, em face da decepção da mãezinha que esperava um varão e recebeu uma menina, ou vice-versa e, vítima de imaturidade, declara o desagrado, explodindo em pranto injustificado, assim chocando o recém-chegado, que lhe recebe o rechaço, vindo a exteriorizá-lo, mais tarde, em forma de conflito!?

Sempre é tempo de reconsiderar-se a atitude, reconciliando-se com o ser menosprezado, graças ao grau de amor e à força do bem que se coloque no relacionamento afetivo lúcido, quando o mesmo estiver dormindo, portanto, em situação receptiva.

O inconsciente receberá as novas informações, que serão arquivadas, e ressumarão, posteriormente, de forma agradável e cordial, estruturando a personalidade infanto-juvenil e proporcionando-lhe mais amplas aquisições que logrará com o tempo, conduzido por aqueles a cujo lado recomeça a caminhada redentora.

Mesmo na adolescência, quando não se soube agir antes, deve´se tentar recuperar o filho, reconquistá-lo, conversando com ele, em estado de sono, perseverando-se em um relacionamento tranquilo e gentil, também durante a fase em que esteja desperto, agindo com amor ao invés de reagindo com ira ou zombaria, quando o mesmo apresente seus conflitos, suas dificuldades...

Não será o ato de falar, pura e simplesmente, mas a empatia, o contributo da emoção afetuosa com os quais a palavra se carregue, para alcançar a finalidade a que se destina.

Por fim, é necessário que a carga de certeza do êxito se faça presente, conforme enunciou Jesus: "Tudo é possível àquele que crê", para que os resultados felizes coroem a empresa do amor.

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(1) Nota da Editora: consultado o Espírito Manoel P. de Miranda, este esclareceu, por intermédio de Divaldo Franco que, mesmo terminado aos 7 anos o processo reencarnatório, este se vai fixando, lentamente, até o momento da transformação da glândula pineal, na sua condição de veladora do sexo.


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