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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mediunidade de Cura - Capítulo 04 - A Assistência Terapêutica dos Espíritos e a Medicina Oficial da Terra - Parte I

(pelo Espírito Ramatís - Psicografado por Hercílio Maes)

PERGUNTA: - Diversas vezes tendes afirmado que a principal finalidade do Espiritismo é "curar" o espírito. Assim indagamos o seguinte: - Porventura os males do corpo físico não merecem que os bons espíritos nos ajudem a curar as doenças que afetam a nossa saúde?

RAMATÍS: - O Espiritismo não tem como finalidade principal e urgente curar as doenças do corpo. Embora, sem alarde, coopere nesse setor de ordem humana, o seu objetivo relevante é ensinar, é orientar o espírito, no sentido de libertar-se de seus recalques ou instintos inferiores até alcançar a "saúde moral" da angelitude. Por conseguinte, não pretende competir deliberadamente com a medicina do mundo, conforme pressupõem alguns médiuns e neófitos espíritas.

Se esse objetivo fosse o essencial, então, os mentores que orientaram Allan Kardec na codificação da doutrina espírita certamente ter-lhe-iam indicado todos os recursos e métodos técnicos que assegurassem aos médiuns seguro êxito terapêutico no combate às doenças que afetam a humanidade.

O Alto inspira e coopera nas atividades terapêutica utilizando os médiuns, mas sem qualquer intenção de deprimir ou enfraquecer a nobre profissão dos médicos, cujos direitos acadêmicos devem prevalecer acima da atuação dos leigos. Se assim não fora, então, a medicina teria de retornar à velha prática do curandeirismo supersticioso do tempo em que se exercia uma terapêutica empírica e um tanto rude.

Embora os espíritos benfeitores auxiliem por intuição os médicos dignos e piedosos, que se devotam a curar o ser humano, deveis considerar que os profissionais da Medicina também constituem uma legião de missionários dos mais úteis à humanidade. Mesmo porque, tais cientistas, além das suas funções comuns, ainda se dedicam a pesquisar elementos terapêuticos que vençam as moléstias rebeldes, de consequências fatais.

Além disso, a montagem de seus consultórios, dispensários ou laboratórios, que exigem gastos vultosos, confere-lhes o direito de se remunerarem de acordo com os seus préstimos e investimentos que são obrigados a fazer, em benefício dos próprios enfermos.

Eis por que o Espiritismo não é destinado a concorrer com os médicos terrícolas, nem tem a pretensão de sobrepor-se à sua capacidade profissional. O alívio, o reajuste físico ou as curas conseguidas por intermédio da faculdade mediúnica têm por objetivo principal sacudir o ateísmo do enfermo, despertando-lhe o entendimento para os ensinamentos da vida espiritual.

Aliás, quando Jesus curava os doentes que iam ao seu encontro, o seu objetivo era curar os corpos para, indiretamente, despertar ou "curar" as almas. E a mediunidade de cura tem, igualmente, essa finalidade. Diversos espíritos de médicos desencarnados continuam, do "lado de cá", exercendo a sua função mediante assistência telepática aos seus colegas encarnados. E muitas vezes o êxito da sua atuação profissional teve a cooperação de um colega já desencarnado. Deste modo, muitos médicos, embora inconscientes do fenômeno, agem também como "médiuns". E, neste caso, conseguem obter maior êxito e eficiência de resultados do que o médium leigo em medicina. Mesmo porque o médico ainda que não capte, com fidelidade, a intuição do espírito que o assiste, ele está habilitado a prescrever ao enfermo a medicação justa, devido aos seus conhecimentos fisiológicos e patológicos.

Além disso, os médicos, em geral, também são homens de consciência, pois, muitas vezes, eles sofrem angústia dolorosa ao perceberem que se está extinguindo a vida do paciente que se empenham em salvar com o mais devotado esforço lhes é possível. Razão por que, embora lhes cumpra o dever de se empenharem em salvar a saúde e a vida dos seus doentes, a sua função de benfeitores da humanidade faz que eles sejam sempre assistidos pelo Alto.

Em tais condições, seria injusto que os médicos terrícolas tivessem de renunciar, cedendo à "competência gratuita" dos seus colegas já "falecidos".

A mediunidade de cura, mediante o Espiritismo, em sua profundidade, é uma cooperação de objetivo crístico, condicionada à evangelização do homem.

PERGUNTA: - Em face de vossas considerações, não seria, então, mais sensato desistir-se de utilizar o receituário mediúnico ou espírita?

RAMATÍS: - Nosso intuito é esclarecer-vos quanto ao lamentável equívoco de muitos adeptos espíritas confundirem a finalidade precípua do Espiritismo, que é a de "curar o espírito enfermo", e não de estabelecer-se na Terra uma organização mundial de assistência médica, de caráter espírita, destinada a cuidar, essencialmente, da saúde do corpo de seus habitantes.

Contudo, embora o receituário mediúnico não seja a razão primordial do Espiritismo codificado por Kardec, é, conforme já acentuamos, um veículo benéfico que instiga o homem a despertar sua consciência para os deveres e responsabilidades do espírito imortal.

PERGUNTA: - Todos os espíritos de médicos desencarnados apreciam receitar do Além, através dos médiuns receitistas?

RAMATÍS: - Nem todos os médicos desencarnados gostam de receitar medicamentos ou efetuar diagnósticos; muitos deles até se desinteressam completamente de exercer sua profissão já desempenhada na Terra, a qual nem sempre lhes foi de completo sucesso ou mesmo de simpatia. Outros, embora se devotem a socorrer os encarnados sofredores, receiam assumir o compromisso de prescrever medicação pelos médiuns, porquanto, em geral, estes ainda são anímicos, inseguros ou ignorantes, com reduzida porcentagem dos que realmente se ajustam aos imperativos sensatos e lógicos do Espiritismo.

PERGUNTA: - Dizem alguns espíritos que há médicos materialistas bem melhor assistidos do que muitos médiuns de cura. Isso é verdade?

RAMATÍS: - O médico bondoso, honesto, criterioso e desapegado do preconceito acadêmico, quer ele seja espírita, católico, protestante ou ateu, é sempre acessível às boas intuições e à ajuda dos espíritos benfeitores, que então o orientam favoravelmente para tratar com êxito os seus pacientes. O auxílio do Alto não se restringe exclusivamente aos espíritas ou médiuns, mas, em particular, a todas as criaturas de bom caráter e devotadas aos objetivos espirituais superiores. Por isso, o médico não precisa aderir ao Espiritismo, para só então merecer a assistência dos bons espíritos.

No entanto, os médiuns presunçosos, atrabiliários, avessos ao estudo ou mercenários, vivem cercados de almas inferiores e perturbados em suas intuições, o que os faz cometer os piores e ridículos desacertos. Quer eles trabalhem junto à mesa espírita ou participem dos terreiros ruidosos de Umbanda, não passam de antenas vivas atraindo os espíritos gozadores, perversos ou mistificadores, enquanto os homens e os médicos bons e prestativos têm sempre a cooperação do Alto.

Infelizmente, certas criaturas mercenárias ainda usam a sua faculdade mediúnica para os negócios escusos, aliando a prática da caridade na seara espírita com a remuneração fácil da moeda do mundo.


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