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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo XXVIII - IV - 59 e 60 - Preces pelos que já não são da Terra

Por alguém que acaba de morrer


59. PREFÁCIO: As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não têm por objetivo, unicamente, dar-lhes um testemunho de simpatia; também têm por efeito auxiliar-lhes o desprendimento e, desse modo, abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar. Ainda aí, porém, como em qualquer outra circunstância, a eficácia da prece está na sinceridade do pensamento e não na abundância de palavras ditas mais ou menos pomposamente e em que o coração, na maioria das vezes, não toma parte alguma.

As preces que partem do coração ressoam em torno do Espírito, cujas idéias ainda estão confusas, como as vozes amigas que nos fazem despertar do sono (Cap. XXVIII, item 10.)

60. PRECE. Deus Onipotente, que a tua misericórdia se estenda sobre a alma de N..., a quem acabaste de chamar da Terra. Que as provas que ele (ou ela) sofreu na Terra possam ser contadas em seu favor, e que as nossas preces suavizem e abreviem as penas que ainda haja de suportar como Espírito!

Espíritos bons que viestes recebê-lo e tu, particularmente, seu anjo da guarda, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe a luz e a consciência de si mesmo, a fim de o subtrair à perturbação que acompanha a passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de que lhe seja permitido repará-las, a fim de acelerar o seu progresso rumo à vida eterna bem-aventurada.

N..., acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, te achas aqui presente entre nós. Tu nos vês e nos ouves, pois a diferença entre nós é que já não tens um corpo perecível, que acabas de deixar, e que em breve estará reduzido a pó.

Abandonaste o grosseiro envoltório, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.

Já não tens diante de ti o véu que oculta aos nossos olhos os esplendores da vida futura. Podes, de agora em diante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.

Vais percorrer o espaço e visitar os mundos em completa liberdade, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, onde nos retém o nosso corpo material, semelhante, para nós, a um fardo pesado.

Diante de ti, vai desenrolar-se o horizonte do infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrenos, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.

A morte, para os homens, não passa de uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem como os deveres que nos cabe cumprir na Terra, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.

Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais feliz agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.

No mundo onde te encontras, todos os ressentimentos devem extinguir-se. Que, daqui em diante, sejas inacessível a eles, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenha cometido contra eles.

Nota - Podem acrescentar-se a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais, conforme as circunstâncias particulares de família ou de relações, bem como a posição social que ocupava o defunto.

Se se trata de uma criança, o Espiritismo nos ensina que não está ali um Espírito de criação recente, mas um ser que já viveu e que já pode ser muito adiantado. Se a sua última existência foi curta, é que não devia passar de um complemento de prova, ou constituir uma prova para os pais. (Cap. V, item 21.)


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