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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III - 16 a 18 - Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai

Mundos Regeneradores





16. Entre as estrelas que cintilam na abóbada azulada do firmamento, quantos mundos não haverá como o vosso, destinados pelo Senhor à expiação e à provação! Mas, também, há entre eles mundos mais miseráveis e melhores, como há mundos transitórios, que poderíamos chamar de regeneradores. Cada turbilhão planetário, a deslocar-se no espaço em torno de um centro comum, arrasta consigo seus mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já vos foi falado desses mundos onde a alma recém-nascida é colocada, quando ainda ignorante do bem e do mal, mas com a possibilidade de caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse do livre-arbítrio. Também já vos foi revelado de que amplas faculdades a alma é dotada para praticar o bem. Mas, oh! há as que sucumbem, e Deus, não as querendo aniquilar, lhes permite irem para esses mundos onde, de encarnação em encarnação, elas se depuram, regeneram e voltam dignas da glória que lhes fora destinada.

17. Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma que se arrepende, neles encontra a calma e o repouso e acaba por depurar-se. Certamente, em tais mundos, o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria: a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos, mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos. Neles não há mais o orgulho que emudece o coração, nem a inveja que o tortura, nem o ódio que o sufoca. A palavra amor está escrita em todas as frontes: perfeita equidade preside as relações sociais, todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele, cumprindo suas leis.

Nesses mundos, todavia, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. Aí o homem ainda é de carne e, por isso mesmo, sujeito a vicissitudes das quais só estão isentos os seres completamente desmaterializados. Ainda há provas a sofrer, porém, sem as pungentes angústias da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são bastante felizes e muitos dentre vós se alegrariam de habitá-los, pois que eles representam a calma após a tempestade, a convalescença após a moléstia cruel. Neles o homem, menos absorvido pelas coisas materiais, entrevê o futuro melhor do que vós; compreende que há outras alegrias que o Senhor promete aos que dele se mostrem dignos, quando a morte lhes houver novamente ceifado os corpos para lhes dar a verdadeira vida. É então que, liberta, a a alma planará acima de todos os horizontes. Não mais haverá sentidos materiais e grosseiros, somente os sentidos de um perispírito puro e celeste, a aspirar as emanações do próprio Deus nos aromas de amor e de caridade que emanam do seu seio.

18. Mas, ah! nesses mundos o homem ainda é falível e o espírito do mal não perdeu completamente o seu império. Não avançar é recuar, e se o homem não se houver firmado bastante na senda do bem, pode recair nos mundos de expiação, onde o aguardam novas e mais terríveis provas.

Contemplai, pois, à noite, à hora do repouso e da prece, a abóbada azulada e, das inúmeras esferas que brilham sobre vossas cabeças, indagai de vós mesmos quais as que conduzem a Deus e pedi-lhe que um mundo regenerado vos abra o seu seio, após a expiação na Terra. - Santo Agostinho. (Paris, 1862.)


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