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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O Evangelho Segundo o Espiritismo - Capítulo III - 1 a 5 - Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai



1. Não se turbe o vosso coração. - Credes em Deus, crede também em mim. Há muitas moradas na casa de meu Pai Se assim não fosse, eu já vo-lo teria dito, pois vou para vos preparar o lugar. - Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, também aí estejais. (S. João.  14:1 a 3)

Diferentes Estados de Alma na Erraticidade

2. A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem, aos Espíritos que neles encarnam, estações apropriadas ao seu adiantamento.

Independente da diversiidade dos mundos, essas palavras também podem ser entendidas como se referindo ao estado feliz ou infeliz do Espírito na erraticidade. Conforme se ache este mais ou menos depurado desprendido dos laços materias, o meio em que ele se encontre, o aspecto das coisas e as sensações que experimente variarão ao infinito. Enquanto uns não podem afastar-se da esfera onde viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos; enquanto alguns Espíritos culpados vagueiam nas trevas, os bem-aventurados gozam de resplendente claridade e do espetáculo sublime do infinito; finalmente, enquanto o mau, atormentado de remorsos e pesares, muitas vezes isolado, sem consolação, separado dos objetos de sua afeição, geme sob a opressão dos sofrimentos morais, o justo, em convívio com aqueles que ama, frui as delícias de uma felicidade indizível. Essas, também, são outras tantas moradas, embora não circunscritas, nem localizadas.

Diferentes categorias de mundos habitados

3. Do ensino dado pelos Espíritos, resulta que as condições dos mundos são muito diferentes, em relação ao grau de adiantamento ou de inferioridade de seus habitantes. Entre elesa há os em que estes últimos são ainda inferiores aos da Terra, física e moralmente; outros, da mesma catetoria que o nosso; e outros que lhe são mais ou menos superiores sob todos os aspectos. Nos mundos inferiores a existência é toda material, as paixões reinam soberanas, a vida moral é quase nula. À mmedida que esta se desenvolve, diminui a influência da matéria, de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, a bem dizer, toda espiritual.

4. Nos mundos intermédios, misturam-se o bem e o mal, predominando um ou outro, conforme o grau de adiantamento das criaturas que os habitam. Embora não se possa fazer, dos diferentes mundos, uma classificação absoluta, pode-se, todavia, em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem, tomando por base os matizes mais salientes, dividi-los, de modo teral, como se segue: mundos primitivos, destinados às primeiras encarnações da alma humana; mundos de expiação e de provas, onde predomina o mal; mundos de regeneração, nos quais as almas que ainda têm que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta; mundos felizes, onde o bem sobrepuja o mal; mundos celestes ou divinos, morada dos Espíritos depurados, onde reina exclusivamente o bem. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e de provas, razão por que aí o homem está exposto a tantas misérias.

5. Os espíritos que encarnam em um mundo não se acham presos a ele indefinidamente, nem nele realizam todas as fases do progresso que lhes cumpre percorrer, para atingir a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançaram o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim por diante, até que cheguem ao estado de Espíritos puros. São outras tantas estações, em cada uma das quais eles encontram elementos de progresso proporcionais ao seua adiantamento.Para os Espíritos, é uma recompensa passarem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo prolongarem sua permanência em um mundo infeliz, ou serem relegados para outro ainda mais desventurado do que aquele que são forçados a deixar, quando obstinaram no mal.

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